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Será que meu animal tem doença no rim? Como diagnosticar e prevenir?


vetQual a função do rim? Controla a pressão arterial. Produzem hormônios que previnem anemia e a descalcificação óssea. Eliminam toxinas e outras substâncias que o organismo não precisa. A doença renal em fase inicial não tem sintoma e o animal, assim como a pessoa pode viver meses ou anos sem saber que tem a doença. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, a cada ano 21 mil brasileiros precisam iniciar um tratamento de diálise peritoneal e hemodiálise. Se isso acontece com humanos, imagina com animais que não falam! Nós podemos evitar a hemodiálise se diagnosticarmos cedo. Mas se precisar fazer, que seja o quanto antes, hemodiálise é um procedimento tranquilo, não precisa de anestesia, não faz para o resto da vida e não dói. É muito importante o diagnóstico precoce. Hoje em dia é possível saber meses antes se o paciente é propenso a desenvolver a insuficiência renal, existem exames que são chamados de marcadores precoces da injúria renal.   Não precisamos ter medo da doença renal, precisamos conhecê-la. Descobrir numa fase inicial,  além de oferecer uma vida praticamente normal, o tratamento sai muito mais barato, podendo até ser apenas uma dieta específica.   Algumas raças são mais pré-dispostas a problemas renais e urinários (cães de pequeno porte, gatos persa e abssínio). Consultar um profissional da nefrologia veterinária pode garantir qualidade de vida ao seu pet.   Independente da raça, da idade e da espécie, é sempre válido fazer um check up renal anual. Prevenir é sempre melhor do que remediar.   Sintomas: anemia, pressão alta, perda de apetite, perda de peso, vômitos, letargia, fraqueza, diarréia, mau hálito, urina transparente ou muito escura, desidratação e em casos mais graves convulsões. Estes sinais só aparecem quando já temos aproximadamente 75% de lesão renal, e nesta fase a ureia e a creatinina estão aumentadas no sangue. A fase inicial para iniciar o tratamento é o estágio 2 da doença renal, e nesta fase, não há sintoma, apenas alteração no exame de urina.   A dica é: Fazer check up anual se não tiver sintomas e incluir o exame de urina neste check up.   Em caso de dúvidas, entre em contato conosco (21) 3473-0777 Profa. Karine Kleine – Nefrologia e Cardiologia  
Animal portador de IRC

Animal portador de DRC

     

Doação de sangue em cães e gatos


    sharpei Doação de sangue para cães e gatos Quem já passou por uma emergência, e precisou de transfusão sabe o quanto é difícil este momento. Na medicina humana e na veterinária, existem bancos de sangue. Os bancos de sangue veterinários possuem bolsas de sangue com sangue testado, saudável pronto para venda. Porém as coisas não são tão simples assim. Na medicina humana os bancos de sangue sofrem com a escassez de doador. Na veterinária também. Na veterinária, o dono do pet tem que estar disposto a fazer a doação e levar seu pet para coleta de sangue. Alguns animais não são tranquilos e isso dificulta a doação de sangue. Recomenda-se que sejam doadores calmos. Afinal a doação é um ato de amor e deve ser feito com tranquilidade. Deve ser bom para quem doa e para quem recebe. Doar sangue não prejudica a saúde do doador e estimula a produção de novas hemácias. É saudável! Quais são os critérios para doação de sangue para cães e gatos? - Cães Em pleno estado de saúde, peso maior que 25 kg, adulto, vacinado e vermifugado, não utilizar medicamentos de uso diário e ser testado para as doenças transmitidas pelo carrapato. - Gatos Calmo, em pleno estado de saúde, peso maior que 4 kg, adulto, vacinado e vermifugado, não utilizar medicamentos de uso diário e ser testado para FIV E FELV e ser criado sem contato com a rua. Em gatos a doação tem mais uma particularidade: gatos são menos colaboradores durante o procedimento da doação e também é mais difícil encontrar gatos acima de 4kg para que possam doar um volume de sangue adequado. É sempre mais demorado conseguir uma bolsa de sangue de felino. Os donos de gatos que já precisaram de uma bolsa de sangue, sabem o quanto é difícil esperar por um sangue compatível. Hoje na veterinária as transfusões de sangue são realizadas após o teste de compatibilidade. Este teste reduz os riscos da transfusão de sangue. Se você tem um cão ou um gato dentro dos critérios de doação, se alguém precisar fique ligado! Você e seu pet podem salvar uma vida. Se você quiser disponibilizar seu pet para doação de sangue, comunique ao seu veterinário, ele vai fazer um checkup e terá seu contato em caso de necessidade. Doe sangue, doe vida! Seja humano, canino ou felino. Em caso de dúvida: (21) 3473-0777

Doenças renais que podem ocorrer em cães e gatos


Nefrite: Caracteriza-se pela presença de albumina, as vezes sangue na urina, edema e hipertensão. Pode ser de causa inflamatória, infecciosa ou causada por hemoparasitos (ex: Doença do carrapato: Erlichia ou Babesia).
Infecção Urinária: Dor e incontinência urinária. O volume urinado torna-se pequeno e freqüente, tanto de dia como de noite. A urina é turva e mal cheirosa podendo surgir sangue no final da micção.
Urolitíase: A presença de "pedra"nos rins, ureter, bexiga ou ureta pode causar dor e perda de sangue na urina.
Obstrução Urinária: Ocorre quando há um impedimento da passagem da urina pelos canais urinários, por cálculos, aumento da próstata, tumores, estenoses de ureter e uretra. A ausência ou pequeno volume da urina é a queixa característica da obstrução urinária.
Injúria Renal Aguda: É causada por uma agressão repentina ao rim, por falta de sangue ou pressão para formar urina ou obstrução aguda da via urinária. A principal característica é a total ou parcial ausência de urina.
Doença Renal Crônica: Surge quando o rim sofre a ação de uma doença que deteriora  a função renal por tempo superior a três meses, apresentando-se com retenção de uréia, creatinina, anemia, hipertensão arterial, entre outros.
Tumores Renais: O rim pode ser acometido de tumores benignos e malignos.
Doenças Multissistêmicas: O rim pode se ver afetado por doenças reumáticas, diabete, colagenoses e doenças imunológicas. Podem surgir alterações urinárias em doenças do tipo nefrite, geralmente com a presença de sangue e albumina na urina.
Doenças Congênitas e Hereditária: Rim policístico e displasia renal.
Nefropatias Tóxicas: Causadas por tóxicos, agentes físicos, químicos e fármacos.
Em caso de dúvidas, entre em contato com a gente (21) 3473-0777
Texto adaptado: http://fisiorenal.blogspot.com.br/2009/06/doencas-renais-e-suas-caracteristicas.html

Diretora do Grupo Kleine lança livro de Nefrologia


Guia Prático de Nefrologia em Cães e Gatos, este é o título do livro da autora Karine Kleine Figueredo dos Santos. Karine Kleine atua em nefrologia e cardiologia desde 1999. Os estudos nestas áreas iniciaram ainda no período da faculdade, com o apoio de professores como a Profa. Dra. Lenir Porfírio. A autora é Mestre pela universidade de Franca. Possui pós-graduação e especialização em nefrologia e cardiologia. Há 18 anos atuando na nefrologia, reuniu colegas com larga experiência na área para colaborarem com o livro. O projeto do livro durou 2 anos até sua conclusão. O livro é direcionado para o clínico geral e estudantes. Os profissionais da área de nefrologia também poderão ter interesse na obra, uma vez que nela está a experiência de anos de colegas de todo Brasil, das diversas universidades e que já atuam em nefrologia e urologia veterinária. Grande parte dos colaboradores do livro, são membros do Colégio Brasileiro de Nefrologia e Urologia Veterinárias, o CBNUV. Incluindo o atual presidente, Prof. Dr. Júlio César Cambraia Veado, que assina o prefácio e é autor de dois capítulos. A editora do livro é a LF Livros, editora especializada na área da medicina veterinária. A venda do mesmo será feita pelo site da editora e também nas unidades da editora em todo país, na sede no Rio de Janeiro e nos stands dos grandes eventos de veterinária. O lançamento do livro ocorreu  dia 30/04/2014, durante o congresso nacional da Anclivepa, em Belo Horizonte. Mais informações pelo site da editora: www.lflivros.com.br Autora e editora: Karine Kleine Figueiredo dos Santos Colaboradores: Ana Paula Bastos Bárbara Pereira dos Santos Dias Carlos Henrique de Mello Souza Daniel Paulino Júnior Evandro Zacché Guilherme Lages Savassi Rocha Júlio César Cambraia Veado Lenir Cardoso Porfirio Márcia Carolina Salomão Santos Paulo Abilio Varella Lisboa Pillar Gomide do Valle Renata de Barros Pereira da Silva Tathiana Mourão dos Anjos Telga Lucena Alves Craveiro de Almeida Wandrea de Souza Mendes  

Nefrologia e Hemodiálise em Pets : Dicas


Hemodiálise é um procedimento tranquilo e seguro. Quando o paciente é encaminhado ao tratamento no momento adequado, ou seja, o mais cedo possível, maiores são as chances de sucesso do tratamento. Sugere-se que o tratamento com soro para tentar tirar o paciente da crise urêmica não deva ultrapassar 48h sem melhora do quadro. Na persistência da uremia (uréia e creatinina elevadas no sangue) o paciente deve ser encaminhado para terapias por diálise. Quanto maior os valores de uréia e creatinina, mais dispendioso será o tratamento, pois um paciente mais debilitado e mais grave, vai precisar de mais tratamento e consequentemente o tratamento será mais longo e mais caro. Além disso, diminui significativamente as chances de qualidade de vida se o paciente chegar no nefrologista num estágio avançado da doença renal. Dica de nefrologista: * Fazer exame de urina anualmente em animais jovens e semestralmente em idosos. * Medir a pressão arterial semestralmente, se estiver normal. * Quando fizer hemograma, dosar também uréia, creatinina e fósforo (no mínimo). E sempre que fizer checkup, fazer exame de urina! O exame que diagnostica alterações renais cedo. * Ter água fresca disponível em várias vasilhas. Assim como caixas de areia limpas para os gatos. * Oferecer ração de qualidade. * Evitar o sedentarismo. * Não ficar 1 ano sem ir ao veterinário. Para maiores informações consulte nossa página no facebook: Grupo Kleine Marcação de consulta: (21) 3473-0777 WhatsApp:dog (21) 98119-7422 image

Calcinose


O diagnóstico da calcinose é clinico e radiográfico. Caracteriza-se pelo depósito de cálcio em tecidos moles. Essa alteração pode ocorrer em animais com doença renal crônica em estágio avançado. Normalmente este quadro não é doloroso, porém na fase inicial a dor é um sintoma comum. A principal causa de retenção de fósforo e consequente hipercalcemia é a insuficiência renal crônica. A elevação de PTH nesta condição clínica é chamada de hiperparatireoidismo secundário renal. Isso ocorre porque a hiperfostemia leva a estimulação de liberação de PTH pelo organismo. Torna-se necessário o diagnostico diferencial para: Neoplasias, calcificação ectópica, artropatia neuropática, toxidade por vitamina D e gota (frequentemente relatado em humanos). Não há cura para esta enfermidade, mas há tratamento. Deve-se considerar o bem estar do animal e sua qualidade de vida. Em quadros avançados, o animal não se locomove, pode apresentar calcificação em órgãos vitais, como coração e rim e consequente comprometimento da função dos mesmos. O diagnóstico por imagem e laboratorial são fundamentais para o diagnóstico, prognóstico e complementação propedêutica adequada. Apesar de pouco comum na rotina clínica, a calcinose deve ser lembrada, uma vez que em estágio avançado se assemalha com neoplasia, condição que muda a conduta médica e talvez a opção do proprietário em tratar ou não. Exames relacionados com estes achados: Radiografia, ultrassonografia abdominal, hemograma, perfil renal incluindo fósforo e calcio, urinálise e análise do PTH. Dúvidas? Entre em contato conosco: (21) 3473-0777  

Cursos de Cardiologia e Nefrologia


Recomeçou a nossa temporada de cursos de cardiologia e nefrologia veterinária de 2016! No ano de 2015 tivemos o prazer de colaborar com a formação de vários médicos veterinários e alunos que se interessam pela áreas de cardiologia e nefrologia. Venha fazer parte do nosso grupo de estudos. Estamos na área de cardiologia e nefrologia há quase 17 anos. Cursos: CARDIOLOGIA- ECO e Eletrocardiografia em Cães e Gatos ( 3 dias presenciais) Data: Próxima turma: segundo semestre de 2016 (reserva aberta). Local: Promove (sede do Grupo Kleine), Botafogo, Rio de Janeiro. Vagas limitadas: 1 aluno por equipamento Mais informações como investimento, conteúdo programático, local e horário, serão enviados por e-mail Os interessados devem enviar e-mail via contato do site ou diretamente para: karinekleine@icloud.com, nosso WhatsApp é (21) 98119-7422. O curso é presencial, 100% teórico-prático. Ministrado por: Profa. MV MSc Karine Kleine Doutoranda em clínica médica pela UFRJ. Mestrado em medicina veterinária de pequenos animais com ênfase em nefrologia e cardiologia. Pós graduada em nefrologia médica. Membro da diretoria do Colégio Brasileiro de Nefrologia e Urologia Veterinárias. Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária. Professora da disciplina de cardiologia da universidade Unimonte (SP) e professora de hemodinâmica do Instituto Qualittas de Pós-graduação. Coordenadora do setor de cardiologia e nefrologia do Grupo Kleine, Clínica Promove, PCA Diagnósticos e do setor de cardiologia do CRV Imagem.   NEFROLOGIA- Hemodiálise e Nefrologia em em Cães e Gatos (30 dias online e 2 dias de aula prática presencial no Rio de Janeiro) A XI turma do Curso de Nefrologia e Hemodiálise concluiu o curso em abril de 2016. Data: a próxima turma tem início imediato (fluxo contínuo). Aulas online 24h por 1 mês e 2 dias de aula prática presencial. Local: Online (30 dias) e prática presencial (3 dias), no Grupo Kleine, Rio de Janeiro. Inscrição e informações: karinekleine@icloud.com ou pelo WhatsApp (21) 98119-7422 Ministrado por: Profa. MV MSc Karine Kleine Doutoranda em clínica médica pela UFRJ. Mestrado em medicina veterinária de pequenos animais com ênfase em nefrologia e cardiologia. Pós graduada em nefrologia médica. Membro da diretoria do Colégio Brasileiro de Nefrologia e Urologia Veterinárias. Professora da disciplina de cardiologia da universidade Unimonte (SP) e professora de hemodinâmica do Instituto Qualittas de Pós-graduação. Professora convidada do curso de nefrologia e terapias por diálise do Instituto Qualittas de Pós graduação. Coordenadora do setor de cardiologia e nefrologia do Grupo Kleine, Clínica Promove, PCA Diagnósticos e Núcleo Terapia Intensiva. Mais informações: (21) 98119-7422 (WhatsApp) e karinekleine@icloud.com

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Depoimentos de estagiários


  "Dra. Karine, achei o curso muito proveitoso, gostei muito da aula em tempo real e principalmente das duas aulas práticas presenciais aí no Rio. Tanto você, quanto as outras pessoas que te ajudam a dar o curso, estão de parabéns, pois são extremamente atenciosas, solícitas, pacientes e têm uma boa didática. Deu para aprender bastante." Gabriel R. Rezende - Belo Horizonte   "O curso de hemodiálise é excelente! Muita aula prática e simulações de casos clínicos." Layla Queiroz - Goiânia    "Falar do Grupo Keine e muito fácil. Todos os cursos que fiz foram extremamente proveitosos e auxiliaram muito na complementação das minhas especialidades. Hoje, sou muito grata por fazer parte desta equipe maravilhosa, que cresce unida e desenvolve um trabalho honesto e de excelente qualidade." Monique Marinho - Niterói   "Achei o curso de hemodiálise ótimo, muito esclarecedor e importante para aprendizado na área de terapias dialíticas. Gostaria de poder realizar novamente a parte prática para permitir o aprimoramento do dia a dia da diálise em si. Juliana Abreu - Rio de Janeiro

USO DA HEMODIÁLISE EM CÃO- Artigo


USO DA HEMODIÁLISE EM CÃO COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA AGUDIZADA- RELATO DE CASO A insuficiência renal crônica (IRC) é a enfermidade renal mais comum que acomete os cães e gatos idosos na clínica de pequenos animais [1,2]. Esta é uma síndrome caracterizada pela incapacidade dos rins de funcionarem adequadamente, devido à perda da função progressiva dos nefrons, dentro de um período correspondente a meses ou anos [3]. O primeiro objetivo do tratamento da IRC é identificar e posteriormente tratar a causa inicial da doença renal. Quando isto não é possível devem-se tratar as complicações para melhorar a qualidade de vida do animal. Corrigindo isso é possível retardar a progressão da IRC e o seu estágio final [2]. A técnica de hemodiálise leva a pensar que um indivíduo fica dependente de uma máquina e que muitas vezes por semana passaria muitas horas preso ao procedimento. Sendo assim é evidente esta associação de idéias, fazendo com que questionem-se o emprego da mesma em animais [4]. Porém não é isso que acontece na Medicina Veterinária onde o animal não fica dependente da hemodiálise [5,6]. É indicada para reduzir os níveis elevados de uréia e creatinina. Pode-se obter redução de 60% destes compostos da circulação ao final de três sessões, de duas a quatro horas de duração, nos cães. Os compostos como fósforo, potássio também são removidos durante o procedimento [4]. Sendo sua indicação em casos de hiperazotemia, uréia acima de 100mg/dl e creatinina acima de 4,0 mg/dl, [5,6]. A hemodiálise é disponível para caninos, felinos e equinos, tanto em casos agudos como nos casos crônicos. Nos casos agudos, os pacientes têm possibilidades de recuperação do parênquima renal lesado [6;7] para isto uma, duas ou três sessões, em geral, já seriam suficientes, levando a melhora das condições do paciente[4]. Por ser uma técnica de tratamento adjuvante, a hemodiálise deve sempre ser associada ao tratamento conservador, que fará parte de um protocolo, para que seu efeito possa atingir o resultado esperado. Sendo assim, a hemodiálise não é um procedimento que promove a cura do paciente [4]; o que se obtém é uma diminuição no nível de toxinas do organismo do animal, de forma que, com o auxílio de uma alimentação terapêutica específica para insuficiência renal, a doença se estabilize e o animal possa ganhar meses ou anos com boa qualidade de vida [5]. Uma limitação para a realização da técnica é o peso corpóreo do animal, pois este estaria diretamente relacionado ao volume de sangue extracorpóreo necessário para a diálise, sendo de aproximadamente de 100 ml de sangue o volume necessário para manter a circulação extracorpórea, o que em animais de baixo peso pode se tomar um fator complicador [4]. Desta forma, animais submetidos a este tratamento com peso superior a sete quilos suportam bem a técnica, pois este volume de sangue envolvido na circulação extracorpórea, não é suficiente pra lhe causar algum dano [4]. O acesso vascular é outro fator de complicação na hemodiálise. Para remover o sangue do paciente com um fluxo sanguíneo satisfatório (3 a 25 ml/kg/minuto) é necessário um vaso cujo calibre permita esse fluxo. Em geral, a veia jugular e a artéria femoral fornecem este volume necessário de sangue [4]. Durante a realização das sessões de hemodiálise (HD) observam-se alterações relacionadas à coagulação, pelo contato do sangue do paciente com os circuitos extracorpóreos. Essas alterações podem ser decorrentes da ativação dos mecanismos intrínsecos da cascata de coagulação sangüínea, que resultam na formação de trombos. No modelo hemodialítico, utilizam-se substâncias anticoagulantes com a finalidade de prevenir a formação destes trombos. A substância padrão utilizada para anticoagulação em HD é a heparina sódica [8;9] Após uma sessão de hemodiálise, o animal deve ser avaliado clinicamente. Exames complementares (hemograma, e dosagens de uréia, creatinina, fósforo e potássio séricos) são importantes para se avaliar a necessidade de diálises suplementares [9]. Sendo assim o objetivo deste trabalho é avaliar a melhora clinica e redução de níveis uréia e creatina de animais submetidos ao evento. Material e métodos Foi atendido na no Grupo Kleine (Rio de Janeiro), um canino com diagnóstico de insuficiência renal aguda, e com sorologia positiva pra ehrlichia. O proprietário relatou no ano anterior foi realizado tratamento para ehrlichia, à base de doxiclina, uma vez ao dia, quando o animal não teve mais carrapato. Não foi efetuado nenhum exame, posteriormente ao tratamento. Como tratamento, o animal foi submetido à três sessões de hemodiálise, em dias consecutivos, com duração de duas horas cada. Resultados Verificou-se que o animal submetido à técnica de hemodiálise apresentava níveis séricos de uréia acima de 100mg/dl e creatinina acima de 4,0 mg/dl, a terapia realizada não deixou o animaldependente da máquina para manutenção das concentrações séricas de uréia e creatinina VEADO, KLEINE K. [4;5;6], sendo confirmado isso após o tratamento com os exames realizados para controle clínico. Referências [1] POLZIN, D. J.; OSBORNE, C. A. Dietary Management of Canine Renal Failure. In: BREITSCHWERDT, E.B. Nephrology and urology 1 ed. New York: CHURCILL Livingstone, 1986. p. 151- 176. [2] ELLIOT, J; Cómo Prolongar La Vida Dei Paciente Felino Renal, Waltham Focus, Londres, Reino Unido, v.10, n.3, p.10-14, 2000. [3] LESS, F.Nefropatias e Ureteropatias. In: BIRCHARD, S. J. & SHERDING, R. G.; Manual Saunders de Pequenos Animais. São Paulo. Roca. 2003. p.907-916. [4] VEADO, J. C. .C.; Hemodiálise - Por que Empregar a Técnica em Animais , Revista Brasileira de Medicina Veterinária- Pequenos Animais de Estimação, Curitiba, v.l, n.l, p.53-57, jan/mar.2003 . [5] KLEINE, K 2007 Hemodiálise para cães e gatos disponível em: http://www.vidadecao.com.br/cao/index2.asp?menu=hemodialise.htm acessado em 10 de julho de 2007 [6] KLEINE, K. Insuficiência renal aguda e Hemodiálise em cães e gatos 2007 disponível em:http://www.veterinariaonline.com.br/artigo.php?cd_caso=4 acesso em: 10 julho de 2007. [7] LUCENA, ALESSANDRA RIBIERO 2007 centro de terapia intensiva disponível em: http://www.ctiveterinario.com.br/inicial/estudo/estudo2.htm acesso em 20 julho de 2007. [8] BRANT, J. R. A. C. Medicina Veterinária 2004 disponível em: Homepage: http://www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigita /document/?did=1876 acessado em 10 de julho de 2007 [9] QUINTANILLA N, LAMPREABE I. Anticoagulación y accesos vasculares en las técnicas de depuración extracorpórea. In: Net A, Roglan A, editores. Depuración extrarrenal en el paciente grave. Philadelphia: Elsevirer-Masson; 2004. p.161-82. Autores: Telga Lucena Alves Craveiro de Almeida, Karine Kleine Figueiredo dos Santos, Simone Gutman Vaz, Breno Menezes dos Santos, Paulo Henrique Mariano das Chagas, Maína de Souza Almeida, e Eneida Willcox Rêgo, Miriam Nogueira Teixeira, Renata de Barros Pereira da Silva.

Perguntas frequentes sobre hemodiálise em animais


Qual a diferença entre fazer hemodiálise em dias seguidos ou dias alternados? R. A diferença é a alteração hemodinâmica. O paciente que realiza hemodiálise lenta em dias seguidos tem menos alteração hemodinâmica que o paciente que realiza a hemodiálise convencional intermitente, por exemplo. A aplicação das diversas modalidades de hemodiálise variam de caso para caso, e o nefrologista é o veterinário que determina o protocolo a ser realizado de acordo com o estado clínico, exame físico e clínico e valores séricos. Podendo até mudar de modalidade no meio do tratamento, pois o paciente pode mudar o quadro a cada dia, melhorando ou piorando. Por que é indicado encaminhar o paciente para hemodiálise com equipe multidisciplinar especializada? R. Tudo requer uma monitoração adequada do paciente, 24hs, em local adequado, com laboratório e suporte de emergência completo. Ter no setor de hemodiálise uma equipe médica é a chave do sucesso. Pois normalmente, pacientes nefropatas, possuem complicações em outros órgãos, desta forma ter um cardiologista, um intensivista, um neurologista, um oftalmologista e um médico veterinário especializado em diagnóstico por imagem podem contribuir muito na análise de cada caso. O clínico sozinho nem sempre tem tempo para avaliar todas essas particularidades a fundo ao mesmo tempo com a experiência de um veterinário especialista. Por que a hemodiálise é melhor que a diálise peritoneal? R. A hemodiálise remove as toxinas do organismo de forma mais rápida, por osmose, difusão e convecção, através de um filtro chamado de "capilar", é possivel programar na máquina a velocidade, tempo, desidratação, dentre outros parâmetros. Já na diálise peritoneal a troca ocorre pelo peritôneo, membrana do próprio corpo, a troca também é realizada por osmose, porém de forma lenta. Cada paciente possui um tipo peritôneo, o que pode fazer com que alguns pacientes venham a responder de forma mais eficiente que outros. Nesta modalidade, não é possivel programar a velocidade da troca e nem a desidratação. Também tem o quesito "segurança", a máquina tem sensores que indicam como está a pressão de cada parte da linha de sangue, monitora a velocidade, a desidratação, retira o ar do circuito e o risco de contaminação é inferior a diálise peritoneal. Apesar da hemodiáilise ser mais eficiente, é necessário estudar o paciente antes de aplicar a técnica adequada e avaliar o risco-benefício para o paciente. Por que realizar hemodiálise numa clínica com setor de nefrologia é mais indicado que outras formas de tratamento? R. Por vários motivos, os principais são: Segurança para o paciente, o centro de hemodiálise possui uma infra-estrutura completa para atender o paciente e eventuais emergências. Presença da fiscalização dos orgãos competentes em relação ao local, materiais, equipamentos e equipe médica. Como todo hospital, o setor de hemodiálise e e emergência é fiscalizado para assegurar a qualidade do serviço oferecida. O estabelecimento para funcionar segue as normas de segurança de saúde. Já um serviço sem local fixo (volante) não é fiscalizado por orgãos competentes, exatamente por não terem local fixo. E o mais importante, tratando-se de saúde procure o melhor para o seu animal e não o mais confortável para você. Nossa clínica recebe paciente de estados e países próximos, exatamente por possuirmos toda a estrutura e segurança necessárias para um paciente em estado crítico. Isto sem contar que financeiramente também é mais viável. Por que tem veterinário que diz que hemodiálise não vai resolver? Das duas uma, ou o veterinário já declarou que o paciente possui falência múltipla ou falência total dos rins, ou o paciente apresenta níveis séricos tão elevados que ele não acredita na recuperação do seu paciente. Toda hemodiálise funciona, pois se trata de um mecanismo físico, osmose e difusão. Sempre a hemodiálise diminui os níveis séricos dos marcadores renais. Ficar curado ou estabilizado vai depender do tratamento conservador instituido pós-hemodiálise e da resposta do organismo a este tratamento. Por isso procurar um especialista em nefrologia é fundamental. Se você quiser mais informação sobre hemodiálise, entre em contato conosco via contato ou via telefone. Setor de hemodiálise do Rio de Janeiro: (21) 3473-0777 Emergência 24h do Rio de Janeiro: (21) 2246-3760 Direção (21) 98119-7422 Curta nossa funpage e receba nossas atualizações https://www.facebook.com/cardiologiavet    

Cardiomiopatia Hipertrófica Felina


Cardiomioptia hipertrófica felina (CMH) é uma doença que provoca o espessamento do músculo cardíaco (hipertrofia), resultando em déficit de relaxamento e déficit na capacidade de enchimento. Como a câmara de bombeamento do coração (ventrículos) se torna progressivamente mais espessa, menos sangue pode entrar na câmara, assim, menos sangue é ejetado para fora do corpo. A causa da CMH é desconhecida, embora algumas raças de gatos parecem estar predispostos. Meia-idade gatos machos podem ser mais comumente afetadas. Às vezes, espessamento do músculo cardíaco semelhante a CMH pode desenvolver secundário a outras doenças, como hipertireoidismo (hormônio tireoidiano elevado) e hipertensão arterial sistêmica (pressão arterial elevada). Aferição da pressão arterial e, um teste de sangue hormônio da tireóide deve ser feito para excluir estas causas secundárias, quando a hipertrofia cardíaca é diagnosticada. Alguns animais não apresentam qualquer sinal de doença, especialmente no início da doença. Em outros casos, sinais de insuficiência cardíaca congestiva do lado esquerdo (acumulação de líquido no pulmão) pode ocorrer. Estes sinais incluem letargia, diminuição do nível de atividade, rápida e / ou dificuldade de respiração e, possivelmente, a respiração ofegante com a excitação ou exercício. Outros sinais da doença podem incluir fraqueza repentina, convulsão e, infelizmente, até mesmo a morte súbita devido a arritmia cardíaca. Em alguns gatos com coração muito grande (átrio esquerdo, por exemplo) um coágulo sanguíneo pode se formar e se entra na circulação pode causar fraqueza ou paralisia (geralmente das pernas de trás). Se isso ocorrer, procure o seu veterinário imediatamente para determinar se as complicações são relacionadas à doença do coração ou outra doença. O exame físico realizado por seu veterinário pode revelar um sopro cardíaco, os sons cardíacos anormais, sons pulmonares anormais, ou irregularidades no ritmo cardíaco. As radiografias de tórax (raios-x), eletrocardiograma (ECG) e ecocardiograma (ultra-som do coração, preferecialmente com o mapeamento dos fluxos sanguíneos com o Doppler) são testes freqüentemente utilizados para confirmar a suspeita diagnóstica e para determinar a gravidade. Um exame físico de rotina e um ou mais desses testes pode ser recomendada a cada seis meses para avaliar progressão da doença em gatos sem sinais clínicos. Animais assintomáticos não necessitam de terapêutica médica dependendo dos resultados dos testes mencionados acima, mas reavaliações de rotina, muitas vezes, é recomendada. Se arritmias ou sinais de insuficiência cardíaca congestiva estiverem presentes, medicações usadas podem ser necessários. Uma vez que esta doença pode ser progressiva, o número ea quantidade de medicamentos utilizados podem mudar com o tempo. A terapia é sempre adaptado às necessidades individuais de cada paciente. Se insuficiência cardíaca congestiva está presente, a redução de sal na dieta também é recomendado. Os medicamentos comumente utilizados para CMH: Beta-bloqueadores, permitem mais tempo para o fluxo sanguíneo no coração, e reduzem a quantidade de oxigênio utilizado pelo coração. Em alguns casos, a incidência de arritmias é também diminuída com esta medicação. Os efeitos colaterais podem incluir broncoespasmo (espasmo das vias respiratórias, fadiga e em doses excessivas, diminuição da frequência cardíaca e pressão arterial baixa. Cada animal possui uma resposta ao medicamento, assim como os humanos. Pode ser comum o veterinário iniciar a medicação com uma subdose para previnir tais efeitos e adequar a dose com o tempo e observando a resposta do paciente. Em casos mais avançados a dose terapêutica normal pode ser iniciada, como monoterapia ou associado a outro medicamento. Bloqueadores de canais de cálcio, esta classe de medicamentos tem ações similares ao beta-bloqueadores. Outros medicamentos podem ser prescritos em alguns pacientes. Diuréticos podem ser necessários para controlar o edema e derrame (insuficiência cardíaca congestiva). Em animais de estimação que tiveram ou podem estar propensos à formação de coágulo de sangue, anti-coagulantes, como aspirina, varfarina ou heparina podem ser prescritos. A terapia médica é sempre escolhido para atender as necessidades do paciente individual. Realizar exames frequentes e ajustes podem ser necessários e muito provável. Texto adaptado de Nelson OL, DVM, MS, ACVIM Diplomata (Cardiologia e Medicina Interna) Washington State University. Todo felino, independentemente da idade, deve fazer uma avaliação ecocardiográfica anualmente. O diagnóstico precoce é o melhor tratamento e aumenta a sobrevida com qualidade. Para maiores informações: hemodialiseveterinaria@facebook.com e (21) 98119-7422

Hipertensão Arterial Sistêmica em Cães


A maioria dos proprietários de animais não se preocupa com a pressão arterial elevada em cães. Afinal de contas, já que eles não têm os mesmos vícios como nós, pensamos que hipertensão não existe em animais. Um estudo mostrou que 93% dos cães com doença renal crônica também sofrem de pressão alta. Outros estudos citam que mais de 60% dos cães geriátricos (acima de 8 anos de idade) também sofrem desta doença muitas vezes silenciosa. Uma razão pela qual tão pouco se sabe sobre quantos cães são realmente afetados é o fato de que a aferição da pressão arterial não são de rotina durante a consulta clínica. O fato é que a hipertensão em animais não tem a mesma atenção que em humanos. Medir a pressão na medicina veterinária é um pouco diferente, o estetoscópio muitas vezes não é sensível o suficiente para ouvir os sons de pulso e é praticamente impossível de detectar o sinal diastólica. A maioria dos veterinários simplesmente registrar a pressão de sangue de um animal de estimação como a medida sistólica. Muitos veterinários que realizam esta prática de medir a pressão arterial usam o Doppler fetal que irá então converter esse som em um som audível para o médico. Especialistas advertem os médicos veterinários e proprietários para nunca ficar alarmado com a uma única leitura alta, pode ser um stress momentâneo. Cães muitas vezes sofrem de hipertensão secundária, ou pressão arterial elevada devido a alguma doença subjacente. As doenças mais comuns canina que podem levar à pressão alta são doença renal crônica, doença de Cushing (uma superprodução de cortisona pelo corpo). A pressão elevada nem sempre mostra sintomas, mas como pequenos vasos nos olhos e nos rins começam a ser destruídos, os pacientes começam a mostrar sinais clínicos. Sintomas de pressão alta são muitas vezes despercebidos pelo proprietário. Um início súbito ou gradual de cegueira pode ser o único sinal exterior de que seu animal de estimação pode ter pressão alta. Pressão arterial elevada pode piorar a doença renal existente, pode causar sangramento no cérebro, e acabará afetando todos os órgãos do corpo. Felizmente para nossos animais de estimação, já que a pressão arterial elevada muitas vezes resulta de outro processo da doença, controlar a doença primeiro, muitas vezes, reverter ou ajudar a controlar a pressão arterial elevada. Tal como acontece com os seres humanos, certas drogas estão disponíveis para ajudar a relaxar e dilatar os vasos sanguíneos, diminuindo a pressão do fluxo sanguíneo. Finalmente, a avaliação bioquímica e hemograma de rotina e aferição de rotina da pressão arterial será de vital importância para a saúde do seu animal de estimação. Devido à falta de um número adequado de pacientes estudados, a definição de hipertensão leve ou hipertensão grave nunca foi descrito em artigos científicos. Na rotina clínica da equipe do Grupo Kleine, medimos a pressão arterial sistêmica, muitas vezes esse dado revela uma insuficiência renal não declarada (aquela que ainda não aparece no exame bioquímico, sem azotemia) mas normalmente já apresentam alterações na urinálise. Referência bibliográfica: Biblioteca Lakeside Hospital, 2011.

Diagnóstico tardio da doença renal aumenta o número de animais na diálise


"Um dos principais problemas em relação às doenças renais no Brasil é que os pacientes ainda chegam para se tratar em uma fase muito avançada da patologia, segundo o médico Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). O número de pessoas que dependem de diálise, tratamento em que o sangue é filtrado artificialmente, é de 91.314 no País, segundo o Censo de Diálise de 2011." Publicou a veja.com em 2012. Este dado da medicina humana nos faz refletir como anda este mesmo seguimento na medicina veterinária. "Em 1999, a cada 10 animais que chegavam para o atendimento em nefrologia, 8 entravam em diálise, devido ao estado avançado da doença renal. Em 2013 esse número diminuiu bastante. Hoje, a maioria dos pacientes encaminhados ao setor consegue iniciar o tratamento sem diálise. Porém, comparado com a rotina de instituições americanas, há poucos doentes renais no Brasil, o que sugere que muitos animais não estão sendo diagnosticados", afirma a médica veterinária Karine Kleine, responsável pelo setor de nefrologia e cardiologia do Grupo Kleine e membro fundador do Colégio Brasileiro de Nefrologia e Urologia Veterinárias (CBNUV). O diagnóstico precoce ou em fase inicial da doença renal, aumenta a sobrevida do paciente, que apesar de não ter cura nos casos crônicos, tem tratamento. Quando falamos em diálise, estamos falando de todas as modalidades de diálise. Outra lenda na medicina veterinária que gera muita polêmica entre colegas. Muitos colegas ainda resistem ao tratamento por diálise por terem tido poucos resultados positivos com este procedimento. Já outros defendem que a hemodiálise é o melhor método de tratamento da doença renal. Na minha opinião, nenhuma das afirmações está correta. A hemodiálise funciona sim (é um mecanismo de filtração, por osmose e difusão) e não tem como não funcionar, porém nem sempre é a melhor modalidade de diálise, depende de cada caso. Existem também a diálise peritoneal, hemodiafiltração, ultrafiltração e etc... Dominar todas as técnicas de diálise e a programação da mesma é fundamental para o sucesso no tratamento.  Apenas colocar um animal na máquina de hemodiálise e prescrever ração terapêutica está longe de ser o tratamento da doença renal. Como em qualquer outra especialidade, as condições clínicas em que este animal inicia o tratamento também influencia no resultado do tratamento, que no caso da doença renal, pode levar semanas. A diálise, seja hemodiálise ou diálise continua, não cura o rim, apenas faz o papel do rim temporariamente até que o tratamento conservador faça efeito. Em caso de dúvida, escreva-nos: hemodialiseveterinaria@facebook.com Ou ligue: Grupo Kleine:  (21) 98119-7422 Unidade RJ- Promove: (21) 3473-0777  

Verão e seus perigos: Insolação e Intermação.


Nesta época do ano é muito comum as pessoas curtirem o dia de verão com seu animal passeando no calor e exposto ao sol. Por isso, tem sido frequente os casos de insolação e intermação são duas coisas diferentes: A insolação é a ação direta dos raios solares sobre oanimal, e a Intermação é ação do calor de origem solar indireta (locais abrigados, como a própria casa sem ventilação adequada ou áreas fechadas expostas ao sol). A intermação ocorre principalmente quando animais ficam sozinhos em casa, com o ambiente todo fechado e quente e quando deixados no carro, mesmo em curto período. Animais peludos e idosos são mais sensíveis a essas condições, por terem dificuldades de regulação da temperatura corpórea, e ficam mais ofegantes que o normal (quando a temperatura aumenta). Animais com roupinhas, acessórios ou expostos ao sol e calor durante muito tempo, mesmo na sombra, em horários de pico também podem ser afetados. Principais sintomas: - Intensa falta de ar. Respirando de boca aberta com a língua de fora, com a respiração acelerada e difícil. - Desmaio. - Temperatura corpórea elevada, superior a 40ºC, podendo ser confundido com febre. - Vômitos. - Andar "cambaleante". - Desidratação. Prevenção 1. Evite passear nos horários de pico de calor, as patinhas também podem ficar queimadas em contato com o piso quente. 2. Tosar o máxmo possível, principalmente na barriga, para facilitar a troca de calor. 3. Ofereça bastante líquido para seu animal,água sempre fresca. 4. Realize atividades em ambientes ventilados e na sombra, evitando risco de insolação ou intermação. Na presença dos sintomas, procure seu veterinário, pois o quadro pode se agravar e existe o risco de convulsão e até morte.

Dicas de Festas de Final de Ano para a Segurança do seu Pet


Desejamos à todos um Natal muito feliz e um ano novo repleto de realizações!!! Lembretes importantes de final de ano: - Compre enfeites de Natal de plástico (prenda com segurança na árvore para evitar acidentes), lâmpadas de natal protegidas para não ferir seu animal e árvores bem fixas para o gato não cair dela e com ela! - Se viajar e levar seu animal, lembre-se da carteira de vacinação e da autorização do veterinário para viagem (isso evita problemas). - Se viajar e deixar seu animal, lembre-se de deixar os contatos do seu veterinário de confiança e de uma clínica 24h. - Nas noites de festas, ofereça alimento para seu animal antes de servir o jantar e oriente seus convidados a não alimentá-lo. É frequente intoxicação alimentar nas clínicas veterinárias na noite de natal e no dia seguinte. - Se seu cão ou gato ainda não fez um check up nos últimos 6 meses, seria interessante se programar, afinal prevenir é melhor que remediar. - Seu animal tem medos de fogos? Há várias formas de minimizar isso e a melhor forma de ajudar seu animal, você descobre com o veterinário de sua confiança e que conhece seu animal. Não medique por conta própria, algumas medicações causam depressão cardio-respiratória. - Nossa unidade do Rio de Janeiro, em Botafogo, funciona 24h e o tel de emergência é 2246-3760 e 98119-7422.   Podemos ajudar em algo mais? Ligue-nos 24h - (21) 8119-7422 Horário comercial-  (21) 3473-0777 ou escreva-nos pela página de contato. Boas Festas!!!

Estudos comprovam que terapia com células-tronco diminui a progressão da doença renal


Já não é novidade que existem muitos estudos na área de biotecnologia de tecidos, células tronco e engenharia genética. Células tronco (CT) apresentam potencial terapêutico para a doença renal pela possibilidade de regenerar o rim e recuperar a sua função. Existem diversos estudos que já abordam esta terapia como potencial efeito renoprotetor. É possível observar efeito regenerativo das células tronco na doença renal, através da avaliação clínica e laboratorial. Melhora nos valores da pressão arterial sistêmica, albuminúria e creatinina sérica podem ser observados entre 15 a 30 dias após a aplicação de células tronco. O resultado desta terapia depende de alguns fatores que devem ser avaliados por um médico veterinário. Sabemos que os resultados são animadores, porém para um bom resultado no tratamento não basta aplicar células tronco. O acompanhamento com veterinário especializado na área de nefrologia é fundamental. Quando o animal apresenta uma injúria renal é necessário tratar a causa primária da lesão. Assim como tratar também as consequências desta lesão, seja ela aguda ou crônica. Outro detalhe importante avaliado pelo médico veterinário que trabalha com células tronco, é avaliar o melhor método de administração das células. Estas podem ser administradas diretamente no rim ou por via intra-venosa. Também é analisado cuidadosamente o número de aplicações de células tronco e o intervalo entre estas aplicações. Em alguns casos, uma única aplicação melhora significativamente o paciente sem alcançar a cura da doença, porém melhorando a qualidade de vida. Na maioria dos casos a cura só é possível após duas ou três aplicações. Vale ressaltar, que o excesso de aplicações não é indicado, mesmo não havendo efeitos adversos de risco elevado. Como em todo tratamento da medicina, não são todos os animais que podem se beneficiar com as células tronco. Por isso antes da aplicação é realizado uma consulta com análise laboratorial completa para avaliar os riscos e benefícios que o tratamento pode trazer para cada paciente individualmente. Sabe-se que animais com histórico de neoplasia não devem ser submetidos as terapias com células tronco. As células tronco utilizadas no tratamento, podem ser do próprio animal ou de um doador saudável e previamente testado para diversas doenças. Também podemos avaliar que tipo de células tronco vamos utilizar para cada paciente. Podemos coletar células tronco do sangue e da gordura do animal. E o mais importante, trabalhar com equipe especializada em biotecnologia de tecidos, células tronco e engenharia genética. Com laboratório equipado adequadamente para garantir o cultivo de células tronco, bem como evitar a contaminação do material no laboratório e durante aplicação. Outro ponto crítico que requer atenção é o momento da lavagem do material antes da aplicação, como estamos falando de células visíveis apenas ao microscópio eletrônico, um descuido pode perder todo o material. Hoje o Brasil conta com sérios bancos de células tronco na medicina humana e veterinária que estão equipados para garantir a qualidade de todo material envolvido desde a coleta, o processamento em laboratório e o armazenamento até o momento da aplicação. Uma amostra de células tronco, para estar pronta envolve muitos profissionais, muita tecnologia e também dias para seu processamento de forma adequada. Sabemos que hoje há tecnologia que reduz o tempo do processamento do material, porém o tempo está diretamente ligado a qualidade do produto que o médico veterinário deseja obter. A qualidade e o sucesso dos tratamentos dependem também da via de administração destas células de acordo com a doença a ser tratada. Algumas doenças já apresentam bons resultados na terapia com células- tronco, porém ainda estão em fase de pesquisa e análise estatística de resultados. Para mais informações sobre o assunto, entre contato conosco via contato do site. Estamos a disposição para maiores esclarecimentos. Autora: Dra. Karine Kleine Médica Veterinária, Doutoranda em Ciências da Saúde,Mestrado em Medicina Veterinária de Pequenos Animais, Pós-graduação em Nefrologia, Especialização em Biotecnologia de Tecidos, Células Tronco e Cardiologia Veterinária. Membro da Diretoria do Colégio Brasileiro de Nefrologia e Urologia Veterinárias e Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária.  

Animais e Fogos: Cuidados de Final de Ano.


Nesta época do ano é muito comum fogos e rojões. Se eles são perigosos para nós, também é para animais. Abaixo vamos abordar em tópicos os principais cuidados para o reveillon, assim você poderá garantir a segurança do seu animal. Os perigos não estão relacionados ao manuseio, até porque os animais não fazem isso, o perigo está no barulho que estes fogos produzem levando o animal ao pânico. O pânico desorienta o animal, que tende a correr desesperado e sem destino. Dentro de casa o animal sozinho se sente inseguro e pode danificar móveis. Garanta condições mínimas de segurança e ambiente seguro, tranquilo e confortável. Dicas: 1) Identifique seu animal com uma coleira com um telefone de contato. Se alguém conseguir resgatar seu animal, você poderá ser contatado. Nesta época do ano o número de animais que se perdem é muito alto. Principalmente porque muitas pessoas viajam com seus animais. 2) Acesso livre a um local onde seu animal se sinta seguro e possa se proteger. Seja o seu quarto, seja qual for o local que transmita segurança. 3) Colocar algodão nos ouvidos (na parte externa) não resolve, mas pode diminuir um pouco o barulho. 4) Evitar gritar no momento dos fogos, seu animal poderá achar que você também está com medo. 5) Abraçar o animal na hora no medo. 6) Se você não estiver com ele na virada do ano e ele tem medo de fogos, é recomendado que o animal fique em um ambiente seguro com alguém que possa transmitir tranquilidade e segurança. Caso você não tenha essa pessoa, pode planejar uma hospedagem localizada em local tranquilo, geralmente aquelas localizadas em locais semelhantes a sítios, existem várias e com excelente qualidade de serviço, porém é fundamental você conhecer o local antes para verificar se seu animal vai se sentir bem no local, o ideal é levar o animal antes do dia da hospedagem. Levar caminha e objetos pessoais para a hospedagem é fundamental (todos sem lavar, com cheiro de casa). 7) Nesta semana estourar alguns balões de aniversário eventualmente, pode "acostumar" seu animal aos barulhos repentinos. O ideal é acostumar animais a estes sons desde filhote. 8) Existem no mercado Dog´s siter e Cat´s siter, é uma ótima opção, normalmente profissionais qualificados ficam com um numero menor de animais, proporcionando maior atenção para cada animal, além de proporcionar um ambiente caseiro. As dicas do tópico 6, valem aqui também. 9) Evitar susbstâncias que sedam animais sem recomendação médica veterinária, vale lembrar que todo medicamento tem efeito colateral e pode também fazer efeito contrário em alguns animais. Consulte seu veterinário antes de administrar qualquer medicamento. 10) Em último caso, se você mora num local onde não há nenhuma das opções acima e você terá que deixar seu animal só pense no "custo-benefício". Seu animal poderá mesmo ficar só? Se a resposta for sim, certifique-se que não há como seu animal fugir de casa, deixe uma luz acessa, água e comida. Deixe o local de segurança do seu animal com acesso para ele se proteger, recomenda-se neste local deixae um rádio ligado com música calma (de preferência use rádio a pilha para maior segurança), e não deixe nenhum objeto e nem o rádio ao alcance do seu animal. Verifique se não há nada que o animal possa ingerir acidentalmente nesse período. Mitos: 1) Animal não morre de infarto secundário ao pânico. Animais fazem micro-infartos, geralmente está associado a doença. Não está associado ao medo. 2) Animal não morre de uma convulsão. O animal pode ter uma convusão secundária ao stress e o óbito pode ocorrer por outro motivo, falta de oxigênio, traumatismo secundária a queda e etc... Atenção: Animais doentes e em tratamento não devem ficar sozinhos, seu animal precisa de quem ele mais ama nesse momento! Se você tiver alguma dúvida nos escreva ou ligue, nossa equipe terá o prazer em atendê-lo: (21) 8119-7422 e (21) 3473-0777. Emergência 24h: (21) 2266-0942. Se você gostou das dicas, compartilhe com amigos, você poderá estar melhorando muito a noite de um animalzinho. E Feliz Ano Novo!!!

Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece em animais!


O acidente vascular cerebral, também chamado de AVC, ou acidente vascular encefálico (AVE), é bastante discutido em medicina humana, mas também pode ocorrer na medicina veterinária. O AVC também pode ser chamado de derrame cerebral e é caracterizado pela perda  função neurológica, que pode ocorrer por hemorragia de vasos sanguíneos e por uma isquemia cerebral Os principais fatores de risco para AVC são a idade avançada, a hipertensão, colesterol elevado, diabetes, doença renal crônica e etc... Mas temos poucos relatos na medicina veterinária. Hoje em dia os animais vivem mais, então é importante dar mais atenção para a pressão arterial e outras doenças comuns em animais senis. A hipertensão não é incomum na medicina veterinária, hoje em dia existem inúmeros estudos relacionados a hipertensão. Porém não é rotina medir a pressão arterial na clínica de pequenos animais. Se você possui um animal senil e que nunca mediu a pressão arterial, seria interessante procurar um veterinário que tenha este hábito, normalmente são os veterinários que trabalham nas áreas de nefrologia, geriatria, endocrinologia e apesar de incomum a hipertensão primária em animais, alguns profissionais da área da cardiologia também medem a pressão arterial sistêmica. A hipertensão arterial pode ocorrer em cães e gatos e na maioria dos casos em animais está relacionada a doença renal crônica, por isso um veterinário da área da nefrologia deve ser consultado uma vez ao ano em animais idosos. O diagnóstico precoce pode evitar tratamento por hemodiálise. Apesar de incomum na veterinária, o AVC pode ser decorrente da obstrução de uma artéria que irriga o cérebro, é o chamado AVC isquêmico. Algumas hemoparasitoses causam distúrbios na coagulação e que pode deixar o animal mais susceptível ao acidente vascular hemorrágico. Neoplasias, edema cerebral, diabetes, doença renal, doença cardíaca avançada e outras patologias podem deixar o animal mais susceptível ao AVC. Os sinais são achados que podem ocorrer em inúmeras doenças e como se trata de uma emergência, podendo ser fatal, é importante que saibamos que sinais são esses: - Andar "cambaleante" - Perda da visão - Mudança de comportamento brusco - Prostração - Falta de equilibrio - Incontinência urinária - Paralisia de algum membro - Convulsão - Hipertensão arterial - Sangramento pelo nariz Não significa que na presença destes sinais o animal tenha o AVC. O importante é levar o animal para o médico veterinário o mais rápido possível na presença destes sinais, não necessariamente na presença de todos eles. A informação, pode salvar uma vida! O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso deste tipo de doença. O diagnóstico pode ser clínico e associado a exames de imagem. Caso tenha alguma dúvida, estamos à disposição para esclarecimentos: hemodialiseveterinaria@facebook.com Se você acha que essa informação pode salvar um animal, compartilhe.  

Como é o tratamento por células tronco?


Como tudo na vida, nenhuma terapia será isenta de efeitos adversos. A terapia por células tronco (CT) mesenquimais de adipócitos, por terem menor capacidade de diferenciação tem também menor risco de efeitos indesejáveis. Há relatos de casos de surgimento de neoplasia pós administração de células tronco. Por isso, como sempre, procurar um serviço especializado, que realize uma triagem completa para saber se o paciente possui benefícios com a terapia é fundamental para garantir a segurança do paciente. O paciente pode “ser apto” para o tratamento, mas precisa “estar apto” também. O que isso quer dizer? Como a resposta ao tratamento depende diretamente da resposta imunológica do paciente, alguns animais precisam fazer um tratamento antes da terapia por CT. O animal que precisa de CT está doente e provavelmente faz uso de medicamentos, alguns medicamentos impedem a multiplicação e diferenciação celular, mais uma vez um profissional capacitado, faz a diferença. As CT devem ser provenientes de doadores saudáveis e de bancos confiáveis que atendam as normas dos critérios de biosegurança. O processo de cultivo de CT em laboratório leva dias e a análise de CT viáveis é realizado com equipamentos especiais. O armazenamento dessas células até o momento da aplicação obedece critérios rígidos de segurança. Portanto não é qualquer clínica que poderá oferecer um serviço de alta complexidade, há necessidade de local e equipe treinada para a realização de um tratamento seguro. Para a CT chegar no paciente, ela passou por muitos veterinários  devidamente capacitados. Uma única aplicação inclui: 1)       Um clínico geral que avalia o doador e um veterinário que realiza os exames para garantir a saúde deste animal. Também pode ser realizado o auto-transplante, onde o doador é o própriopaciente ( em alguns casos), o procedimento é o mesmo. 2)      Uma vez apto para a doação, um cirurgião fará a coleta do material, como utilizamos CT de tecido adiposo a cirurgia é simples e rápida. 3)      Coletado o material, o veterinário especializado em biotecnologia de tecidos e células tronco irá preparar este material, inclui a lavagem, separação de outras células (como células inflamatórias) e depois o cultivo das CT, que é de aproximadamente 78h ou mais. Este profissional vai cuidar deste material até ficar pronto, viável e livre de contaminação. 4)      Outro profissional fará o transporte do material em cilindros de nitrogênio para as unidades de tratamento por CT. 5)      O veternário que recebe este material, já fez toda a triagem do paciente receptor para saber se o tratamento é indicado para este paciente. Não basta ter uma doença que seja tratável por biotecnologia, o animal precisa ser apto para o tratamento para que haja uma bos resposta. Este profissional é capacitado para tratar as CT mais uma vez laboratorialmente antes da aplicação. 6)      Existem inúmeras formas de administração. Se for endovenosa o veterinário que fez a última manipulação em laboratório pode aplicar diretamente na veia. Se for aplicação direta no órgão afetado a aplicação poderá ser realizada de duas formas: Por punção guiada (inclui mais um veterinário da área de imagem) ou se a aplicação for por laparotomia, intra articular ou óssea, será necessário um cirurgião e um anestesista. Podemos observar pelo passo a passo que a terapia por CT envolve uma equipe multidiciplinar treinada para este tipo de terapia. No mínimo para uma célula tronco sair do doador e chegar no receptor vamos precisar de 6 a 8 médicos veterinários e seus assistentes. Ao consultar qualquer tipo de terapia que envolva biotecnologia de tecidos e engenharia genética, tenha em mente que todos esses profissionais e essas fases do tratamento devem ser realizadas para garatir a segurança do seu animal ou seu paciente. Por isso se trata de um tratamento de alta complexidade, envolvendo tecnologia de ponta e equipe médica treinada. Para maiores esclarecimentos, entre em contato conosco. hemodialiseveterinaria@facebook.com ou via contato do site. Karine Kleine Médica Veterinária

Pesquisa brasileira em células tronco já apresenta resultados


"O uso de células-tronco para o reparo de órgãos e tecidos lesados, abre as portas para uma nova era, rica em possibilidades, e batizada de medicina regenerativa, a qual, segundo alguns pesquisadores, apresenta um potencial revolucionário comparável ao do advento da penicilina. Apesar do entusiasmo dos cientistas e das esperanças depositadas por uma parcela considerável da população que poderá um dia beneficiar-se do conhecimento gerado nessa área, são necessárias muitas pesquisas, financiamentos e disposições políticas, éticas e morais para compor o cenário ideal ao pleno desenvolvimento dessa área terapêutica. A principal aplicação da terapia de células-tronco seria em doenças crônico- degenerativas, que afetam principalmente pessoas na terceira idade. Com o gradual aumento da expectativa de vida populacional, prevê-se que haja um aumento considerável na ocorrência dessas doenças na população, afirma Ricardo Ribeiro dos Santos, imunologista e coordenador do Instituto do Milênio de Engenharia Biotecidual (IMBT). A equipe do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz, da Fiocruz, na Bahia, realizou o primeiro transplante de células de medula óssea em pacientes com insuficiência cardíaca devida à doença de Chagas - um feito até então inédito no mundo. O grupo obteve resultados muito rapidamente, em um prazo de três anos e meio, entre a pesquisa básica, iniciada em 2000, e a aplicação clínica, iniciada em junho de 2003. O projeto com células-tronco em pacientes chagásicos contou com o financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Fiocruz, CNPq e também do Hospital Santa Izabel da Santa Misericórdia, que chegou a investir recursos próprios para a realização dos transplantes. Santos explica que o grupo já tem uma base experimental para tratar pacientes em estágios avançados da doença de Chagas, com a utilização de células-tronco medulares. Esta é uma tecnologia compatível com o Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que o procedimento é muito mais barato do que um transplante cardíaco convencional. Acredito que, com boa vontade política, poderíamos atingir uma população carente, entre dois ou três anos, prevê o pesquisador. No Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, são realizadas, também com bons resultados, aplicações diretas de células-tronco em pacientes com insuficiência cardíaca, causada por doença de Chagas, hipertensão ou de origem desconhecida. Duas técnicas diferentes foram utilizadas: a aplicação de células-tronco isoladas da medula e a utilização de um hormônio que estimula a liberação das células-tronco da medula óssea para a circulação sanguínea. A nossa hipótese de trabalho é a de que as células-tronco podem ser estimuladas para se dirigirem, por si mesmas, para as regiões lesadas do organismo diz Edimar Bocchi, um dos responsáveis pela pesquisa. Existem, até o momento, 12 pacientes tratados pela técnica. Esta é uma pesquisa em andamento, que apresenta resultados muito estimulantes, segundo o pesquisador. "Se realmente se confirmarem esses resultados, esperamos que esse tipo de tratamento possa auxiliar um grande número de pessoas, principalmente entre os pacientes que precisam de transplantes" informa Bocchi. Outras linhas de pesquisa com células-tronco também apresentam resultados promissores, entre elas a do tratamento de lesões traumáticas em que se utiliza uma injeção local de células-tronco medulares. Um estudo feito pela equipe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), conseguiu recriar impulsos elétricos entre a região lesada e o cérebro, pela aplicação de células-tronco medulares. Dentre os 30 pacientes transplantados, todos portadores de lesões medulares crônicas. As aplicações das células-tronco estendem-se também à engenharia biotecidual, que utiliza o rápido potencial de crescimento apresentado pelas células-tronco para a obtenção de tecidos, tais como ossos, pele e cartilagem, que são cultivados e reimplantados nos pacientes em casos de lesões. Este procedimento já é realizado no Hospital das Clínicas da UFRJ, pela equipe do pesquisador Radovan Borojevic. A equipe trabalha também em estudos envolvendo o tratamento de grandes lesões ósseas, as quais não têm possibilidade de regeneração espontânea. Nesses casos, são utilizadas células-tronco medulares injetadas em matrizes ósseas humanas, que permitem que as células-tronco se diferenciem em células ósseas, promovendo a regeneração do tecido lesado. "Nós acabamos de concluir, em parceria com a Faculdade de Veterinária e Zootecnia da USP, os estudos com modelos animais e os resultados foram muito animadores. Eu espero que os testes em humanos seja possível ainda em 2004" diz Borojevic. A equipe da UFRJ desenvolve também trabalhos na linha de tratamento de cardiopatias, em parceria com o Hospital Pró-cardíaco, no Rio de Janeiro. Nesses estudos foram realizados os transplantes de células-tronco medulares em 20 pacientes que aguardavam o transplante cardíaco. Do total de transplantados, 16 pacientes foram estudados por um longo prazo, demonstrando que a terapia celular trouxe consideráveis melhoras clínicas. Todos os procedimentos foram financiados por verbas de pesquisa, porém a expectativa é de que, posteriormente, esta seja incluída na lista das terapias que são cobertas pelo SUS. Borojevic afirma que nesse caso particular, existe a possibilidade de que o Conselho Nacional de Medicina autorize formalmente esse tipo de terapia, o que vai permitir que ela seja coberta pelos planos de saúde e também pelo SUS. Doenças auto-imunes As células-tronco parecem ser um campo promissor também no tratamento de doenças auto-imunes, tais como a artrite reumatóide, o lúpus eritematoso sistêmico e a nefrite lúpica. Algumas experiências já foram realizadas pela equipe de Júlio C. Voltarelli, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP (HCFMRP-USP). Esses estudos empregam células-tronco medulares do próprio paciente, das quais são separadas as subpopulações não auto-imunes, que são reintroduzidas nos pacientes, depois de passarem por tratamento com quimioterápicos. A quimioterapia destrói as células defeituosas do sistema imune. Voltarelli e sua equipe já realizaram o transplante em 20 pacientes portadores de diferentes doenças auto-imunes, obtendo resultados animadores. Os projetos de pesquisa encontram-se agora na fase que envolve a realização dos transplantes em um número maior de pacientes, em diferentes centros, a fim de comparar os resultados obtidos com a terapia convencional e a que se utiliza das células-tronco. O próximo passo, se for comprovada a superioridade do tratamento com células-tronco, será o de torná-lo disponível em hospitais públicos e privados. Entre as doenças auto-imunes nas quais o tratamento com células-tronco está sendo testado, encontra-se também o diabetes melito. Pesquisadores do Núcleo de Terapia Celular Molecular (Nucel), do Instituto de Química da USP, obtiveram resultados positivos na diminuição dos efeitos do diabetes, através de transplantes de ilhotas pancreáticas. Já os pesquisadores do hospital da USP de Ribeirão Preto, tentam obter resultados semelhantes utilizando uma técnica diferente. A técnica aplicada em Ribeirão Preto envolve a retirada das células-tronco do paciente, que é então submetido à quimioterapia e à ação de imunossupressores, para então reintroduzirem-se as células-tronco no próprio paciente, evitando, assim, que as células alteradas do sistema imunológico destruam as células produtoras de insulina do pâncreas". Autor: Luciene Zanchetta (fev,2004) Fonte: http://www.comciencia.br Acessado: 26/05/2013  

Células Tronco- A esperança para a cura da doença renal


Células-tronco são células indiferenciadas e tem a capacidade de se multiplicar e se transformar em vários tipos de célula. As células-tronco apresentam um potencial muito grande no tratamento de diversas doenças. Apesar de ser praticamente um consenso nos resultados benéficos na área da cardiologia humana, todo tratamento com células tronco está em fase de estudo. Na medicina veterinária não é muito diferente, muitos estudos estão no início e já apresentaram excelentes resultados, porém o que sabemos deste tratamento a longo prazo, só o tempo e o acompanhamento destes pacientes vão dizer. Acredite, os pesquisadores estão empenhados nisso! Assim como existe boa resposta de um animal a um determinado medicamento, também é com a célula tronco. Cada animal responde de uma forma diferente, principalmente porque ao administrar a célula tronco dependemos do organismo do paciente para multiplicar estas células dentro do corpo,  para então regenerar um órgão lesado. Como obtemos as células tronco? Existem várias formas de obtenção, dentre elas: 1) Células tronco adultas do medula óssea: Não é inviável, porém obtemos uma quantidade de material inferior em relação a outros métodos de obtenção, como descrito abaixo. 2) Células tronco derivadas do tecido adiposo: Podemos obter as células tronco da gordura do próprio animal e implantá-las no local da lesão. Estas também são capazes de transformar-se em vários tipos de tecidos. Este método é prático, eficaz e não depende de doador. Por isso é  grande a expectativa dos pesquisadores com este tipo de célula. Outra forma de obtenção, são as células tronco embrionárias, estas possuem a maior capacidade de diferenciação celular, são classificadas como totipotentes. Porém, por várias questões, inclusive éticas, religiosas e legais, não são o foco de estudos pela maioria dos pesquisadores da medicina veterinária. Como tudo que é novo na medicina veterinária, vira "moda" com facilidade, temos que considerar alguns critérios importantes para que se faça o uso desta terapia de forma adequada. Isto inclui a obtenção do material do doador de forma correta, cultivo e manipulação destas células por laboratório específico para este fim,  via de administração pré-estabelecida baseadas em outras pesquisas e o principal, avaliar o perfil do paciente. Não é todo paciente que pode fazer o tratamento por célula tronco. "Entrando na minha linha de pesquisa em células tronco: Células tronco na nefrologia veterinária, esta terapia já apresenta bons resultados no tratamento da insuficiência renal aguda, mas meu objetivo é alcançar resultados no tratamento da doença renal crônica, por isso minha dedicação a esta linha de pesquisa desde 2010. Apesar de trabalhar na área da cardiologia também, hoje meu maior desafio é manter meus pacientes renais crônicos pós-hemodiálise com qualidade de vida. Os animais com cardiopatias já apresentam boa sobrevida e com conforto com o tratamento conservador a base de medicamentos". Afirma Karine Kleine, médica veterinária. Já foi o tempo onde a hemodiálise era o que se tinha de mais moderno no tratamento da insuficiência renal. Claro que existem inúmeras indicações para hemodiálise, dentre elas as menos indicadas na rotina clínica como acidose metabólica e sepse. Muitos pacientes agudos e crônicos são beneficiados pela hemodiálise, desde que o animal possua indicação para este método de tratamento. Hoje, com tanta evolução na área da nefrologia, medicamentos, dietas, equipamentos e etc... O que há de mais moderno ainda é a prevenção. Atualmente podemos realizar a renoproteção com sucesso, mas para que isso ocorra é necessária uma conscientização da necessidade do diagnóstico precoce. E isso é muito simples e muito barato. Acrescentar um exame de urina na rotina clínica pode aumentar e muito a vida do animal. Para mais informações sobre células tronco, nefrologia e cardiologia veterinária, entre em contato pelo site ou pelo e-mail: hemodialiseveterinaria@facebook.com Se preferir, deixe seu comentário.  

Depressão em animais


Bonnie Beaver, DVM, diretor executivo do American College of Veterinary , afirma que animais podem sentir depressão. E isto tenho observado em minha rotina clínica também. Animais apáticos, com tosse, sem comer, urinando fora do lugar habitual e etc... Um sintoma ou uma mudança de comportamento com um check up geral sem nenhuma alteração nos exames complementares pode ser uma grande pista. O sintoma não é secundário a uma doença do corpo e sim psicológica. Pode ser uma simples mudança de casa, separação de casais, viagem de algum membro da familia, falecimento (de algum animal ou pessoa da familia), chegada de um novo membro na familia, falta de tempo para o animal... Enfim, são muitas as causas de depressão em animais. "É difícil saber, porque não podemos perguntar-lhes", disse Castor, que também é um especialista em comportamento animal veterinário na clínica de pequenos animais na Texas A & M University, College of Veterinary Medicine. Por isso somente conseguimos fechar o diagnóstico baseado no histórico e anamnese bem feitos e na observação adequada dos donos dos animais, pois alguns animais apresentam sintomas sutis, outros demonstram com mais clareza e eventualmente o animal só demonstra sintomas em estágio avançado. John Ciribassi, DVM, ex-presidente da Sociedade Americana de Veterinária da Animal Behavior, afirma que "Os cães se tornam inativos. Seus hábitos alimentares, de comportamento e de sono mudam frequentente". Agora tenha muita atenção! Os sintomas de depressão são os mesmos sintomas de outras doenças, caso seu animal apresente alguma alteração, primeiramente leve ao veterinário, é necessário excluir uma doença do corpo. Achar que seu animal está com depressão e não levá-lo ao veterinário, significa errar duas vezes, pois o animal pode piorar clinicamente e iniciar o tratamento quando a doença primária já está em um grau mais avançado e quem trata a depressão também é o veterinário. Existem várias formas de tratamento: Trabalhar a parte comportamental, homeopatia, acupuntura e em casos mais graves antidepressivos. Muitas vezes uma alteração no manejo, resolve boa parte dos problemas. Lembre-se de dar carinho para seu animal, as vezes uma vida corrida de trabalho pode deixar seu pet com menos atenção, os animais também sentem, ficam tristes e têm um belo "coração", afinal são eles que nos amam incondicionalmente. Em caso de dúvida procure um veterinário de sua confiança.

Hipercalcemia e Hipocalcemia


Hipercalcemia Normalmente, a hipercalcemia não tem sintomas. São possíveis sintomas:
  • Batimentos cardíacos irregulares
  • Náusea
  • Pulsação lenta, fraca ou ausente
Tabela de Brandão R.N.A (2009).
hipercalcemia dependente do PTH hiperparatireoidismo primário
hiperparatireoidismo terciário
hipercalcemia hipocalciúrica familiar
hipercalcemia secundária ao lítio
hipercalcemia independente do PTH Oncogênica: dependente de PTHrp; metástases osteolíticas e mieloma múltiplo
Excesso de vitamina D: intoxicação por vitamina D; doenças granulomatosas (aumento da conversão de 25-hidroxivitamina D em 1,25-hidroxivitamina D por aumento da expressão da enzima 25-hidroxivitamina D1 alfa-hidroxiase na lesão); síndrome de Williams
Outras causas: tireotoxicose; insuficiência adrenal; insuficiência renal aguda; insuficiência renal crônica com doença óssea adinâmica; imobilização; feocromocitoma; doença de Jansen; doença de Paget
Drogas: intoxicação por vitamina A; síndrome milk-álcali; diurético tiazídico; antiestrogênicos(tamoxifeno); ganciclovir
    Hipocalcemia Os sintomas variam entre os indivíduos dependendo do grau de hipocalcemia e da velocidade da sua evolução. Nos casos de hipocalcemia aguda, pode ocorrer tetania e convulsão. Tabela de Brandão R.N.A (2009).
Causas associadas com PTH diminuído Causas associadas com PTH aumentado (hiperparatireoidismo secundário)
Agenesia da paratireoide (isolada ou associada a outras anormalidades, como na síndrome de Digeorge) Deficiência de vitamina D
Destruição da paratireoide (radiação, cirurgia, metástases e doenças infiltrativas) Resistência à vitamina D (raquitismo e osteomalácia)
Autoimune (isolado ou associado à doença poliglandular autoimune tipo 1) Resistência ao paratormônio (pseudo-hipoparatireoidismo ou hipomagnesemia)
Defeitos de função da paratireoide (alterações genéticas do PTH, hipomagnesemia, síndrome do osso faminto e alteração dos receptores-sensores do cálcio) Medicações
Pancreatite aguda
Lise tumoral maciça
Metástases osteoblásticas
Sepse
Hiperventilação

Praia Limpa no Verão! Recolha as Fezes do seu Cão!


Esta campanha não deve servir somente para as praias, mas para a cidade toda e o ano inteiro. Os animais se pudessem recolher suas fezes certamente o fariam. Gatos escondem as suas cobrindo com areia da caixa quando utilizada. Se para os humanos é desagradável andar na rua suja, imagine para nossos animais que não usam sapatos e farejam. Essas mesmas patinhas que caminham na rua suja e contaminada andam pela sua casa levando bactérias, vermes e etc... O texto parece exagerado? Mas é isso que acontece. A situação ainda é mais grave para quem possui bebê em casa, o risco para a saúde aumenta. Sempre que levar seu animal para passear não esqueça de levar um saco plástico (e uma pá se necessário) para recolher as fezes do seu animal. Segundo a Folha de São Paulo (07/01/2012), "todas as fezes dos animais que estão nas ruas, vão acabar no mar", afirma Márcio Paulo, chefe da seção de balneabilidade da Secretaria de Meio Ambiente de Santos. A Sabesp, dentro do programa Onda Limpa, diz que investiu R$ 1,84 bilhão nas cidades da região desde 2007. Mas isso não impediu que neste início do ano 60% das 54 praias monitoradas pela Cetesb, a agência ambiental paulista, estejam impróprias. A informação é da reportagem de Eduardo Geraque, publicada na Folha de São Paulo. Se você é conciente e pretende usufruir do conforto de uma cidade limpa, ajude-nos a divulgar esta campanha, compartilhando essa idéia. Para um programa completo de proteção ao meio ambiente, no livro Dogscaping: Creating the Perfect Backyard and Garden for You and Your Dog, você encontra dicas de como transformar fezes em um bioproduto e como reutilizá-lo. O livro custa em média 17 dólares e está à venda nas melhores livrarias e pela internet.

Mini Curso de Nefrologia para Clínicos Gerais


Mini Curso de Nefrologia para Clínicos Gerais Data das aulas teóricas:  24h Online, início imediato. Local: www.grupokleine.com.br Disponível 24h por um mês Vagas limitadas. Inscrição aberta até fechar duas turmas. Investimento: R$ 190,00. Inscrição e maiores informações: drakarinekleine@hotmail.com.com - 21-98119-7422 Ministrado por:  Karine Kleine-CRMV RJ 5882 Membro do Colégio Brasileiro de Nefrologia e Urologia Veterinária. Mestre em Medicina Veterinária de Pequenos Animais com ênfase em cardiologia e nefrologia pela UNIFRAN-SP Pós-graduada em Nefrologia pela UNIFESP-SP Especialização em Células Tronco pela ULBRA-RS Especialização em Cardiologia e Diagnóstico por Imagem pela Souza Marques-RJ Diretora do Grupo Kleine Especialidades Veterinárias   Temas abordados no curso: 1) Nefrologia Clínica e Tratamento Conservador - Anemia, Hipertensão, Desidratação e etc... 2) Análises Laboratoriais 3) Indicações para Hemodiálise 4) Indicações para Diálise Peritoneal. 5) Suporte Nutricional. Inscrição e maiores informações: drakarinekleine@hotmail.com - 21-98119-7422  

Indicações para terapias por diálise


Síndrome urêmica Hiperpotassemia Acidose metabólica Sobrecarga de líquidos Hipo ou hipernatremia Intoxicação exógena ICC refratária a terapia A principal indicação de hemodialise é a fazer o trabalho do rim quando há perda da função renal temporariamente, até que o tratamento da causa ou dos sintomas, possam fazer efeito. Os rins funcionam como um filtro e depurador para o sangue. O que não é benéfico para o organismo é excretado pelos rins através da urina.Com a perda da função renal este mecanismo fica prejudicado. Os principais indicadores de uma perfusão renal debilitada são os níveis séricos de uréia e creatinina elevados, além do desequilíbrio hidro-eletrolítico que pode levar o paciente a complicações sérias, que  se não corrigidas, podem levar ao óbito. A hemodialise tem a função de fazer o papel dos rins- filtrar. É um procedimento seguro e não dói. Como todo procedimeto que envolve circulação extra-corpórea, tem algum risco, este é minimizado com a monitoração adequada e criteriosa. Na hemodiálise a membrana filtrante do rim é artificial. Quando o paciente possui peso inferior a 4kg optamos pela diálise peritoneal, que utiliza a membrana peritoneal como filtro. Existem, portanto, dois tipos de diálise: a peritoneal e a hemodiálise. Leia também: http://grupokleine.com.br/2012/09/perguntas-frequentes-sobre-hemodialise-em-animais-2/ http://grupokleine.com.br/2012/08/uso-da-hemodialise-em-cao-artigo/ Fique a vontade para nos escrever ou ligar. 21-3473-0777 21-8119-7422 karinekleine@gmail.com

Crescimento da população felina


"É cada vez mais notório que os gatos têm se tornado os novos pets das famílias brasileiras, fazendo com que o mercado especializado invista cada vez mais em produtos, serviços e acessórios para os bichanos. O tempo em que apenas os cães eram considerados os melhores amigos do homem, já era. Hoje, os gatos têm tomado a dianteira.O motivo? A vida agitada das grandes cidades que tem alterado o comportamento dos amantes de pets; eles começaram a cair nos encantos dos felinos. De acordo com os últimos dados da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), há cada vez mais felinos no Brasil. Os cachorros ainda são a maioria com uma população de 35,7 milhões de animais, mas a população de gatos hoje, de 19,8 milhões, cresceu praticamente o dobro da de cães em relação ao ano de 2010. A projeção para este ano é que o crescimento continue. Com esse aumento, o mercado de felinos vem sendo mais explorado e, com isso, muito mais produtos e serviços especializados podem ser encontrados para eles. Segundo Drª Melissa Orr, o mercado pet vem crescendo assustadoramente nos últimos anos, e a medicina veterinária vem evoluindo da mesma forma que a medicina humana evoluiu ao longo do tempo, gerando a necessidade de profissionais especializados em diversos segmentos e não poderia ser diferente em relação aos feli-nos. Com toda essa tecnologia e possibilidades, os proprietários de gatos procuram pelo profissional que entenda especificamente de seus animais e não trate seu gato como um ‘cão pequeno’; que entenda das doenças, do manejo, da contenção e que, acima de tudo, ame aquilo que faz. Animais autossuficientes, os gatos não precisam de muito para se acostumar com um novo lar e nem de muito mimo. São companheiros e fáceis de cuidar. Outra recente pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, buscou estudar a população domiciliar de cães e gatos na cidade e revelou que a idade média dos felinos da capital é de 3,4 anos contra 4,2 anos dos cães. Sabendo que gatos vivem cerca de quatro anos a mais que cães, fica fácil entender o porquê de o mercado direcionado aos felinos ter grande possibilidade de crescimento. Além desses fatores, que facilitam muito a vida, vale destacar que não foi apenas isso ou o aumento da população de gatos que fez o mercado destinado a felinos aquecer, mas, sim, a oferta de produtos especializados que, por sua vez, tem chamado a atenção dos proprietários. Um exemplo é na fabricante da linha Whiskas, a Mars, em que o volume de vendas de produtos para felinos é, hoje, 2,5 vezes superior ao que era há dez anos, segundo Bianca Sabatino, gerente da categoria de Catcare da Mars no Brasil.
 O aumento da população de gatos tem sido superior ao crescimento da população de cães nos últimos anos. De acordo com a ABINPET, comparando 2010 e 2011, a população de gatos cresceu 8,19% e a de cachorros somente 4,08%. A projeção para este ano é que a população de gatos seja de 21,4 milhões e a de cães 37,1 milhões. Nos Estados Unidos, já existem mais gatos domésticos do que cães, sendo que metade da população felina do mundo está nas Américas. Além disso, ocorre um aquecimento do setor de petcare em relação ao aumento de produtos e serviços destinados especificamente aos gatos, que já são con-siderados por muitos especialistas o pet do século XXI."
Fonte: Revista Negocios Pet/ Setembro 2012
Foto: Grupo Kleine

11° Conferência Sul-americana de Medicina Veterinária


DIAS 8, 9 e 10 DE AGOSTO DE 2012! Temas Abordados:
  •  Nefrologia;
  • Cardiologia;
  • Oncologia;
  • Bem-Estar;
  • Medicine Shelter;
  • Diagnóstico de Imagem;
  • Felinos;
  • Ortopedia;
  • Reabilitação;
  • Silvestres;
  • Novas Tecnologias;
  • Patologia Clínica;
  • Endocrinologia;
  • Oftalmologia;
  • Emergência/ Intensivismo;
  • Nutrição;
  • Dermatologia;
  • Anestesiologia;
  • Video-Cirurgia;
  • Odontologia;
  • Medicina Interna;
  • Marketing;
  • Discussão de Casos Internacionais
Informações e programação científica no site: http://www.pet-rj.com.br/

O que é Hiperadrenocorticismo?


O hiperadrenocorticismo (HAC) ou Doença de Cushing manifesta sinais clínicos e anormalidades bioquímicas resultantes da exposição crônica ao excesso de glicocorticóides. Pode surgir espontaneamente ou ser secundário ao uso excessivo de determinados medicamentos. O HAC geralmente acomete cães mais os idosos, contudo o HAC hipofisário pode ocorrer em cães jovens. As raças predispostas são: Poodle, Dachshund, Beagle, Boxer, dentre outras. Os sinais mais comuns: Poliúria, polidipsia, polifagia (devido ao aumento do catabolismo proteico e lipídico), respiração ofegante, alopecia, úlcera gástrica em razão do aumento da secreção de ácido clorídrico e pancreatite gerada pelo aumento da produção de enzimas gástricas e insulina, além de atrofia testicular e infertilidade na fêmea (FELDMAN, 1999, NICHOLS, 1998). Além dos exames de rotina, o cortisol, a urinálise devem ser feitos (glicosúria e proteinúria estão presentes). A dosagem de ACTH e cortisol são importantes e também deverão ser realizadas (NELSON, 2001, CHASTAIN, 1997). A ultra-sonografia oferece informações importantes, mede o tamanho das adrenais e avalia se outros órgãos ficaram comprometidos secundariamente. O que é "Teste de supressão com dexametasona"? O teste de supressão com baixa dose de Dexametasona é utilizado para confirmar o HAC. O paciente deve estar livre de cortisona por pelo menos 60 dias. Após a dosagem de cortisol sérico é administrado dexametasona ao paciente, na dose de 0.015 mg/kg IV ou IM. Após quatro horas da aplicação, o cortisol estará maior que 1 μg/dl, permanecendo assim até oito horas após a administração de dexametasona nos cães normais. No HAC hipofisário, 25% dos pacientes costumam diminuir a concentração do cortisol abaixo do nível normal nas primeiras quatro horas e tornam-se então maiores que o normal até completar oito horas da administração. TRATAMENTO O Mitotano (Lisodren®), é amplamente utilizado na clínica endocrinológica, provoca necrose das zonas do córtex adrenal (SCHIMMER, 1996). Porém os efeitos colaterais são diversos e podem ser intensos, o que torna necessário a suspensão do tratamento por algum tempo. Alguns animais não toleram o tratamento, principalmente se o animal tiver outra doença associada. Como exemplo a insuficiência renal crônica, dependendo do grau aconselha-se não tratar o HAC. Assim como a quimioterapia, o animalpode ficar bastante debilitado. É muito importante ressaltar essas informações para o cliente, pois a dose do medicamento deve ser administrada com cautela e devem ser respeitadas para evitar maiores problemas. O tratamento tem um custo elevado, e a melhora clínica é lenta. Devido a ansiedade do cliente e a esperança que o animal fique curado, as informações sobre a doença, o tratamento, seus efeitos colaterais e a importância do acompanhamento veterinário mensal, devem ser esclarecidas na primeira consulta após a confirmação da doença. Outras drogas utilizadas: Cetoconazol, L-deprenil e Trilostano. Se seu animal ou seu paciente apresenta: Respiração ofegante, fome, aumento da frequência urinária, queda de pêlos, vasos na barriga bem visíveis, procure seu veterinário. Referências bibliográficas: FELDMAN, E.C. Hiperadrenocorticismo. In: ETTINGER, J.S., FELDMAN, E.C. Tratado de medicina interna veterinária. Manole, São Paulo, SP, 1997, pg. 2123 NELSON, W.W. Hiperadrenocorticismo em cães. In: NELSON, R.W., COUTO, C.G. Medicina interna de pequenos animais. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, RJ, 2001. pg. 610. PETERSON, M.E. Distúrbios endócrinos e metabólicos. In: BIRCHARD, S.S., SHERDING, R.G. Clínica de pequenos animais. Roca, São Paulo, Sp, 1998, pg. 247. SCHIMMER, B.P., PARKER, K.L. Inibidores da síntese e das ações dos hormônios adrenocorticais. In: HARDMAN, J.G., LIMBIRD, L.E. Bases farmacológicas da terapia, 9ed, McGRAW-Hill, México, 1996, pg. 1082

Cardiomiopatia Hipertrófica- Artigo


Cardiomiopatia hipertrófica (CMH)  é uma desordem miocárdica descrita freqüentemente em gatos e caracteriza-se como a cardiopatia mais comum nesta espécie. As anormalidades cardíacas associadas com CMH incluem principalmente o estreitamento no diâmetro ventricular, hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo, obstrução dinâmica do fluxo de saída do ventrículo esquerdo, disfunção diastólica e regurgitação mitral em função do movimento anterior da válvula na sístole (TAKEMURA, 2003). A CMH é uma condição caracterizada por hipertrofia ventricular concêntrica esquerda e, no caso, esta não ocorre em função de lesão estenótica valvular, hipertensão arterial sistêmica ou demais condições associadas com hipertrofia miocárdica (DUNN, 2001). Fuentes (2002) e Fox (1999) relatam que em pacientes humanos, a CMH é uma desordem familiar, e essa forma é classificada como cardiomiopatia hipertrófica idiopática, e em alguns casos, também está associada à mutação de proteínas do sarcômero, como a cadeia pesada da beta-miosina; acrescentam ainda que não se sabe se o mesmo ocorre com os felinos, sendo assim, a circunstância é definida como hipertrofia ventricular esquerda sem causa óbvia, pela ausência de marcadores moleculares em gatos com esta enfermidade. Sisson & Thomas (1997) descrevem que várias observações como, a idade precoce de surgimento em alguns gatos afetados e o aumento das percentagens de prevalência nas raças Persa e Maine Coon vêm alimentando as especulações de hereditariedade da CMH. Felinos das raças Maine coon, Persa, Ragdoll e Rex cornish tem uma maior predisposição (FUENTES, 2002) e,  dentre essas, a raça Persa tem uma maior incidência. A doença ocorre raramente nas raças siamês, birmanês e abissínio, nas quais há incidência muito  mais alta de cardiomiopatia dilatada (DUNN, 2001). A hipertrofia ventricular esquerda  pode ser causada por inúmeras outras doenças, das quais a cardiomiopatia hipertrófica deve ser diferenciada, incluindo o hipertiroidismo felino, estenose congênita ou adquirida da aorta, hipertensão arterial sistêmica e excesso do hormônio do crescimento (acromegalia) (DARKE et al., 2000). Malformações sutis da válvula mitral ou do septo interventricular podem ser responsáveis pela indução da obstrução sistólica e hipertrofia do ventrículo esquerdo em alguns gatos (SISSON & THOMAS, 1997). Mesmo sendo uma condição rara, Takemura (2003) relatou caso de felino com HCM, onde foi observada estenose adquirida da válvula mitral sem displasia de válvula. Sisson & Thomas (1997) descrevem estudo no quais 13 gatos dos 19 analisados com CMH tinham hipertensão de leve a moderada. Segundo os autores, a gravidade de hipertrofia do ventrículo esquerdo não se correlacionava com o aumento da pressão sanguínea. As alterações funcionais e morfológicas cardíacas surgem de acordo com a intensidade e o tipo de CMH do animal. Gatos com CMH parecem sofrer dos mesmos distúrbios funcionais descritos em homens e cães  (SISSON & THOMAS, 1997), que são caracterizados por obstrução ventricular esquerda dinâmica, prejuízo no relaxamento ventricular pela maior rigidez da parede, levando a uma disfunção diastólica e, desta forma, impedindo  o preenchimento ventricular adequado e conduzindo ao aumento das pressões atriais e de capilares pulmonares, isquemia miocárdica, arritmias ventriculares e supraventriculares, insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e ocasionalmente morte súbita (FUENTES, 2002; FOX, 1999). Muitos gatos com cardiomiopatia hipertrófica encontram-se assintomáticos (DARKE et al., 2000; SISSON & THOMAS, 1997). Outros podem apresentar sinais clínicos inespecíficos da doença que incluem anorexia, depressão, inatividade e relutância em se mover (BONAGURA & LEHMKUHL, 1998). Observam-se comumente dispnéia e taquipnéia que estão relacionados a edema pulmonar, efusão pericárdica e/ou pleural (BONAGURA;& LEHMKUHL, 1998). Os gatos podem apresentar paresia, ausência do pulso femoral devido ao tromboembolismo da aorta caudal e pulso venoso jugular quando tem uma insuficiência cardíaca direita severa (FOX, 1999). A insuficiência cardíaca congestiva pode ser desencadeada por estresse, febre, anemia severa a moderada, tirotoxicose, anestesia e fluidoterapia em pacientes previamente compensados (DARKE et al., 2000). Fox (1999) e Sisson & Thomas (1997) relatam que em cerca de dois terços dos gatos com CMH pode ser auscultado um sopro sistólico de intensidade suave a moderada (grau I a III/VI). Hepatomegalia e ascite podem ser evidentes em casos de insuficiência cardíaca congestiva direita, no entanto estes achados não são comuns em gatos com CMH (BONAGURA & LEHMKUHL, 1998). Ecocardiografia é o exame não invasivo de eleição para diagnosticar a CMH. Permite verificar e avaliar a severidade da hipertrofia do ventrículo esquerdo (VE) e dimensões cardíacas,  detectar obstrução dinâmica do fluxo saída do VE, estimar a função miocárdica, detectar presença de trombos intracavitários ou condições de formação de trombos e diagnóstico de diferentes condições cardíacas (FOX, 1999). Darke et al. (2000) acrescentam mais detalhes que caracterizam a CMH como o aumento da espessura da parede do ventrículo esquerdo (> 5,5 mm em gatos); tamanho intraluminal normal a diminuído; fração de encurtamento do VE normal ou aumentado, onde em casos crônicos a função sistólica pode deteriorar-se; possível hipertrofia septal ventricular esquerda, que obstrui a saída do VE e aumento atrial esquerdo. Outros achados menos comuns são o  espessamento da válvula mitral, movimento anterior da válvula mitral e obstrução dinâmica do fluxo de saída do VE, obstrução medioventricular, pequeno derrame pericárdico, hipertrofia ou dilatação do ventrículo direito e trombos no ventrículo e átrio esquerdo.  Doppler com fluxo colorido é útil na presença de regurgitação mitral, obstrução de saída do VE e anormalidade de enchimento do VE (SISSON & THOMAS, 1997). As decisões terapêuticas em gatos com CMH devem tomar por base todos os achados clínicos, inclusive os sinais clínicos observados, e achados nos exames complementares como ECG, radiografias torácicas e ecocardiografia (SISSON & THOMAS, 1997). Gatos que tem hipertrofia ventricular esquerda secundária ao hipertireoidismo, estenose aórtica, hipertensão sistêmica, displasia de mitral, entre outros, devem receber tratamento apropriado para a causa de base. O  β-bloqueador diminui a mortalidade, sabe-se que essa classe de fármacos tem ação antagônica ao do sistema nervoso simpático, prevenindo assim taquicardias e aumentando o preenchimento cardíaco (DARKE et al., 2000; PHILIP, 2002). Os inibidores da ECA têm função vasodilatadora e também reduzem a probabilidade de infartos no miocárdio.  Podem ser usados o enalapril e outros agentes como o benazepril, lisonopril e captopril. Os Inibidores da ECA reduzem a pressão sanguínea, por isso é contra-indicado em caso de hipotensão. Quando utilizados concomitante com diuréticos, podem causar azotemia (FOX, 1999). Os bloqueadores dos canais de cálcio tem sido muito utilizados em gatos com CMH crônica que apresentam ICC ou hipertrofia cardíaca ventricular. esquerda severa. Além de vasodilatadores  coronarianos (aumentado a perfusão miocárdica), os bloqueadores dos canais de cálcio reduzem a freqüência cardíaca (menos que um  β-bloqueador), melhoram o relaxamento ventricular e podem diminuir a progressão da hipertrofia ventricular (DARKE et al., 2000) A furosemida é fornecida e mantida em gatos com edema pulmonar ou ascite, sendo que a dose vai depender do grau do edema. Segundo Sisson & Thomas (1997),  o prognóstico depende muito das alterações que o paciente enfermo apresenta. Insuficiência cardíaca congestiva, embolia arterial sistêmica, e morte súbita são seqüelas conhecidas. Relata-se que gatos com CMH que tem batimentos cardíacos inferiores a 200 por minutos têm chances de viver por muito mais tempo que animais que tem uma freqüência maior a essa. Gatos que foram diagnosticados precocemente também têm uma sobrevida maior. Autor: M.V Gabriel Costa Jacobina (TCC, UPIS, Brasilia, DF 2006) Artigo resumido e gentilmente cedido pelo autor. Foto: Grupo Kleine Especialidades Veterinárias   Referências bibliográficas: APTEKMANN, K. P.; TINUCCI-COSTA, M.; DINIZ, P. P. V. P. Aspectos atuais e tratamento do hiperadrenocorticismo canino.  Revista do conselho federal de medicina veterinária. Vol. 1, n. 1, p. 29-42, 2001. BONAGURA, J.D.; LEHMKUHL, L. B.; Cardiomiopatia. In:  BIRCHARD, S. J.; SHERDING, R. G;   Manual Saunders: Clínica de Pequenos Animais.  Roca, 1998. CAPEN, C.C.; Sistema Endócrino. In: CARLTON, W. W.; MCGAVIN, M. D.; Patologia Veterinária Especial de Thomson.  2º Edição, Cap.  06, p. 277-278, 1995. DARKE, P.; BONAGURA,  J. D.; KELLY, D.F..;  Atlas Ilustrado de Cardiologia Veterinária.  1º Edição Brasileira, Editora Malone, 2000. DUNN, J. K. Et al. Doenças do Sistema Cardiovascular. In: DUNN, J. K; Tratado de Medicina de Pequenos animais. São Paulo, Roca, p. 289-293, 2001. FOX, P. R.; Et al..; Cardiomyopathies Feline. In: FOX, P. R.;  “Text Book of Canine and Feline Cardiology”.  Principles and Clinical Pratice. 2º Edição, 1999. FELDMAN, E.C.; Hiperadrenocorticismo. In: ETTINGER, S. J.; FELDMAN, E. C.; Tratado de Medicina Interna Veterinária; Vol.II; 1º Edição brasileira. São Paulo: editora Manole, p.  2123-2177, 1998. FOX, P. R.; Management  of Feline Cardiomyopathies. Waltham/OSU Symposium. Small Animal Cardiology, 2002. 64 FUENTES, V.L.;  Feline Cardiomyopathy- Establishing a Diagnosis. Waltham/OSU Symposium. Small Animal Cardiology, 2002. FUJII, Y.; MASUDA, Y.;  TAKASHIMA, K.;  OGASAWARA, J.; MACHIDA, N.; YAMANE, Y.; CHIMURA, S.; AWAZU, T.; YAMANE, T. WAKAU, Y.  Hypertrophic Cardiomyopathy in Two Kittens. Journal Veterinary Medical Science. Vol. 65, n. 5, p. 583-585, 2001. GALAC, S.; KOOISTRA, H. S.; VOORHOUT, G.; VAN DEN INGH, T. S. G. A. M.; MOL, J. A.; VAN DEN BERG, G.; MEIJ, B. P.; Hyperadrenocorticism in a dog due to ectopic secretion of  adrenocorticotropic hormone.  Domestic Animal Endocrinology. n. 28, p. 338-348, 2005. HERRTAGE, M. E. Doença do sistema endócrino. In: DUNN, J. K.  Tratado de Medicina de Pequenos Animais. Ed. ROCA, São Paulo, p. 545-556, 2001. HERRTAGE, M. E.. Diagnostic testing for hyperadrenocorticism.  World Small Animal Veterinary Association World Congress Proceedings, 2002. HILL, K. E.; SCOTT-MONCRIEFF, C. R.; KOSHKO, M. A.; GLICKMAN, L. T.; GLICKMAN, N. W.; NELSON, R.W.; BLEVINS, W. E.; OLIVER, J. W.; Secretion of sex hormones in dogs with adrenal dysfunction.  J. Am. Vet. Med. Assoc. n. 226, p. 556-561, 2005 JACOBINA, G. C.; DA SILVA, C. E. V.; DE ALVARENGA, G. J. R.. Exame eletrocardiográfico ambulatorial em  gato assintomático  com cardiomiopatia hipertrófica.  Revista Ciência Animal Brasileira. Suplemento nº 1, p.319-321, 2006. LABELLE, P.; KYLES, A. E.; FARVER, T. B.; DE COCK, H. E. V.. Indicators of Malignancy of Canine Adrenocortical Tumors: Histopathology  and Proliferation Index American College of Veterinary Pathologists. n. 41, p. 490-497, 2004.

Galeria de Fotos


Nossa equipe trabalha com carinho, dedicação, comprometimento, profissionalismo e ética.

Internação

 

Internação com bombas de infusão contínua

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Tumores Esofágicos em Cães [Resumo de artigo]


Os tumores esofágicos são raros em cães, sendo diagnosticados em tamanho avançado, levando a sinais clínicos de uma esofagopatia obstrutiva. Os tumores esofágicos diagnosticados incluem: leiomioma, leiomiossarcoma osteossarcoma, fibrossarcoma, carcinoma de células escamosas e plasmocitoma. Os leiomiomas são achados causais. A obstrução parcial do esôfago proporciona uma emaciação progressiva. O diagnóstico baseia-se na combinação de sintomas, achados dos exames de imagens e no histórico clínico (HEDLUND; 2005). Esses animais apresentam desequilíbrio eletrolítico, anorexia e estado de desnutrição protéicocalórica severo (HEDLUND; 2005). A estabilização do paciente, pela correção dos déficits eletrolíticos através de fluidoterapia, suporte nutricional, seja por alimentação parenteral ou enteral, é um fator importante no sucesso do procedimento cirúrgico (OLIVEIRA, 2008). A alimentação por sonda de gastrostomia é a forma mais indicada de alimentação enteral em pacientes com esofagopatias, sendo a colocação por procedimento endoscópico percutâneo a forma mais indicada sempre que possível, devido aos benefícios quando comparada com outras técnicas de gastrostomia (LUNA-ORTIZ, 2002; OLIVEIRA, 2008; PONSKY, 2004). Este estudo tem como objetivo descrever à alimentação enteral no período pré e pós-operatório, de um cão com leiomioma em esfíncter esofágico inferior, através de sonda de gastrostomia por via endoscópica percutânea, que apresentava com sinais clínicos de regurgitação e emaciação progressiva. Os tumores esofágicos são raros, correspondendo a menos de 0,5% dos tumores relatados. Os tumores esofágicos diagnosticados incluem: leiomioma, leiomiossarcoma osteossarcoma, fibrossarcoma, carcinoma de células escamosas e plasmocitoma. Os leiomiomas são achados causais. Localizam-se mais comumente no esôfago distal, em especial no esfíncter esofágico inferior. Esses tumores geralmente encontram-se em estado avançados no momento em que os primeiros sinais clínicos aparecem (HEDLUND; 2005). Os sinais clínicos são de uma esofagopatia obstrutiva, que podem incluir regurgitação disfagia, perda de peso, hematêmese, dor à deglutição e inanição. Tumores com menos de 2cm de diâmetro raramente causam sintomas e, em geral, são achados casuais. A obstrução parcial do esôfago proporciona uma emaciação progressiva. O diagnóstico baseia-se na combinação de sintomas, achados dos exames de imagens e no histórico clínico (HEDLUND; 2005). Em animais com debilidade nutricional recomendam-se uma hiperalimentação pré-operatória parenteral ou enteral. A ração dietética enteral ideal deve ser bemtolerada, de fácil administração e acessível. A densidade calórica deve ser de aproximadamente 1Kcal/ml (OLIVEIRA, 2008). As sondas de gastrostomia proporcionam uma alimentação enteral em animais que apresentam anorexia severa e com trato gastrointestinal funcional caudal ao estômago (LUNA-ORTIZ, 2002; OLIVEIRA, 2008; PONSKY, 2004). Este relato tem como objetivo descrever a técnica de gastrostomia endoscópica percutânea, para alimentação de um cão com leiomioma esofágico, com regurgitação crônica e emaciação progressiva. A técnica de gastrostomia percutânea por via endoscópica e um procedimento rápido e de fácil execução, que causa mínima lesão tecidual, diminuído os riscos cirúrgico e anestésico, quando comparada com outras técnicas de gastrostomia (LUNA-ORTIZ, 2002; OLIVEIRA, 2008; PONSKY, 2004) Os procedimentos cirúrgicos no esôfago torácico têm grande potencial de complicações trans e pós-operatória (CUNHA et. al., 2003). Devendo ser realizados a técnica cirúrgica de maneira precisa, devido o esôfago não ser recoberto por serosa, camada que tampona o sítio cirúrgico logo após a cirurgia com exsudato de fibrina; a camada muscular do esôfago é frágil, não suportando a tensão das suturas e os movimentos de deglutição podem interferir na cicatrização (BARRETOS et. al., 2006). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1.Barcellos H.H.A., Silva Filho A.P.F., Beck C.A.C. 2000. Influência de três tipos de vias de fornecimento de dietas pós-operatórias na cicatrização de esofagotomia cervical em cães. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science. 37. 2.Barretos F.M., Quessada A.M., Cardoso F.T.S, Soares F.C.L.L., Souza A.A.R., Oliveira E.H.S., Muniz L.M.R., Pirolo J., Sequeira J.L., Teixeira E.M.S. 2006. Técnica de exposição e fixação do esôfago torácico em cães. Acta Scientiae Veterinariae. 34: 153-157. 3.Cunha O., Pippi N.L., Raiser A.G., Pinto Lemos S.T.L., Moya L.G., Gaiga L.H., Taffarel M.O., Rios A., Fernandes D.R. 2003. Esofagoplastia torácica com retalho de pericárdio em gatos. Ciência Rural. 33: 325-330. 4.Hedlund C.S. 2005. Cirurgia do Esôfago. In: Fossum T.W. (Eds). Cirurgia de Pequenos Animais. São Paulo: Roca, 325p. Capitulo 21, Fossum 5.Henriques A.C., Pezzolo S., Faure M.G., Luz L.T., Godinho C.A., Speranzini M.B. 2001. Tubo gástrico isoperistáltico no tratamento paliativo do carcinoma irressecável do esôfago. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 28: 408-413. 6.Luna-Ortiz K., Monnier P., Pasche P., 2002. Percutaneous endoscopic gastrostomy as a multidisciplinary treatment in head an neck cancer. Clinic and Translational Oncology. 4: 22-27. 7.Oliveira J., Palhares M.S., Veado J.C.C. 2008. Nutrição clínica em animais hospitalizados: da estimulação do apetite à nutrição parenteral. Revista de Zootecnia, Veterinária e Agronomia. 15: 172-185. 8.Ponsky J.L. 2004. Percutaneous Endoscopic Gastrostomy. Journal of Gastrointestinal Surgery. 8: 901-904. 9.Valadares R.C, Palhares M.S., Bicalho A.L.F., Turchetto Jr C.R., Freitas M.D., Silva Filho J.M., Carvalho A.U. 2006. Aspectos clínicos e hematológicos em cães submetidos à fluidoterapia intravenosa, nutrição enteral e parenteral. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootécnia. 58: 495-502. Título completo: USO DA SONDA DE GASTROSTOMIA POR VIA ENDOSCÓPICA PERCUTÂNEA EM CÃO COM LEIOMIOMA ESOFÁGICO Autores: STELITE, R.; PINTO T.M. ; LOPES, L.M.A. ; BECK, C.A.C. ; MUCCILLO, M. Artigo completo:  http://www.sovergs.com.br/conbravet2008/anais/cd/resumos/R0788-2.pdf

Epilepsia- Artigo


Foi encontrado um gene para a epilepsia idiopática em Pastores Belgas no cromossomo canino 37. A pesquisa do professor Hannes Lohi e seu grupo realizado na Universidade de Helsínquia e de Pesquisa Folkhälsan, abre novos caminhos para a compreensão da base genética das epilepsias mais comuns caninos. A pesquisa também tem um impacto na compreensão de epilepsias comuns em humanos. A pesquisa foi publicada na revista científica PLoS ONE. A identificação do gene da epilepsia Os fatores genéticos são estimados a desempenhar um papel no desenvolvimento da epilepsia em tantos como 40% dos pacientes com epilepsia. Vários genes que afetam o desenvolvimento de epilepsias sintomáticas já foram identificados, mas a base genética da epilepsia idiopática multifatoriais muitas vezes permanecem desconhecidos. Epilepsias focais e generalizadas idiopáticas ocorrem em Pastores Belgas. O grupo de pesquisa do professor Hannes Lohi, trabalhando em colaboração com pesquisadores dinamarqueses, suecos e americanos em um projeto financiado pela UE, tem feito um grande avanço pela identificação de uma região cromossômica associada à forma mais comum de epilepsia em cães. Ao comparar o genoma de cães com epilepsia e cães de controle saudáveis, uma região do gene no cromossomo 37 foi descoberto, que se homozigótica, aumenta o risco de epilepsia sete vezes. Além disso, os resultados da investigação indicam que outros, ainda desconhecido, fatores de risco genético pode estar presente na raça. O tipo de epilepsia que ocorre em Pastores Belgas é extremamente comum em outras raças também e, assim, a descoberta pode ter um impacto na compreensão das epilepsias em raças de cães diferentes. "Há apenas poucos genes na região identificada e eu acredito que as análises em curso nos ajudará a descobrir o gene específico de epilepsia", diz o professor Hannes Lohi que liderou a pesquisa. "Isto nos daria uma melhor compreensão dos mecanismos da doença e nos fornecer novas ferramentas de diagnóstico para a doença." A epilepsia é comum entre os pastores belgas A idade de início da epilepsia idiopática em Shepherds belgas é em média, 3 anos, embora a faixa varia muito. A apreensão muitas vezes começa como uma convulsão focal, e o proprietário pode observar o movimento anormal, geralmente em apenas um lado do corpo do cão. Neste momento, o cão muitas vezes procura o proprietário, saliva bastante, vomita, perde a consciência, defeca ou urina e pode apresentar incoordenação motora. A epilepsia é a doença mais comum do sistema nervoso em cães e diferentes tipos de epilepsias genéticas ocorrem em dezenas de raças de cães. O grupo de pesquisa foi previamente identificada no gene epilepsia primeira para a epilepsia sintomática, EPM2B, em miniatura Dachshunds Wirehaired, bem como, mais recentemente, um gene, LGI2, associada com epilepsia idiopática transiente em Lagotto Romagnolos. O grupo também participou da descoberta de um gene para a epilepsia sintomática em Terriers tibetano. Lohi e seu grupo de pesquisa ter construído um banco de DNA canino na Finlândia, que detém atualmente cerca de 40 000 amostras provenientes de mais de 250 raças diferentes. O banco de DNA tem desempenhado um papel importante na execução, entre outros, a pesquisa atual a ser publicado em março de 2012. Dr. Andrew Vince,  orienta quanto à "divisão" dos tipos de epilepsia: o termo "idiopática" é utilizado especificamente para descrever ou indicar condições de causa desconhecida. Como tal, a epilepsia com uma causa genética conhecida ou predisposição não devem ser consideradas em conjunto como idiopática, mas devem ser agrupados em uma categoria totalmente diferente (como geneticamente predispostos epilepsia). Fonte: Texto adaptado do Artigo Medical News Today publicado 27 de março, 2012. Em http://www.medicalnewstoday.com

Dislipidemia


Dislipidemias, também chamadas de hiperlipidemias, referem-se ao aumento dos lipídios (gordura) no sangue, principalmente do colesterol e dos triglicerídeos. São alterações da concentração de lipídeos no sangue. Os lipídeos são responsáveis por várias funções (produção e armazenamento de energia, absorção de vitaminas, etc.), mas o excesso está relacionado à aterosclerose (pouco encontrado na medicina veterinária). A grande maioria do colesterol que temos circulando no sangue é fabricado pelo fígado. Só cerca de 30% vem da dieta Na maioria das vezes, as dislipidemias são assintomáticas e só podem ser descobertas através de exames de sangue feitos de rotina. As dislipidemias podem ser primárias ou secundárias. Dentre as secundárias, são causas comuns: Hepatopatia, Doença Renal Crônica, Hipotireoidismo e obesidade. O tratamento consite na adequação da dieta, redução de peso e prática de exercícios físicos. Os medicamentos mais utilizados no tratamento das dislipidemias são os fibratos, as estatinas, e os seqüestradores de ácidos biliares. A complicação mais comum na medicina veterinária é a hipertensão arterial, esta alteração tem potencial risco de danos ao cérebro, rim e coração. Apesar da Dislipidemia não ser frequente na rotina clínica da medicina veterinária, ela deve ser entendida e lembrada. Referências Bibliográficas: MERK; Online Medical Library Emílio Moriguchi.  ABC da Saúde, Data de Publicação : 10/12/2007 . Thompson GR. Management of dyslipidaemia. Heart 2004;90:949-55 Reduce Cholesterol.com www.farmalabchiesi.com.br

Plaquetas Elevadas- Trombocitose ou Hiperplaquetose


Trombocitose ou Hiperplaquetose é o aumento de plaquetas no sangue. Na medicina veterinária, em virtude de muitas doenças apresentarem o contrário nos hemograma, a trombocitopenia (principalmente nos casos de Erlichiose, doença muito frequente na rotina veterinária) a diminuição de plaquetas é mais estudada e discutida do que o aumento destas células no sangue. Estes limites são determinados por valores de referência laboratorial. Isoladamente o resultado com valor acima do normal não é o suficiente para iniciar uma terapia (caso ocorra, a confirmação deste achado é importante antes de iniciar um tratamento) , trombocitose aparece em muitas situações e doenças, inclusive pode aparecer em animais saudáveis. A contração esplênica, causada pela liberação de epinefrina em situações de stress (excitação/medo) sequestram plaquetas para dentro do baço, com isso ocorre aumento da produção. Pode ocorrer esta alteração no exame secundária ao stress do paciente. Aumentos de grau leve a moderado são achados relativamente comuns em cães e gatos, mas contagens maiores que 1.000.000/μL podem estar associadas a sinais clínicos de sangramento ou trombose e necessitam de acompanhamento e diagnóstico desta alteração. Elevadas contagens plaquetárias não significam necessariamente a presença de doença e são detectadas através de um hemograma de rotina. No entanto, é importante realizar uma avaliação completa, exame clínico, físico e histórico e anamnese para garantir que a trombocitose não se deve a um processo secundário. Ocorre frequentemente em conjunção com inflamação, uma vez que os principais estimulantes da produção plaquetária, como a trombopoietina, apresentam valores elevados nestes estados clínicos, como parte da reação de fase aguda. Alguns sintomas: Vômitos e perda de noção espacial (labirintite). Diagnóstico: Os testes laboratoriais podem incluir: Hemograma, enzimas hepáticas, perfil renal e taxa de sedimentação eritrocitária. Causas: O aumento das plaquetas  pode ocorrer por doença mieloproliferativas  (LMC), mielofibrose, policitemia vera, doenças inflamatórias (febre reumática, artrite reumatóide, colite ulcerativa e leucemias). Tratamento: Previnir os fatores de risco de trombose, a aspirina, em baixas doses, parece ter uma função protetora. Níveis já mais extremos são tratados com um agente citorredutor (ou seja, reduz o número de plaquetas). O citorredutor é pouco utilizado na rotina da medicina veterinária.   Referências Bliográficas: Vannucchi AM, Guglielmelli P, Tefferi A. Advances in undestanding and management of myeloproliferative neoplasms. CA Cancer J Clin. 2009;59(3):171-91. Laszlo J. Myeloproliferative disorders (MPD): myelofibrosis, myeloscrerosis, extramedullary hematopoiesis, undifferentiated, MPD, and hemorrhagic thrombocythemia. Semin Hematol. 1975; 12(4):409-32. Murphy S, Iland H, Rosenthal DS, Laszlo J. Essential thrombocythemia: an interim report from the Polycythemia Vera Study Group. Semin Hematol. 1986;23(3):177-82 http://pt.wikipedia.org/wiki/Trombocitose Texto técnico do Dr. Luiz Eduardo Ristow, TECSA Laboratório Veterinário.  

Cães e Chocolate


Páscoa chegando e o perigo também. Hoje animais são membros da familia e como tal estão presente nas festas. É ótimo reunir a familia, incluindo seu pet, afinal ele também é membro. Porém temos que lembrar que animais tem hábitos alimentares diferentes. A ingestão de dieta inadequada pode trazer danos ao organismo, como alteração no trato gastro-intestinal (vômito e diarréia) e até intoxicação, dependendo do alimento ingerido e da quantidade. Animais têm características metabólicas diferentes das nossas e oferecer alguns tipos de alimentos pode causar danos até irreversíveis, parece exagero? Mas é verdade. O chocolate é um desses alimentos. Enquanto nos humanos a ingestão de chocolate em excesso raramente causa mais do que alguma indisposição, nos cães pode provocar intoxicações fatais. O chocolate contém uma substância chamada teobromina, que é uma xantina da família da cafeína e é tóxica para os cães quando ingerida em determinadas quantidades. Normalmente apenas concentrações de teobromina acima dos 100-150mg/Kg de peso corporal provocam uma reação tóxica mas há variáveis a0 considerar a sensibilidade do cão, o seu peso e idade. A concentração de teobromina nos vários tipos de chocolate também é variável: o chocolate preto tem 10 vezes mais teobromina do que o tradicional chocolate de leite; o chocolate branco tem ainda menos. As xantinas em geral, afetam o sistema nervoso e cardiovascular. Assim, os sinais clínicos mais frequentes na intoxicação por xantinas, também chamada de teobromina, incluem: hiperexcitabilidade, aumento da frequência cardíaca, agitação, aumento da ingestão de água, tremores musculares, vômitos e diarreia. Assim põe-se a questão: quando é que é demais? Se um cão de 50Kg comer 2 quadradinhos de chocolate dificilmente ficará doente. E se for um cão de 20 Kg e comer meio tablete? É difícil dizer, sendo assim a melhor solução é não dar chocolate aos cães. A Páscoa está chegando, se quiser presentear seu animalzinho, compre produtos feitos para pet, estes são balanceados para as necessidades do animal. Certifique-se sobre o fabricante, caso não conheça. Pergunte ao vendedor sobre o produto. Em caso de ingestão acidental de chocolate ou outro produto, procure um veterinário urgente.   Referência Bibliográfica: http://www.animalia.pt http://www.jusbrasil.com.br  

Classificação da Doença Renal- Tabela da IRIS


Estágios da Insuficiência Renal Estágio I da DRC define-se por estado não azotêmico, mas há alguma alteração renal presente, tal como inabilidade renal de concentração urinária, proteinúria renal e alterações renais ao exame de imagem e de biópsia. Sem sinais e sintomas clínicos. Estágio II caracteriza-se pela presença de discreta azotemia em avaliações seriadas (creatinina sérica entre 1,4mg dL e 2,0mg dL para cães e de 1,6mg dL a 2,8mg dL-1 para gatos). Sem sinais e sintomas clínicos.Porém podem apresentar perda de peso e apetite seletivo; contudo, na presença de complicações da DRC, tais como pielonefrite e nefrolitíase, as manifestações clínicas podem se tornar mais evidentes (POLZIN et al., 2005). Estágio III é definido pela presença de azotemia em grau moderado (creatinina sérica entre 2,1mg dL e 5,0mg dL para cães e de 2,9mg dL a 5,0mg dL para gatos). O paciente poderá apresentar manifestações sistêmicas da perda de função renal. Progressão da DRC. Estágio IV caracteriza-se pela azotemia severa (creatinina sérica superior a 5,0mg dL para cães e gatos). Perda da função renal que pode estar relacionada à falência renal e apresentar diversas manifestações sistêmicas da uremia como, por exemplo, alterações gastrintestinais, neuromusculares ou cardiovasculares.

Complicações cirúrgicas no paciente renal crônico


Os pacientes portadores de insuficiência renal crônica (IRC) estão mais predispostos a complicações pós-operatórias, tempo maior de hospitalização, maior custo de internação e mortalidade mais elevada que pacientes sem disfunção renal. A presença de IRC tem sido associada a complicações pós operatórias. Lee e cols construiram e validaram um modelo prognóstico após cirurgias. Os fatores de risco identificados foram: Presença de insuficiência cardíaca, doença isquêmica, cirurgia de alto risco, diabetes, creatinina pré-operatória maior que 2,0mg/dL e doença cerebrovascular. A IRC moderada (creatinina 1,5-3,0mg/dL ou filtração glomerular baixa)é um fator de risco para complicações no pós operatório e está associada a mortalidade até duas vezes mais elevada que os pacientes com função renal preservada. O American College of Cardiology considera que o fator de risco da IRC é apenas intermediário nas complicações cardiovasculares pós-operatórias. A avaliação do risco cirúrgico e realização de internação pré-operatória com monitoração dos sinais vitais, principalmente a mensuração da pressão arterial, podem minimizar as complicações pós cirúrgicas. Pacientes com idade avançada, hipertensão arterial sistêmica e diabéticos também possuem um risco de grau importante. Este texto é um resumo adaptado para a medicina veterinária de um artigo publicado no Arquivos Brasileiros de Cardiologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia (vol 96, nº3, Março, 2011). Numa analogia com a medicina veterinária podemos observar que estes dados são semelhantes. É necessário uma avaliação pré-operatória criteriosa em todos os pacientes, em especial os idosos, cardiopatas, nefropatas e portadores de endocrinopatia. Vale ressaltar que a IRC numa cirurgia de emergência não é um fator de impedimento. Antes, deve-se avaliar se o paciente apresenta condições clínicas para utilizar terapias substitutivas antes da cirurgia, e analisar se a diálise não será fator de risco no pós-operatório. Considero de suma importância ressaltar para o cliente o grau/classe de recomendação, que reflete o tamanho do efeito do tratamento. Esta classificação é universal, sendo a classe I= Benefício > Risco ( o procedimento deve ser indicado); classe IIa= Benefício > Risco (o tratamento pode ajudar), classe IIb= Beneficio maior ou igual ao risco (não está definido se o tratamento pode ajudar o paciente) e classe III Benefício < risco (o tratamento não ajuda e pode prejudicar o paciente). Estas diretrizes ajudam a equipe médica a tomar a decisão mais adequada e ajuda, no caso da medicina veterinária, o cliente decidir tratar ou não o seu animal (tendo em vista que alguns clientes levam em consideração a relação custo/benefício). Esta avaliação devidamente explanada e autorizada pelo cliente também evita problemas futuros em relação as possibilidades de resultados e riscos de cada tratamento.

Hepatite Viral em Cães


A hepatite é uma infecção pelo vírus altamente contagiosa que afeta principalmente o fígado. Cães de meia-idade geralmente não são seriamente afetados, mas cães filhotes e idosos muitas vezes morrem por esta infecção virus. Cães normalmente contraem a hepatite pelo contato com cães doentes ou infectados, ou pelo contato com a urina de um cão doente, fezes ou saliva. Na fase inicial os sintomas como aumento repentino e queda na temperatura, diminuição do apetite e depressão, são quase idênticas às da cinomose. Há descarga pelos olhos e nariz. Pode haver um pouco de dor à palpação sobre o abdômem, diarréia e vômito. Presença de hematomas e sangramentos também podem ocorrer. Na presença destes sintomas procure rapidamente uma clínica 24hs.
É uma doença do fígado, e visto em diversos animais, incluindo seres humanos, é causada por uma infecção viral. Hepatite Canina é contraída através do vírus designado CAV-1 que é visto apenas em caninos. Os seres humanos e outros animais não estão em risco de hepatite contrato com o vírus CAV-1.
Uma vez na corrente sanguínea, CAV-1 ataca vários órgãos, o fígado, olhos e rins. Embora a hepatite é muitas vezes uma doença muito séria, nem todos os casos de infecção por CAV-1 vai levar à doença. Uma vez que o cão estiver infectado, não há tratamentos que irão destruir ou remover o vírus CAV-1, no entanto, uma vacina pode ser dado a filhotes quando eles começam a sua inoculação. Esta vacina reduziu consideravelmente os casos de hepatite canina nos Estados Unidos e na maioria da Europa Ocidental.
 Não há cura para a doença e os animais serão infectados para o resto de suas vidas.  Por favor, vacine seus animais de estimação.

Nefrologia e Hemodiálise- Mesa redonda


Está disponível online, uma "mesa-redonda" virtual sobre Nefrologia e Hemodiálise com profissionais da área. A abordagem do assunto é clínica e cada um passa um pouco da sua conduta e da sua rotina clínica nefrológica. Integrantes da mesa redonda: Julio Cambraia (MG), Karine Kleine (RJ/SP), Gabriela Mantovani (RS) e Wagner Araujo (MG). O evento é gratuito e requer inscrição via contato do site. Local: Sala virtual do Grupo Kleine na página de cursos. Data: Disponível durante o mês de novembro e dezembro. Horário: Online 24h. Realização: Grupo Kleine Apoio: Pet Delicia

Paciente Terminal. Como tratar com ética?


Hoje em dia é possível prolongar muito a vida de nossos animais, uma vez que existem métodos de diagnósticos precoce, exames de tecnologia avançada, tratamento modernos como hemodiálise e célula tronco para animais. Sem falar nos medicamentos modernos e rações de alta qualidade, com estudos específicos para cada tipo de doença. Desta forma, hoje em dia é possível prevenir e tratar doenças em animais com a qualidade da medicina humana, provendo sobrevida e qualidade de vida. Porém existem doenças que levam os pacientes a estágios críticos da doença, seja pela sua gravidade ou pela cronicidade do problema, como câncer e falência de orgãos. Foi definido pela Organização Mundial de Saúde como, “medidas que aumentam a qualidade de vida de pacientes e seus familiares que enfrentam uma doença terminal, por meio da prevenção e alívio do sofrimento por meio da identificação rápida, correta e o tratamento da dor e outros problemas físicos e “pscicológicos”. Ou seja, as medidas paliativas devem buscar o cuidado e o tratamento efetivo da dor e do sofrimento, tratar e se preocupar com a “vida” interior do paciente e dar a importância em tentar manter as condições que esse paciente tinha antes de atingir a terminalidade. A nosso ver, devemos seguir alguns princípios básicos para o manejo e o tratamento paliativo do paciente terminal: O tratamento deve ser individualizado para satisfazer às necessidades do paciente e mantê-lo tão confortável quanto possível. A dependência iatrogênica não deve ser considerada como um problema primário ao tratar a dor severa e nunca deve ser uma razão para não administrar analgésicos fortes em pacientes que poderão se beneficiar com eles. Os cuidados devem integrar também aspectos psciológicos no cuidado do paciente e oferecer um sistema de suporte que ajude a pessoa a viver o mais ativo possível. Deve-se fornecer também suporte aos donos dos animais enquanto o processo de terminalidade está acontecendo. A dignidade do paciente deve ser mantida a todo custo, bem como a tentativa de fazer o processo terminal o menos angustiante e ansioso possível. Em suma devemos ter a consciência da importância de tratar quando curar não é mais possível, esse tratamento deve considerar aspectos físicos e psíquicos, respeitando as necessidades individuais. Devem ser feito por uma equipe multi e interdisciplinar de modo a assistir seus pacientes, e tratando-os de forma a prevenir complicações, aliviando sofrimento e tornar esta fase mais digna para todos aqueles que dele participam. Referências Bibliográficas World Health Organization. National cancer control programmes, 2 ed, 2002. Better palliative care for older people, 2004. What are the palliative care needs of older people and how might they be met?, 2004. McGee G. Ethical issues in enhancement. Cambridge Quarterly of Healthcare Ethics 2000. FELÍCIO, E. C. S; PEREIRA, E. F; GOMES, P. Cuidados paliativos e fisioterapia: reflexões atuais. CADERNOS – Centro Universitário S. Camilo.v. 12, n. 2. 2006. SCHARAMM, F. R. Morte e finitude em nossa sociedade: implicações no ensino dos cuidados paliativos. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 48, n. 1. 2002 Texto adaptado de Fernando Ramos Pellegrini. O Grupo Kleine trabalha com cuidados especiais para todos os pacientes. Respeitamos e cuidamos dos pacientes em estado terminal, onde não há mais cura, promovendo conforto e alívio da dor. Fase terminal não é sinônimo de abandono, estes animais também devem ser alimentados e devem estar em boas condições higiênicas sempre! Na nossa internação, os pacientes ficam sobre colchões, forrados com “tapete fralda” para animais. O ambiente é refrigerado, mantendo a temperatura estável adequada para os pacientes, possuímos colchões térmicos para animais hipotérmicos. O local também é arejado, possui excelente circulação e piso e paredes próprios para excelente limpeza do local, tornando o ambiente seguro e confortável. Para finalizar, possuímos uma equipe de profissionais treinada, qualificada e principalmente que AMA animais!

Ceia de Natal Animal. Boas Festas para a familia e seus animais!


Animais tem capacidade muito diferente de lidar com a mudança na dieta. Uns mudam de ração e nada sentem, pelo contrário, gostam de variar. Outros, só de mudar a ração ficam com distúrbio instestinal. E tem aqueles que nem ração comem, só comida caseira ( o que não é recomendado devido a dieta não ser adequadamente balanceada). Hoje existem especialistas em nutrição, se você optar por uma dieta caseira, consulte um veterinário nutrólogo ou um zootecnista. Hoje também existe no mercado alimentos cozidos industrializados balanceados. Na ceia de Natal cuidado com os petiscos, aqueles famosos pedacinhos que cada um da familia vai dando para seu bichinho. Aos poucos vai comendo e digerindo uma grande variação de nutrientes, muita gordura, muito sal e tempero que podem causar uma alteração insteinal importante e até intoxicação alimentar. Recomendamos uma dieta natalina para seu cão ou gato com boa qualidade, ração normal, a habitual que pode ser acrescentada com "mimos" os biscoitos próprios para animais com temas natalinos, que serão vendidos no mercado, assim como panetone canino, feito por uma fábrica de rações. Já para os gatos, uma dieta úmida pode deixá-lo muito feliz na ceia de natal. Lembre-se sempre que a maioria dos animais quando têm sua dieta alterada de um dia para o outro podem apresentar problemas digestivos, alergias ou ingerir ingredientes tóxicos para o animal. Mudanças de dieta devem ser gradativas. Por uma noite, talvez seja mais benéfico oferecer um petisco, um brinquedo e não mudar completamente a dieta num único dia (isso só satisfaz o dono em sua grande maioria). Reserve um local na sua sala para a ceia de seus animais, para que eles possam desfrutar desse momento alegre junto com você e de forma segura. Garantindo também uma semana pós natal tranquila e o reveillon garantido sem niguém passando mal em casa! Feliz Natal e Feliz Ano Novo! Que Deus os abençoe!

[Artigo] Avaliação da relação proteína-creatinina urinária em gatos com doença renal crônica


A doença renal crônica (DRC) é comumente diagnosticada em gatos e é uma causa importante de morte nessa espécie (Richards et al. 2005). Quando mais de 75% da massa funcional renal é perdida, caracteriza-se a insuficiência renal (Polzin et al. 2005). A causa primária da DRC geralmente não é identificada no momento do diagnóstico e muitos fatores podem estar envolvidos com a progressão da doença para o estágio terminal (Elliot & Barber 1998), inclusive os próprios mecanismos compensatórios que o organismo apresenta para a manutenção da homeostase. O conhecimento desses fatores é importante, uma vez que na terapia a ser instituída objetiva-se eliminar ou minimizar seus efeitos deletérios. Uma das conseqüências da perda progressiva dos néfrons na DRC é o aumento da filtração glomerular. Essa hiperfiltração leva à esclerose glomerular e proteinúria (Brenner et al. 1996). A proteinúria tem sido considerada um importante fator na progressão da DRC em humanos (Willians et al. 1988), em cães (Jacob et al. 2005) e em gatos (Syme et al. 2006). A urina de cães e gatos normais possui pequena quantidade de albumina e outras proteínas. A permeabilidade seletiva da membrana basal glomerular restringe a filtração da maior parte das proteínas plasmáticas, o que leva à filtração apenas de proteínas com baixo peso molecular e daquelas com carga elétrica neutra ou positiva. As células epiteliais do túbulo proximal são capazes de promover a reabsorção ativa, por endocitose, de muitas proteínas provenientes do filtrado glomerular (Grauer 2007). Estudos têm demonstrado que a excreção diária normal de proteína na urina de cães e gatos é de, no máximo, 10-30mg/kg (Grauer 2007). A coleta total da urina produzida em 24 horas para determinação da quantidade de proteína perdida, um exame freqüentemente utilizado em medicina humana, é inviável na rotina de atendimento clínico, pois há necessidade do uso de gaiolas metabólicas ou cateterizações prolongadas (White et al. 1984). Estudos demonstram que a medida obtida de uma única amostra de urina para determinação da relação proteína-creatinina (RPC) urinária apresenta boa correlação com a determinação da proteína perdida em 24 horas em cães (White et al. 1984, Ruggeneti et al. 1998), gatos (Monroe et al. 1989, Adams et al. 1992) e humanos (Nell & Grinden 2000). A creatinina é considerada um bom indicador da estimativa da taxa de filtração glomerular e, conseqüentemente, a concentração urinária de creatinina é proporcional à concentração total de soluto na urina. Logo, quando a taxa de creatinina excretada na urina é comparada com a quantidade de proteína urinária através da RPC, a quantidade de proteína perdida pode ser quantificada, eliminando-se a interferência do volume de urina (Finco 1995, Brunker 2005). Atualmente discute-se sobre qual nível de proteinúria deve ser considerado normal e qual nível poderá estar relacionado com a progressão da doença renal em cães e gatos (Grauer 2007). Referências bibliográficas: REFERÊNCIAS Adams L.G., Polzin D.J., Osborne C.A. & O'Brien T.D. 1992. Correlation of urine protein/creatinine ratio and twenty-four-hour urinary protein excretion in normal cats and cats with surgically induced chronic renal failure. J. Vet. Intern. Med. 6:36-40. Bastos M.G., Carmo W.B., Abrita R.R., Almeida E.C., Mafra D., Castro D.M.N., Oliveira L.A., Santos F.R., Gonçalves J.A. & Paula R.B. 2004. Doença renal crônica: problemas e soluções. J. Bras. Nefrol. 26:202-215. Biewenga W.J., Gruys E.H. & Hendriks J. 1982. Urinary protein loss in the dog: Nephrological study of 29 dogs without signs of renal disease. Res. Vet. Sci. 33:366-374. Brenner B.M., Lawler E.V. & Mackenzie H.S. 1996. The hyperfiltration theory: A paradigm shift in nephrology. Kidney Int. 49:1774-1777. Brown S.A. & Brown C.A. 1995. Single-nephron adaptations to parcial renal ablation in cats. Am. J. Physiol. 269:1002-1008. Brunker J. 2005. Protein losing nephropaty. Comp. Cont. Educ. Pract. Vet. 27:686-695. DiBartola S.P., Rutgers H.C., Zack P.M. & Tarr M.J. 1987. Clinicopathologic findings associated with chronic renal disease in cats: 74 cases (1973-1984). J. Am. Vet. Med. Assoc. 190:1196-1202. Elliot J. 2000. Cómo prolongar la vida del paciente felino con insuficiencia renal. Waltham Focus 10:10-14. Elliot J. & Barber P.J. 1998. Feline chronic renal failure: Clinical findings in 80 cases diagnosed between 1992-1995. J. Small Anim. Pract. 39:78-85. Finco D. 1995. Urinary protein loss, p.211-215. In: Osborne C.A. & Finco D.R. (Eds) Canine and Feline Nephrology and Urology. Lea and Febiger, Baltimore. 960p. Grant D.C. & Forrester S.D. 2001. Glomerulonephritis in dogs and cats: Diagnosis and treatment. Comp. Cont. Educ. Pract. Vet. 23:798-804. Grauer G.F. 2007. Measurement, interpretation, and implications of proteinuria and albuminuria. Vet. Clin. North Am., Small Anim. Pract. 37:283-295 Hebert L.A., Wilmer W.A., Falkenhain M.E., Wofford S., Nahman S. & Rovin B.H. 2001. Renoprotection: One or many therapies? Kidney Int. 59:1211-1226. Jacob F., Polzin D.J., Osborne C.A., Neaton J.D., Kirk C., Allen T. & Swanson L.L. 2005. Evaluation of the association between initial proteinuria and morbidity rate or death in dogs with naturally occurring chronic renal failure. J. Am. Vet. Med. Assoc. 226:393-400. Jafar T.H., Stark P.C., Schmid H., Landa M., Maschio G., Marcantoni C., Jong P., Zeeuw D., Shahinfar S., Ruggenenti P., Remuzzi G. & Levey A. 2001. Proteinuria as a modifiable risk factor for the progression of non-diabetic renal disease. Kidney Int. 60:1131-1140. Keane W.F., Brenner B., Zeeuw D., Grunfeld J., McGill J., Mrrch W., Ribeiro A., Shahinfar S., Simpson R., Snapinn S. & Totto R. 2003. The risk of developing end-stage renal disease in patients with type 2 diabetes and nephropaty: The renal study. Kidney Int. 63:1499-1507. King J.N., Tasker S., Gunn-Moore D. & Strehlau G. 2007. Prognostic factors in cats with chronic kidney disease. J. Vet. Intern. Med. 21: 906-916. Kuwahara Y., Ohba Y., Kitoh K., Kuwahara N. & Kitagawa H. 2006. Association of laboratory data and death within one month in cats with chronic renal failure. J. Small Anim. Pract. 47:446-450. Lees G. 2004. Early diagnosis of renal disease and renal failure. Vet. Clin. North Am., Small Anim. Pract. 34:867-885. Lees G., Brown S., Elliot J., Grauer G.F. & Vaden S.L. 2005. Assessment and management of proteinuria in dogs and cats. J. Vet. Intern. Med. 19:377-385. Lulich J.P. & Osborne C.A.1990. Interpretation of urine protein-creatinine ratios in dogs with glomerular and nonglomerular disorders. Comp. Cont. Educ. Pract. Vet 12:59-73. Monroe W.E., Davenport D. & Saunders G.K. 1989. Twenty-four hour urinary loss in healthy cats and the urinary protein-creatinine ratio as an estimate. Am. J. Vet. Res. 50:1906-1909. Neel J.A. & Grindem C.B. 2000. Understanding and evaluating renal function. Vet. Med. 95:555-565. Plotnick A. 2007. Feline chronic renal failure: Long-term medical management. Comp. Cont. Educ. Pract. Vet. 29(6):342-350. Polzin D.J., Osborne C.A. & Ross C.A. 2005. Chronic renal disease, p.1756-1785. In: Ettinger S.J. & Feldman E. (Eds), Textbook of Veterinary Internal Medicine. 6th ed. W.B. Saunders, Philadelphia. 2208p. Remuzzi G. & Bertani T. 1998. Pathophysiology of progressive nephro-pathies. N. Engl. J. Med. 339(20):1448-1456. Richards J.R., Rodan I., Beekman G.K., Carlson M.E., Graves T.K., Kent E.M., Landdsberg G.M., Pittari J.M. & Wolf A.M. 2005. Panel report on feline senior care. J. Feline Med. Surg. 7(1):3-32. Ruggeneti P., Gasparini F., Perna A. & Remuzzi G. 1998. Cross sectional longitudinal study of spot morning urine protein: Creatinine ratio, 24 hour urine protein excretion rate, glomerular filtration rate, and end stage renal failure in chronic disease in patients without diabetes. Brit. Med. J. 316:504-509. Ruggeneti P., Gasparini F., Perna A. & Remuzzi G. 2003. Retarding progression of chronic renal disease: The neglected issue of residual proteinuria. Kidney Int. 63:2254-2261. Santos A.M.R., Lemos C.C.S. & Bregman R. 2001. Revisão: proteinúria, marcador clássico de comprometimento glomerular. J. Bras. Nefrol. 23:217-20. Shahinfar S., Dickson T., Zhang Z., Keane W.F. & Brenner B.M. 2005. Baselines predictors of end-stage renal risk in patients with type 2 diabetes and nephropathy: New lessons from the renal study. Kidney Int. 67:S48-S51. Syme H.M., Markwell D.P. & Elliot J. 2006. Survival of cats with naturally occurring chronic renal failure is related to severity of proteinuria. J. Vet. Intern. Med. 20:528-535. White J.V., Olivier N.B., Reimann K. & Johnson C. 1984. Use of protein-to-creatinine ratio in a single specimen for quantitative estimation of canine proteinuria. J. Am. Vet. Med. Assoc. 185:882-885. Willians P.S., Fass G. & Bone J.M. 1988. Renal pathology and proteinuria determine progression in unrelated mild/moderate chronic renal failure. Q. J. Med. 67:343-354. Autores: Maria Cristina N. Castro, Gracy C.G. Marcello; Nayro . Alencar; Ana Maria R. Ferreira Pesq. Vet. Bras. vol.29 no.8 Rio de Janeiro Aug. 2009 Trabalho completo em: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-736X2009000800002

USO DE CÁPSULAS COM ESFERAS DE POLIETILENO IMPREGNADAS DE BÁRIO (BIPS) NA AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DO TRÂNSITO DIGESTIVO EM CÃES - RELATO DE CASO


INTRODUÇÃO As gastroenteropatias compreendem um conjunto de alterações do trato gastro-intestinal que podem ocasionar injúrias da mucosa gástrica e distúrbio do peristaltismo gastrointestinal manifestando-se clinicamente por vômito e diarréia, podendo ser agudas ou crônicas. Ambas as formas da doença podem ser causadas pela atuação dos mesmos agentes etiológicos, com diferentes graus de gravidade e por períodos variados. A etiologia das gastroenteropatias compreendem a ingestão de despojos ou alimentos contaminados, processos infecciosos sistêmicos, corpos estranhos, plantas tóxicas, agentes químicos e ou drogas irritantes. Os sinais clínicos consistem em vômito, contendo alimento ou bile, embora possam ser observadas pequenas quantidades de sangue. Os animais acometidos normalmente apresentam quadro de anorexia, prostração, depressão e nos casos mais graves desidratação e febre podendo evoluir para choque hipovolêmico, síndrome da resposta inflamatória sistêmica e sepse. A diminuição da motilidade gástrica ocorre em função do processo inflamatório, ou seja, quando a mucosa gástrica sofre algum tipo de lesão, poderá ocorrer inflamação, em decorrência de fatores quimiotáxicos provenientes das células lesionadas. Devido a esta inflamação, diminui a ação destas células de promoverem proteção e motilidade desta mucosa. O diagnóstico dos quadros de distúrbios do trato gastrointestinal incluem exame clínico detalhado, exames laboratoriais (hemograma completo, bioquímica sérica, exame fecal, glicose e sorologia), exames radiográficos simples e contrastados com sulfato de bário em suspensão ou iodo hidrossolúvel, ultrassonografia e endoscopia. O uso de esferas de polietileno impregnadas com bário (BIPS) constitui um método alternativo, pouco invasivo e eficaz na avaliação do tempo de esvaziamento gástrico e na transição gastrintestinal. A escolha do melhor exame a ser aplicado para o diagnóstico depende de uma série de fatores tais como condição social do proprietário, estado clínico do paciente, disponibilidade de equipamento e profissional capacitado a realização de um determinado exame. Desta forma o uso do exame radiográfico com BIPS se mostra como uma alternativa a exames de maior custo e maior risco, sendo uma inovação de contraste utilizado como meio de diagnóstico nas obstruções e desordens na motilidade gastrintestinal conferindo mais conforto ao paciente. BIPS são esferas de polietileno impregnadas com sulfato de bário, disponíveis em dois tamanhos de cápsulas: A maior cápsula consiste de uma grande cápsula gelatinosa contendo 10 esferas de 5mm e 30 esferas de 1,5mm, equivalente a uma dose de BIPS, sendo destinada a animais grandes. A menor cápsula consiste de quatro pequenas esferas contendo uma dose de BIPS, sendo indicadas para administração em gatos e pequenos cães. As indicações para o exame com BIPS são freqüentes na prática de pequenos animais podendo ser usados de maneira exata e conveniente para exclusão de obstruções físicas gastrintestinais, avaliação da motilidade, pesquisa de corpos estranhos lineares e investigações dos quadros agudos ou crônicos de vômitos e diarréias. MATERIAL E MÉTODOS O presente caso foi atendido na Clinica veterinária Promove em Botafogo/RJ, em canino, macho, Boxer de seis anos,1] encaminhada para atendimento clinico com histórico de anorexia, prostração, letargia, perda de peso acentuada, dor abdominal com suspeita de ingestão de corpo estranho. O animal foi então submetido a exame físico, laboratoriais e ultrassonográficos. A ultrassonografia evidenciou presença de massa sugestiva de corpo estranho no intestino delgado na porção duodenal e diminuição do peristaltismo. O paciente foi encaminhado para avaliação radiográfica e simples e contrastado com utilização do BIPS. Foram realizados exames nas posições lateral e ventro-dorsal, após a ingestão de 10 cápsulas grandes de BIPS. Foi utilizado como parâmetro de comparação de tempo de evolução do contraste os dados contidos na literatura e a experiência radiográfica de realização do exame.O animal foi radiografado conforme protocolo de avaliação do trânsito digestivo gastrintestinal com radiografias seriadas a cada 30 minutos até o contraste se localizar em cólon descendente o que acontece em tempo aproximado de aproximado de 1h30m às 2h45. RESULTADOS E DISCUSSÃO O paciente foi encaminhado para o serviço de radiologia da clinica veterinária Promove onde o exame foi procedido administrando-se 10 cápsulas grandes dos Bips por via oral sem causar desconforto ou estresse ao paciente quando comparado ao uso de meio contraste líquido e viabilizando maior praticidade de execução do exame radiográfico contrastado. As radiografias foram obtidas em estudo lateral, seriadas a cada 30 min. Verificou-se, então, que após três horas e meia da administração das cápsulas de BIPS, as esferas ainda estavam retidas na região antro pilórica configurando diminuição no tempo de esvaziamento ou estase gástrica sugerindo a possibilidade de processo inflamatório e ou obstrutivo causado por ingestão de corpo estranho. Um novo estudo foi feito 24 e 48 horas após a detecção das esferas de (BIPS) na região antro pilórica resultando em imagem radiográfica com presença dos BIPS ainda em intestino delagado e cólon transverso sugerindo redução severa da motilidade gastrointestinal por estenose na região antro-pilórica, obstrução parcial por corpo estranho e processo inflamatório crítico. O paciente foi submetido a laparatomia exploratória onde foi retirado corpo estranho constituido por fragmentos de borracha encapsulado em luz duodenal. A determinação do diagnóstico clínico e de imagem associado ao exames laboratoriais permitiu a intervenção e recuperação satisfatório do paciente e elaboração do plano terapêutico. A relevância do uso do BIPS na avaliação do trânsito digestivo se dá principalmente pelo aspecto de boa visualização das esferas, da sua baixa toxidez, fato este importante em decorrência das possíveis ulcerações da mucosa do trato digestivo que na presença do contraste tradicional (suspensão de sulfato de bário), pode ocasionar peritonite agravando o quadro clinico do paciente e em alguns casos podendo levar a óbito; o que torna o uso do BIPS uma alternativa segura além praticidade de administração, uma vez que, os pacientes com afecções do trato digestivo mostram-se inapetentes dificultando a realização do exame constrastado quando do uso de contrastes líquidos. Os Bips são vantajosos também em animais de grande porte os quais requerem um volume maior de contraste líquido para realização do exame e nos animais de difícil manejo facilitando a determinação do diagnóstico das doenças do trato gastrointestinal. Autores: Bárbara Pereira Dias*, Paulo Abílio Lisboa*, Ricardo Brandão* e Luciana Corrêa * Médicos Veterinários da Promove (equipe parceira 24h com o Grupo Kleine).

Benefícios da Fisioterapia na Erlichiose


A erliquiose, atualmente considerada uma zoonose, é uma doença infecciosa causada por microorganismos da família Rickttsiaceae comum em cães e extremamente rara em gatos2. Esses patógenos são intracelulares obrigatórios, podendo parasitar leucócitos e plaquetas. A maioria das espécies causadoras tem como vetor os carrapatos, com exceção do envenenamento com salmão. A ehrlichiose canina tem como principal bioagente a Ehrlichia canis, podendo ter curso agudo ou sub-agudo a crônico, apresentando sinais clínicos que resultam principalmente da hiperplasia disseminada do SMF (sistema fagocitário mononuclear) e das anormalidades hematológicas. Dessa forma, na fase aguda encontraremos pirexia, linfoadenopatia generalizada, esplenomegalia, hepatomegalia, dispnéia, sinais neurológicos, petéquias e equimoses. Na fase subclínica, o paciente permanece assintomático, enquanto que, na fase crônica pode apresentar perda de peso, palidez de mucosas, dispnéia, depressão, sangramento espontâneo, linfoadenopatia, hepatoesplenomegalia, além de alterações oculares, neurológicas e respiratórias. Alguns pacientes podem apresentar poliartrite supurativa devido a deposição de imunocomplexos (poliartrite asséptica por hipersensibilidade do tipo III) ou pela presença do próprio bioagente nas articulações (poliartrite séptica). Os sinais clínicos são efusões articulares e sensibilidade, além de rigidez, intolerância ao exercício e atrofia muscular. A ehrlichiose é diagnosticada pela identificação das mórulas no esfregaço sanguíneo, porém, a espécie causadora só é determinada através de imunofluorescência indireta. Nos casos em que há poliartrite não há sinais radiográficos patognomônicos de ehrlichiose, percebendo-se apenas uma poliartrite não erosiva. Na citologia do líquido sinovial há presença de neutrófilos não degenerados como células primárias, podendo ser identificado mórulas de Ehrlichia. ewiggi e Ehrlichia equi nos neutrófilos sinoviais de alguns cães. Para o tratamento de ehrlichiose o principal fármaco utilizado são as tetraciclinas (Doxiciclina 5-10mg/Kg por via oral BID). No caso da poliartrite secundária pode-se usar associada à Doxiciclina, corticosteróides como a Prednisona (0,25- 1 mg/Kg). A fisioterapia aplicada às lesões articulares consiste em crioterapia, termoterapia, cinesioterapia, hidroterapia e eletroterapia9. Em afecções articulares a crioterapia visa não só a eliminação da dor como também diminuição da ação enzimática, enquanto a termoterapia aumenta a elasticidade do colágeno, expandindo a amplitude do movimento9. Já a hidroterapia permite que a articulação trabalhe sem impacto, o que fortalece os tecidos moles adjacentes à lesão. Na cinesioterapia são realizados estímulos propioceptivos que gerarão respostas mais rápidas à estímulos, sendo que a analgesia será conferida pela eletroterapia.Este trabalho visa a demonstração da eficácia da fisioterapia em casos de poliartrite por ehrlichiose. Dr. Max Freire REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS NELSON, R.W.; COUTO, C. G. Medicina Interna de Pequenos Animais 2. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001, 1084 p.BIRCHARD, S.S.; SHERDING, R. G. Clínica de Pequenos Animais.São Paulo: Roca, 1998, 1591p. CLINKENBEARD, K.D.; COWELL, R.L.; MEINKOTH, J.H.; TYLER, R.D. J Am Vet Med Assoc., 192 (8): 1093-1095, 1988. GOUNT, S.D.; KUEHN, N.F. J Am Vet Med Assoc., 186 (4): 355-358, 1985. CARSON, C.A.; HUXSOLL, D.L.; KAKOMA; NYINDO, M.B.A.; RISTIC, M.; STEPHENSON, E.H. Am J Vet Res, 38 (10): 1557-1559, 1977. COWELL, R.L.; HOONER, J.P.; LINK, J.; MEINKOTH, J.H.; TYLER, R.D. J Am Vet Med Assoc., 195 (12): 1754-1755, 1989. BELLAH, J.R.; SELCER, E.V.S.; SHULL R.M. J Am Vet Med Assoc., 189 (8): 922-923. 1986. TIZARD, I.R. Imunologia Veterinária. São Paulo: Rocca, 2002,532p. Artigo completo em:http://www.greepet.vet.br/poliartrite.php

Endoscopia Veterinária


A endoscopia é um procedimento de diagnóstico por imagem aonde é inserido um tubo contendo uma câmera possibilitando obter imagens em diversos órgãos; além disso possibilita utilizar as mais variadas pinças com auxiliar no exame: tais como pinça para obter micro fragmentos de biópsia; pinças para cauterização de pólipos; pinças para retirada de corpos estranhos (dos mais diversos tipos). A endoscopia se divide em dois sub grupos: endoscopia do trato gastro intestinal e a endoscopia do trato respiratório No trato gastro intestinal nós temos a possibilidade de realizar 3 procedimentos: Endoscopia Digestiva Alta (ou Gastroscopia) aonde visualizamos esôfago, estômago e porção inicial de intestino delgado; existe a Endoscopia Digestiva Baixa (ou Colonoscopia) aonde é feita a visualização de reto, cólon até a entrada do ceco e papila ilio-ceco-cólon; e ainda existe o procedimento PEG que é a colocação de sonda na parede gástrica via endoscopia aonde a alimentação é feita diretamento no estômago. A endoscopia do trato respiratório se sub-divide em 2 procedimento: Endoscopia Respiratória Alta (ou Rinoscopia) aonde visaualizamos coanas e porção alta da orofaringe e a Endoscopia Respiratória Baixa (ou Broncoscopia) aonde visualizamos orofaringe, glote, traquéia, cartilagem Karina e brônquios principais. Em ambas as endoscopias de trato respiratório é possivel realizar lavados aonde coletamos de forma estéril líquido de cavidade nasal ou líquido traqueo-brônquico para análises laboratoriais além de ainda ser possível a realização de biópsia. Debora C. Soibelman Endoscopia Veterinária Médica Veterinária (21) 8218 2227 e-mail: vet-deb@hotmail.com

Qual o objetivo das aulas online do Grupo Kleine?


O Grupo Kleine além de prestar serviço médico veterinário, conta com uma equipe de veterinários, profissionais da área de saúde, voluntários, empresas e universidades que estão empenhados em estudar, ensinar, trocar experiências e realizar eventos que contribuam para o enriquecimento da medicina veterinária e a concientização do dono do animal com doença crônica. Estão envolvidos neste projeto, médicos veterinários, estudantes e donos de animais (voluntários). São pessoas de todo o país que colaboram de forma direta ou indireta para o bem estar animal. O Grupo Kleine é formado por grupos: * A equipe médica veterinária * Os colaboradores (médicos veterinários, zootecnistas e outros profissionais da área de saúde) que ministram aulas * Os voluntários (são os clientes e pessoas que apoiam nossa idéia), estes contribuem divulgando e ajudando nas diversas campanhas realizadas pelo nosso grupo * As empresas, que contribuem promovendo, divulgando e cedendo espaços para realização de eventos, aulas, cursos e trabalhos científicos * As universidades que nos apoiam na realização de pesquisas científicas Nosso objetivo: * Prestar serviço médico veterinário de qualidade. * Ser um aliado do clínico veterinário do paciente encaminhado para nossa clínica. * Desenvolver literatura informativa para o dono do animal portador de doença crônica, a fim de aumentar a conscientização sobre os perigos e cuidados da doença de cada animal. * Promover um programa de educação continuada em conjunto com médicos veterinários de todo o Brasil de forma viável também para os colegas que se encontram distantes dos grandes centros e com conteúdo de informação atualizado. Todas as pessoas que se dedicam ao bem estar animal com ética são bem vindas ao nosso grupo. Entre em contato conosco! Para entrar em contato conosco clique aqui> http://grupokleine.com.br/contato/

Circuito de Nutrição Animal Online


Local: Online Realização: Grupo Kleine Especialidades Veterinárias Apoio: Pet Delicia Data: Exibição online por 2 meses apartir do envio do login. Inscrição aberta: Via contato karinekleine@gmail.com Local: Sala virtual localizada na página de cursos do nosso site. Informações: karinekleine@gmail.com ou via formulário do contato.     Programação e colaboradores: Ana Paula Pereira Zootecnista. Mestranda em Nutrição Animal (UEM- PR). Pós-Graduada em Nutrição de Cães e Gatos (UFL - MG). Consultora em Nutrição Pet e Formuladora da Linha de Produtos da Pet Delícia. Karine Kleine Médica Veterinária. Mestranda em clínica de pequenos animais (UNIFRAN-SP). Pós-graduada em Nefrologia (UNIFESP). Especialização em Cardiologia e Diagnóstico por Imagem (Souza Marques-RJ). Especialização em Células Tronco (ULBRA-RS). Representante do Grupo Kleine. Aula: Aula de apresentação e estudo de artigo sobre Desnutrição Hospitalar. Luciana Monteiro Médica Veterinária e Bióloga. Pós graduada em Hematologia Clínica (UFRJ). Representante Tecnew. Aula: Desmestificando a Alimentação Parenteral e Enteral. Aline Almeida Zootecnista. Doutorado em Nutrição Animal ( UFV-MG). Mestrado em Nutrição Animal (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro). Representante da Aninutri e Pet Delicia. Aula: Alimentos Frescos

Insuficiência Renal Crônica Avançada


Insuficiência Renal Crônica Avançada em Cães Embora um cão de qualquer idade possa ter um certo enfraquecimento dos rins, insuficiência renal normalmente ocorre em cães idosos. Insuficiência renal, é uma doença lenta e progressiva, ocorre a partir da diminuição da taxa de sangue que é filtrado pelos rins (taxa de filtração glumerular ou TFG). Os rins não são capazes de manter o equilíbrio de sódio, potássio, fosfatos de cálcio e outros eletrólitos. Insuficiência renal aguda é reversível, se tratada a tempo, mas a insuficiência renal crônica não é curável. Mas tem tratamento. Causas de Insuficiência Renal Além da hereditariedade, o tipo de raça é um fator importante. Akita, Chow Chow, Lhasa, terriers estão entre as raças que são mais propensas a problemas renais. Causas da insuficiência renal incluem obstrução urinária, diminuição do volume sanguíneo e um suprimento sangüíneo inadequado aos rins. A insuficiência renal também podem causar diminuição do hormônio eritropoietina que estimula a produção de células vermelhas do sangue, na medula óssea. Ocorre o aumento de uréia no sangue. Sintomas Um cão com insuficiência renal não consegue produzir uma urina é concentrada. Portanto, os dois principais sintomas de insuficiência renal são: sede excessiva e micção freqüente. Entretanto, os sintomas de insuficiência renal normalmente não são evidentes até que a maioria da função renal já está perdida, por isso a doença pode ter sido ativa durante meses ou anos e alguns casos descompensam na fase final. O diagnóstico é obtido através de amostras de sangue e urina. Embora a insuficiência renal crônica não podem ser curadas, os sintomas podem ser tratados para diminuir a progressão da doença. Veterinários normalmente descobrem o estágio da insuficiência renal, fazendo exames de sangue, urina e de imagem. Fases III e IV À medida que a doença piora nos estádios III e IV, os rins não são capazes de filtrar e expelir os resíduos. Estes resíduos de produtos de volta à corrente sangüínea, resulta em perda de peso, vômitos, fadiga, mau hálito e anorexia. Nos estágios mais avançados, o seu cão pode desenvolver gengivas pálidas e feridas na boca, como também ter um sopro cardíaco ou arritmia cardíaca. A temperatura corporal baixa e anemia devido à perda de glóbulos vermelhos produzidos são outros sintomas da fase final de insuficiência renal. Por causa da anemia, mucosas pálidas aparecem durante as fases III e IV. Hipertensão e alterações oculares também podem ocorrer. Cuidados na fase final A insuficiência renal crônica é geralmente tratada retardando a progressão da disfunção renal. Francis Kallfelz, um veterinário do American College of Nutrition Veterinária, afirma que a terapia de dieta é o método mais amplamente utilizado para o tratamento. Os cães só devem comer os alimentos que contenham menor quantidade de determinados ingredientes, como proteínas e fósforo. Porém, hoje possuimos diversos tratamentos que melhoram o tratamento conservador, como hemodiálise, reposição hormonal e etc... Texto adaptado de Venice Kichura (eHow Contributor).

Doença de Cushing, excesso de cortisol


HIPERADRENOCORTICISMO (Doença de Cushing, Excesso de cortisol) A Doença de Cushing ou Síndrome de Cushing (hiperadrenocorticismo) é uma enfermidade resultante de uma superprodução crônica de glucocorticóides pelo organismo. Em um cão normal, a hipófise produz um hormônio chamado ACTH, que estimula a glândula adrenal a produzir um hormônio esteróide,o glucocorticóide que é responsável pelo funcionamento de muitos sistemas do organismo. Se há algum problema na hipófise ou na adrenal que leve a um aumento na produção de glucocorticóides, haverá o desenvolvimento da Síndrome de Cushing. Esta é uma doença bastante complicada, que apresenta uma sintomatologia muito variada e diversas causas diferentes. Esta matéria tentará dar uma descrição simplificada da doença, seus sintomas, como fazer o diagnóstico e os possíveis tratamentos. O hiperadrenocorticismo pode ser a endocrinopatia mais freqüente em cães adultos e idosos, mas e raro em outros animais domésticos. Os sinais clínicos e as lesões associadas com hiperadrenocorticismo resultam primariamente de excesso de cortisol crônico. Os cães desenvolvem um espectro de sinais clínicos e anormalidades laboratoriais como resultado dos efeitos gliconeogênicos, lipolíticos, catabólicos, protéicos e antiinflamatórios combinados dos hormônios glicocorticóides em muitos sistemas de órgãos. É A doença é insidiosa e lentamente progressiva. Etiologia e Patogênese Em cães, o aumento nos níveis de cortisol pode resultar de um entre vários mecanismos patogênicos. O mais comum deles é um adenoma ou uma hiperplasia de células, que contêm hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) da glândula hipófise (parte distal ou parte intermediária), o que resulta em hipertrofia e hiperplasia corticais adrenais bilaterais. Essa forma da doença é chamada de hiperadrenocorticismo hipófise-dependente e ocorre em 90% dos casos. Os tumores adrenais funcionais constituem causa bem menos freqüente de hiperadrenocorticismo em cães. Muitos dos sinais e lesões do hiperadrenocorticismo de ocorrência natural podem ser induzidos mediante administração diária a longo prazo grandes doses de corticosteróides. Sinais e sintomas: A doença de Cushing é uma enfermidade que afeta cães de meia-idade e idosos. Os sinais mais comuns: Poliúria, polidipsia, polifagia (devido ao aumento do catabolismo proteico e lipídico), respiração ofegante, alopecia, úlcera gástrica em razão do aumento da secreção de ácido clorídrico e pancreatite gerada pelo aumento da produção de enzimas gástricas e insulina, além de atrofia testicular e infertilidade na fêmea. Existem vários métodos de diagnóstico disponíveis. Diagnóstico: Vários procedimentos laboratoriais auxiliam no diagnóstico do hiperadrenocorticismo. Uma contagem sanguínea completa revela geralmente leucograma de estresse (neutrofilia madura, linfopenia e eosinopenia). Em cães, as concentrações séricas de sódio, potássio e cloreto permanecem geralmente normais. Excesso de cortisol estimula a síntese e a liberação de isoenzima esteróide-indutível da fosfatase alcalina, e observa-se aumento nos níveis de fosfatase alcalina em 80% dos cães. A glicose sanguínea aumenta de forma moderada e, ocasionalmente desenvolve-se hiperglicemia acentuada. Ocorre diabetes melito em 5 a 10% dos casos. A concentração sérica de colesterol pode aumentar para 250 a 400mg/dL. Um achado compatível corresponde à excreção de grande volume de urina diluída com densidade específica baixa (menor ou igual a 1,015). Um diagnóstico definitivo requer testes específicos de função adrenal. Os ensaios utilizados devem ser válidos para a espécie em questão, e todo laboratório deve ter valores normais de referência. O laboratório também deve fornecer informações com relação à coleta e a manipulação das amostras, bem como com relação ao desempenho do teste provocativo (estimulação com ACTH ou supressão com dexametasona), e deve ter funcionários disponíveis que possam responder as questões de interpretação. Devem-se seguir as orientações do laboratório, de forma que se consiga interpretar apropriadamente os resultados dos testes; o uso dos procedimentos de teste de um laboratório e do guia de interpretação de outro pode levar a erro ou confusão sérios. E importante escolher um laboratório que ofereça serviço e controle de qualidade excelentes e não somente conveniências e tempos de resultado rápidos. A posse dos resultados de testes endócrinos não é necessária para tratamento bem-sucedido a curto prato de animal com emergência endócrina (por exemplo, doença de Addison). Os níveis plasmáticos de ACTH podem distinguir confiavelmente HHD de tumores adrenais, embora se possam exigir muitas amostras. Em cães com HHD, os níveis de ACTH permanecem normais ou aumentam apesar de hipercortisolemia, enquanto em cães com tumores os níveis de ACTH ficam baixos a não detectáveis devido à inibição por retroalimentação por parte do cortisol. Porém este exame não é rotina na medicina veterinária. A ultra-sonografia oferece informações importantes, mede o tamanho das adrenais e avalia se outros órgãos ficaram comprometidos secundariamente. Tratamento: Os cães com hiperadrenocorticismo confirmado por testes laboratoriais podem ser tratados de forma clínica ou cirurgicamente. Quando existirem evidências de tumor adrenal, o tratamento recomendado consiste em remoção da glândula afetada; no entanto, tanto o mitotano quanto o quetoconazol são efetivos no tratamento médico de tumores adrenais funcionais. No caso da cirurgia, há necessidade cuidados pré e pós operatórios criteriosos. Na maioria dos casos, a doença estará relacionada à pituitária e como tanto a forma Pituitária como forma adrenal respondem bem ao tratamento com medicamentos via oral. Porém para instiuir uma terapia segura há necessidade de avaliar cada caso e de avaliar a resposta do paciente a determinada substância. É fundamental avaliar se há outras doenças concomitantes e estudar o risco-benefício do tratamento. Avaliar o paciente com exames complementares antes, durante e após o paciente é fundamental. Medicamentos utilizados no tratamento: Lisodren Lisodren (mitotane) utilizado para a síndrome de Cushing pituitária-dependente. É o método mais utilizado de tratamento da doença atualmente na medicina veterinária. Seu mecanismo de ação é o de destruir as áreas da glândula adrenal que produzem hormônios corticosteróides. Porém os efeitos colaterais são diversos e podem ser intensos, o que torna necessário a suspensão do tratamento por algum tempo. Alguns animais não toleram o tratamento, principalmente se o animal tiver outra doença associada. Como exemplo a insuficiência renal crônica, dependendo do grau aconselha-se não tratar a endocrinopatia. L-deprenil (Anipril) L-deprenil, para tratamento da doença de Cushing e atualmente é a única droga aprovada e licenciada para tratamento de doença de Cushing em cães. O Anipril atua através da inibição do excesso de produção ACTH pela glândula pituitária. Deve ser utilizado nos casos de hiperadrenocorticismo pituitária- dependente. Este medicamento não produz os efeitos colaterais indesejáveis como o Lisodren e o risco de afetar a glândula adrenal acima do desejado é inferior aos demais medicamentos existentes para o tratamento desta doença. Cetoconazol O Cetoconazol é um anti-fúngico oral que era utilizado antigamente. Hoje com medicamentos modernos caiu em desuso. Referências bibliográficas: FELDMAN, E.C. Hiperadrenocorticismo. In: ETTINGER, J.S., FELDMAN, E.C. Tratado de medicina interna veterinária. Manole, São Paulo, SP, 1997, pg. 2123 NELSON, W.W. Hiperadrenocorticismo em cães. In: NELSON, R.W., COUTO, C.G. Medicina interna de pequenos animais. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, RJ, 2001. pg. 610. PETERSON, M.E. Distúrbios endócrinos e metabólicos. In: BIRCHARD, S.S., SHERDING, R.G. Clínica de pequenos animais. Roca, São Paulo, Sp, 1998, pg. 247. SCHIMMER, B.P., PARKER, K.L. Inibidores da síntese e das ações dos hormônios adrenocorticais. In: HARDMAN, J.G., LIMBIRD, L.E. Bases farmacológicas da terapia, 9ed, McGRAW-Hill, México, 1996, pg. 1082 wagnervet.sites.uol.com.br/trabalhos/hiperadrenocorticismo.htm

Clamidiose


Explicações sobre Psitacose ou Clamidiose É uma doença que atinge mamíferos, repteis e aves, sendo nesta ultima de ocorrência comum. Já foi detectada em cerca de 460 espécies de aves, dentre as que podem ser portadoras sem sintomas existem 160 espécies (os psitacídeos representam 25% desse numero). A Chlamydophila psittaci, existem outros tipos de clamídia, é de difícil diagnostico em função de ser uma bactéria intracelular obrigatória, por ter um período de incubação grande e sua eliminação ser intermitente ( a bactéria pode ser eliminada de forma esporádica). A Clamidia é eliminado nas fezes, urina, muco orofaríngeo e secreções lacrimais e nasais e a contaminação e transmissão se dão principalmente através da ingestão, inalação ou do contato direto com secreções e/ou excreções contaminadas, alem da alimentação oferecida aos filhotes pelos pais contaminados. Também foram relatados alguns casos transmissão vertical (embrião já está contaminado no ovo). A gravidade da doença varia com a espécie atingida, idade, estado imune, com características de cada indivíduo (Araras, papagaios, assim como animais mais jovens demonstram mais suscetibilidade), grau de exposição ao agente, cepa, porta de entrada e presença concomitante de outras enfermidades. Os sinais clínicos mais comumente apresentados são apatia, anorexia, sinusite, conjuntivite, diarréia, espirros, emplumamento deficiente, descarga nasal mucopurulenta e dispnéia. Em casos mais graves há sintomatologia nervosa, incluindo tremores, convulsões e paralisia. Animais sem apresentar a doença clínica também podem ser hospedeiros e eliminar o microorganismo ativo, contaminando o ambiente e outros animais. Fatores de estresse como superpopulação, alterações ambientais, mau manejo e nutrição, má higienização e infecções secundarias podem favorecer a manifestação clinica da doença em portadores assintomáticos. O tratamento é prolongado e feito através de antibioticoterapia oral ou injetável. O animal deve ser isolado, monitorado, adequação na dieta (suplementação) alem de receber fluidoterapia e aquecimento. Mesmo após medicação a longo prazo, a bactéria pode sobreviver(estado de latência) . O diagnostico é baseado nos sinais clínicos, patologia clinica, radiologia e citologia, com a ajuda de uma cultura, sorologia e eletroforese. Para testes intraclínica de aves doentes, a detecção do antígeno clamidial em swabs nasais, oculares, cloacais e orofaríngeos, através do teste Kodak SureCell Chlamydia ou Clearview Chlamydia, se mostra útil. Boa e freqüente higienização, manejo adequado, alimentação, alem do isolamento e quarentena de aves recém-chegadas com a realização de testes de triagem sorológicos e antigênicos, são medidas que reduzem a probabilidade de infecção ou mesmo uma reinfecçao de um plantel de aves por clamidiose. **Clamídia como Zoonose: A clamidiose em seres humanos é considerada uma das principais zoonoses aviarias, apesar da baixa ocorrência da doença quando comparada ao numero de aves portadoras. Dentre as principais fontes de contaminação estão os psitacídeos, columbiformes ( pombos) e perus. Os humanos se infectam pela inalação de aerossóis contaminados por Chlamydophila psittaci presentes no ambiente, nas penas, secreções, excreções ou nos tecidos de aves infectadas. O período de incubação da doença vai de 5 a 15 dias me media e ela apresenta sintomas semelhantes ao de um resfriado ou outra enfermidade respiratória, incindo, febre, fadiga, dores de cabeças severas,calafrios, anorexia, mialgia, fotofobia, náuseas e vômitos. Nos casos mais graves ocorre pneumonia atípica grave, tosse seca, respiração difícil e dolorosa, podendo haver insuficiência cardiovascular, meningite, flebite e ate mesmo podendo levar ao óbito. O tratamento é por antibioticoterapia e a recuperação é rápida, mas faz-se necessária a internação na maioria dos casos e há risco de reinfecção. A clamídia representa maior risco em pessoas imunodeprimidas, idosos, crianças, mulheres grávidas e na população que atua em áreas de contato freqüente com aves infectadas, como comercio, criação, abate e clinica de aves. Texto cedido gentilemente por Dr. André Sena Maia. Zoomedical (Clinica Veterinária Especializada em Animais Silvestres e Exóticos), RJ.

Ressonância magnética


A ressonância magnética (RM) é um exame para diagnóstico por imagem que retrata imagens de alta definição dos órgãos através da utilização de campo magnético. Este exame reproduz imagens de grande resolução de qualquer parte do interior do corpo. A ressonância magnética não utiliza radiação, utiliza um potente campo magnético. Para a realização de um bom exame quanto mais tranqüilo e relaxado estiver o paciente, maior será a probabilidade do resultado ser bem sucedido. Algo que só obtemos com o paciente anestesiado na medicina veterinária. Ter que anestesiar um paciente para a realização de um exame de diagnóstico algumas vezes é um fator de risco, tendo em vista que quando os animais precisam de exames mais avançados já apresentam uma patologia de base de grau avançado. Nestes casos o risco-benefício deve ser avaliado pelo médico veterinário. Outra forma de minimizar os riscos deste procedimento, é avaliar o paciente laboratorialmente e analisar o risco cirúrgico através de eletrocardiograma e ecoDoplercardiograma. Se possível, tentar fechar o diagnóstico com um exame que não requeira anestesia. Sendo a RM necessária, ter o animal hemodinâmicamente compensado no dia do exame é fundamental. Vale ressaltar, que, apesar da RM ser o "padrão ouro", ou seja é o exame de imagem que melhor oferece detalhes e informações da região a ser avaliada, é necessário considerar os seguintes detalhes: 1) Existe outra forma de fazer o diagnóstico deste paciente? 2) O animal está hemodinâmicamente compensado para realizar este exame? 3) O animal pode ser anestesiado? 4) Há equipe de suporte de emergência no local do exame? 5) Há equipe de diagnóstico formada por medicos veterinários para a análise do exame? 6) O prorietário está ciente do riscos do procedimento? Para este exame pode ser administrado uma substância, chamada gadolínio, utilizada para aumentar a capacidade diagnóstica do exame. Essa medicação é segura, porém, como qualquer substância não está livre de efeitos indesejáveis. Em que médico veterinário que vai realizar este exame deve ser capacitado? 1) Identificar os princípios físicos de formação da imagem de Ressonância Magnética; 2) Identificar os tipos de equipamentos utilizados na realização dos exames de RM, definindo sua aplicabilidade e limitações; 3) Analisar criticamente a indicação dos exames solicitados para posterior definição do protocolo de exame a ser executado; 4) Utilizar os protocolos de execução dos exames de RM 5) Elaborar relatórios dos exames realizados; emitir o laudo; 6) Atuar numa equipe multidisciplinar 7) Esclarecer para o proprietários as indicações, riscos, vantagens e desvantagens deste método de exame. O que a RM pode avaliar? A RM é um exame muito importante para auxiliar o diagnóstico de várias doenças. Ajuda a identificar tumores em estágio inicial, lesões em órgãos internos, estudos cardiológicos, vasculares e muitas outras situações. Onde posso encontrar a ressonância magnética na medicina veterinária no Brasil? Em algumas instituições de ensino e em locais particulares nos grandes centros. Porém não é um exame de rotina na medicina veterinária devido seu alto custo. O custo deste exame também é elevado na medicina humana. O equipamento tem um custo alto de investimento e manutensão. Referências: R. K. Harris e E.B.Mann - NMR and the Periodic Table - Academic Press - London -1978 R. K. Harris - Nuclear Magnetic Resonance Spectroscopy - A Physicochemical View - Longman Scientific & Technical -Essex -England J. W. Hennel e J. Klinowski - Fundamentals of Nuclear Magnetic Resonance - Longman Scientific & Tecnical - Essex - England - 1993 Jasper D. Memory - Quantum Theory of Magnetic Resonance Parameters - McGraw-Hill Book Co. - New York - 1968 A. I. Popov e K. Hallenga - Modern NMR Techniques and Their Application in Chemistry - Marcel Dekker, Inc - New York - 1991 P.Sohar - CRC Nuclear Magnetic Resonance Spectroscopy Vol. I, II e III - CRC Press, Inc - Boca Raton - Florida - USA Araújo, D.B., Salles, A., Tedeschi, W., et al. "Spatiotemporal Patterns of Human Navigation Investigated by MEG and fMRI" In: Proceedings of the 13th International Conference on Biomagnetism, Jena. p.863 – 865. 2002. Fonte da imagem: GIANINI, 2009.

Fibrilação Atrial


A fibrilação atrial é uma arritmia que depois da insuficiência cardíaca é um dos tipos mais comuns de doença cardíaca. O circuito elétrico do coração inicia no átrio direito, uma das duas câmaras superiores do coração, com um sinal originando-se em um grupo de células especializadas denominadas de nó sinoatrial ou nó SA. O nó SA é também chamado de marca-passo natural do coração, pois ele define o ritmo no qual o coração bate. O sinal elétrico parte do átrio direito para o átrio esquerdo e segue para os ventrículos. Em resposta ao sinal elétrico, as células musculares dos ventrículos se contraem e bombeiam sangue para as artérias. A fibrilação atrial é um termo que define o local e a natureza deste tipo de arritmia. A alteração do ritmo origina-se nos átrios. Na fibrilação atrial, o ritmo cardíaco encontra-se forma do normal e os batimentos cardíacos encontram-se muito acima do normal. O paciente com esta arritmia apresentam maior risco de derrame, pois as câmaras do coração não são esvaziadas como o habitual e o sangue pode se acumular e até coagular. Doenças que podem levar a uma fibrilação atrial: Hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, válvulopatias, pericardite (inflamação do pericárdio, membrana que envolve o coração), defeitos congênitos do coração e as doenças pulmonares crônicas. Sintomas de FA: Muitos pacientes não tem sintomas. O sintoma mais comum são palpitações rápidas e irregulares. Com a perda do bombeamento atrial pode ocorrer redução da função cardíaca (débito cardíaco). Pacientes com redução do débito cardíaco podem apresentar uma respiração curta e tonteira. Diagnóstico: É realizado pelo conjunto de sinais, sintomas e pela ausculta cardíaca. O eletrocardiograma e/ou o Holter são exames importantes para um diagnóstico preciso. Exames de sangue podem ser realizados para complementar o diagnóstico com o intuito de se investigar uma causa primária para esta arritmia, como por exemplo o hipertireoidismo. Tratamento: As publicações disponíveis sobre os mais diferentes aspectos envolvendo a fibrilação atrial, muitas vezes não permitem uma conclusão definitiva sobre a forma de abordar os pacientes (Fuster V et al. ACC/AHA/ESC 2006 Guidelines for the management of patients with atrial fibrillation. JACC 2006; 48:e149-246). O tratamento da fibrilação atrial sintomática pode variar de paciente para paciente. A reversão ao ritmo sinusal deve ser praticada, se possível, pelo menos uma vez em pacientes com fibrilação atrial. A decisão deverá ser baseada em critérios clínicos. A cardioversão deve ser realizada em caráter emergencial em pacientes nos quais a fibrilação atrial se manifesta com baixo débito cardíaco. A conduta de se utilizar medicamentos antiarrítmicos precedendo a cardioversão elétrica já está bem estabelecida, porque pode causar o restabelecimento do ritmo sinusal em cerca de 40 a 50% dos casos ou então, aumentar a chance de manutenção deste após o choque. Apesar de mais simples e poder ser realizada ambulatorialmente, a cardioversão química é menos eficaz que a forma elétrica. Porém, na medicina veterinária não é rotina a cardioversão. Para a realização correta da cardioversão é necessário fazer a carga correta e utilizar um equipamento de tamanho proporcional ao paciente. Ou seja equipamento humano para animais de pequeno porte geram um alto risco para o procedimento. A cardioversão elétrica consiste na aplicação de um choque de corrente elétrica contínua, sincronizada com o complexo QRS do eletrocardiograma (ECG), sobre o tórax para a reversão de arritmias cardíacas. Na desfibrilação, a descarga não é sincronizada. Nestes casos o coração está em funcionamento quando a descarga é feita. O instante em que a descarga é feita deve coincidir com a contração dos ventrículos, ou seja, com o complexo QRS do eletrocardiograma. O cardioversor é um aparelho que transforma a corrente elétrica alternada em contínua (direta) e permite a aplicação, através de eletrodos (pás), de uma quantidade determinada de energia (carga) ao paciente. Geralmente na medicina veterinária utilizamos o tratamento químico para reverter esta arritmia. O manejo terapêutico dos pacientes com FA envolve três objetivos que se completam: controle de frequência cardíaca, prevenção do tromboembolismo e correção do distúrbio do ritmo cardíaco. Drogas antiarritmicas são utilizadas na rotina da medicina veterinária. Técnicas cirúrgicas e ablação por radiofrequência não são rotina na medicina veterinária atualmente. A cardioversão farmacológica é o manejo terapêutico mais realizado na medicina veterinária e consiste na administração da droga cardioversora, Propafenona, por via oral. Vale lembrar que antes de introduzir essa droga, um betabloqueador ou um bloqueador de canal de cálcio não-dihidropiridínico deve ser iniciado para prevenir a condução átrio-ventricular rápida que pode ocorrer com a administração da Propafenona e que pode gerar a aceleração da resposta ventricular. A Amiodarona pode ser administrada com segurança pois causa mínima depressão miocárdica no tratamento da cardioversão farmacológica. Referências: 1. Wijffels MC, Kirchhof CJ, Dorland R, Allessie MA. Atrial fibrillation begets atrial fibrillation: a study in awake chronically instrumented goats. Circulation. 1995;92:1954–1968.[Abstract/Free Full Text] 2.Elvan A, Wylie K, Zipes DP. Pacing-induced chronic atrial fibrillation impairs sinus node function in dogs: electrophysiological remodeling. Circulation. 1996;94:2953–2960.[Abstract/Free Full Text] 3. Goette A, Honeycutt C, Langberg JJ. Electrical remodeling in atrial fibrillation: time course and mechanisms. Circulation. 1996;94:2968–2974.[Abstract/Free Full Text] 4. Allessie M. Reentrant mechanisms underlying atrial fibrillation. In: Zipes D, Jalife J, eds. Cardiac Electrophysiology: From Cell to Bedside. Philadelphia, Pa: WB Saunders; 1995:562–566. 5. Tieleman R, De Langen C, Grandjean J, Van Gelder I, De Kam P, Wijffels M, Crijns H. Regional differences in pacing-induced electrical remodeling of the atrium and recovery from electrical remodeling induces increased dispersion of refractoriness. Circulation. 1996;94(suppl I):I-352. Abstract. 6. Misier AR, Opthof T, van Hemel N, Defauw JJ, de Bakker J, Janse MJ, van Capelle F. Increased dispersion of "refractoriness" in patients with idiopathic paroxysmal atrial fibrillation. J Am Coll Cardiol. 1992;19:1531–1535.[Abstract]

Cistite Idiopática Felina e Nomenclaturas de Doenças do Trato Urinário Inferior.


Cistite Idiopática Felina e nomenclaturas de doenças do trato urinário. Combinações variáveis de anormalidades dentro do lúmen da ITU (trato urinário inferior), o parênquima da ITU em si, ou sistema de outro órgão (s) que, então, podem levar a uma cistite. Na maioria dos gatos com sinais crônicos de cistite, nenhuma causa específica subjacente pode ser confirmado após a avaliação clínica padrão das doenças da ITU, então estes gatos são normalmente classificados como tendo cistite idiopática. A síndrome de seres humanos conhecida como cistite intersticial (IC) compartilha muitas características em comum com estes gatos, permitindo comparações entre as duas espécies. Uma ampla gama de semelhanças em anormalidades foi identificado entre estas síndrome. Uma variedade de potenciais fatores de risco familiar e de desenvolvimento também foram identificados. Estes resultados permitiram a geração da hipótese de que algumas dessas pessoas têm um distúrbio que afeta a ITU. Essa perspectiva sugere estratégias alternativas de diagnóstico e novas abordagens para tratamento, pelo menos em gatos. O objetivo desta revisão é resumir as investigações sobre a várias anormalidades presentes em gatos, para comparar alguns desses resultados com aqueles identificados em seres humanos, e para discutir como eles podem modificar as percepções sobre a etiopatogenia, diagnóstico e tratamento de gatos com esta doença. Um artigo de revisão publicado em 1996 cerca de 36 causas listadas confirmados de sinais de doença do ITU. Estes sinais pode ser agudos ou crônicos e pode resultar de uma variada combinação de anormalidades dentro do lúmen do ITU, anomalias externas e anormalidades intrínsecas, ou sistema de outro órgão (s) que, em seguida, podem levar à disfunção do ITU ( anormalidades internas). Na maioria dos gatos com sinais de disfunção crônica, no entanto, nenhuma causa específica subjacente pode ser confirmado após a avaliação clínica padrão. Estes gatos são normalmente classificados como casos de causalidade idiopática, daí o nome cistite idiopática. Em 1993, os resultados de uma série de estudos utilizando gatos com sinais de cistite crônica idiopática doados pelos proprietários, para quem já não eram animais de estimação aceitáveis foram publicados. Estudos iniciais destes gatos focaram na identificação de anormalidades do ITU, porque os gatos afetados foram propostos para representar um modelo natural de uma síndrome crônica do ITU de seres humanos chamada cistite intersticial (IC). Esses estudos levaram à proposta em 1996 que os gatos com sinais de cistite idiopática cronica, poderiam ser descrito como tendo "cistite intersticial felina" (FIC). Durante os anos que se seguiram, as evidências acumuladas que também tem problemas adicionais fora do ITU são comumente presente nesses gatos, assim como na maioria dos pacientes com IC. Esta evidência levou à reconsideração da causa (s) da síndrome nesses indivíduos, bem como um debate considerável sobre o nome mais apropriado, abordagem diagnóstica e recomendações de tratamento. Esta reconsideração está em curso e resultou na geração de novas hipóteses relacionadas com a etiopatogenia dos sinais e sintomas em ambos os gatos e seres humanos com este problema, bem como novas abordagens para tratamento, pelo menos em gatos. Os propósitos desta revisão são resumir algumas das investigações de muitas pesquisas no exterior, anormalidades intrínsecas, internas e que estão presentes nesses gatos (esta organização foi escolhida por cerca de um paralelo com a cronologia dos estudos sobre a síndrome nos últimas 3 décadas ), para comparar estes resultados com aqueles identificados em seres humanos com IC durante este tempo, e considerar como esses resultados podem modificar as percepções sobre o diagnóstico e tratamento de gatos com esse problema. Nosologia refere-se à nomeação e estudos de doenças. Segundo a wikipédia, a nosologia (do em grego: nósos, "doença" + 'logos', "tratado", "razão explicativa") é a parte da medicina que trata das enfermidades em geral e as classifica do ponto de vista explicativo (isto é, de sua etiopatogenia). Doenças podem ser nomeados de acordo com a etiologia, patogênese, e afetou sistema de órgão (s), e apresentando sinais e sintomas. Um desafio significativo para nosologia precisa existir porque as doenças podem ser nomeados com base em sinais e sintomas proeminentes muito antes de a pesquisa identificar a etiologia e patogenia. Considerando sinais apresentando, por vezes, resultar em uma doença nomeação para o órgão associada com os sinais, a doença pode não se originar no órgão afetado, e muitas doenças afetam mais de um órgão. Assim, o nome poderia refletir um subconjunto dos problemas associados com uma doença subjacente. Feinstein concluiu recentemente que "um princípio importante na nomeação aparentemente doenças é evitar novos títulos etiológico até que o agente etiológico seja devidamente demonstrada. Um nome prematuro para doença pode prejudicar a recuperação de um paciente da síndrome, e impedem pesquisas que possam encontrar a verdadeira causa. Apesar de termos como "Síndrome urológica dos felinas", "doença do trato urinário inferior dos felinos" e "cistite intersticial felina" razoavelmente capturar com precisão os critérios diagnósticos atualmente reconhecidos para distúrbios do ITU, já não parecem captar a extensão dos problemas ocorrendo em muitos gatos. Esses termos podem concentrar tudo na ITU, refletindo os sinais proeminentes apresentação e testes de diagnóstico focado em vez de uma avaliação completa do gato inteiro. Em seres humanos, investigações mais abrangentes de pacientes com IC e uma variedade de outras doenças crônicas idiopáticas resultaram na sugestão de nomes como "síndrome sem explicação médica", "síndrome somática funcional," ou "síndrome de sensibilidade central" para descrever as alterações observadas em vários destes pacientes por médicos. A lista de doenças crônicas propõe serem abrangidas por esses nomes é longa, e inclui problemas abordados pela maioria das subespecialidades médicas. Estes nomes também parecem violar conceitos de Feinstein e parece que alguns termos "genéricos" comparável ao "câncer" ou "infecção" pode ser mais apropriado. Uma possibilidade, que eu vou usar nesta revisão quando parece apropriado, é adotar um nome provisório. Para um diagnóstico correto de uma determinada sindrome, é fundamental avaliar presença de sinais clínicos, além da crônica idiopática. Por exemplo, uma variada combinação de sinais clínicos referentes aos sistemas de outros órgãos, tais como o trato gastrointestinal, pele, pulmão, cardiovascular, central nervoso, endócrino e imunológico foram identificadas em gatos com sinais de cistite crônica idiopática. Observar a crescente e minguante gravidade dos sinais clínicos associados com os eventos que (supostamente) ativam o sistema de resposta central de stress. Fatores tóxicos e de proteção. A presença de alguns toxina, anormalidade de algum fator de proteção ou presença de alguns microrganismos na urina tem sido propostos para explicar os sinais e sintomas LUT em pacientes com IC. Uma anormalidade na proteína de Tamm-Horsfall que resulta em perda da proteção do urotélio, a aparência de um "fator anti-proliferativa" e anormalidades de crescimento local fator que pode atrapalhar a sinalização celular e outras alterações na urina de pacientes com IC foram identificados e estão sendo investigados. Se estes desempenham papéis causador da IC continua a ser determinado, embora a relevância da proteína Tamm-Horsfall anormalidade foi diminuída pelo relatório de ausência de disfunção miccional ou compatível alterações histológicas no Tamm-Horsfall proteína camundongos knockout. Agentes microbianos. Dada a semelhança dos sintomas entre cistite resultante de infecção bacteriana do tracto urinário (ITU) e IC, pesquisadores têm considerado infecção para ser uma causa dos sinais e sintomas de doença da ITU por quase 100 anos. Guy Hunner, para quem a "úlcera Hunner" da forma do tipo II da síndrome foi nomeado, publicamente especulou que uma infecção bacteriana foi a causa de "um tipo raro de úlcera da bexiga em mulheres", em 1915. Se os micróbios estão associados com FIC ou IC, que pode fazer com que a desordem, ou ser associado a ele de alguma forma não causal. Um papel de agentes infecciosos, como vírus, observada em gatos tem sido investigada. Além disso, as investigações de qual o papel que os agentes infecciosos podem desempenhar nas manifestações sistêmicas da síndrome ainda não foram relatados. A Camada glicosaminoglicano (GAG). A superfície interna do ITU é revestido por uma camada GAG que podem ser anormais em pacientes com IC ou FIC. Uma grande variedade de mudanças, por vezes, conflitantes na quantidade e qualidade da camada de GAG em pacientes com IC é relatado. Diminuição GAG total e um GAG específica conhecida como GP-51 tem sido relatada em gatos com FIC. Um grupo de investigadores também descobriram sulfato de condroitina no plasma de gatos com síndrome urológica felina, levando-os a concluir que a diminuição da concentração de condroitina neles encontrada na urina pode ter resultado de reabsorção de volta através de uma urotélio mais permeáveis. Limitações da maioria dos estudos de urina GAG incluem a dificuldade de o ensaio de GAG ea variedade de métodos utilizados, de modo que o papel da camada de GAG joga nessas doenças atualmente continua sem solução. Em gatos, dois estudos sobre os efeitos das terapias de substituição de GAG têm sido investigados, mas nenhum benefício além do placebo foi encontrado em nenhum dos estudos. Em seres humanos, os efeitos benéficos da polysulfated e GAGs sobre os sintomas de IC ou dolorosa síndrome da bexiga / IC, também parecem ser pequenos. Como observado em um comentário recente editorial, a mudança de perspectiva em direção a uma visão mais sistêmica do IC "chama tratamentos locais em causa." Existem outras camadas do ITU que também podem ser afetadas, e nos limitados pela dificuldade de métodos de diagnósticos precisos. Causas hormonais A resposta adrenocortical ao hormônio adrenocorticotrófico estimulação (ACTH) durante a circunstâncias estressantes é reduzido, e os gatos com FIC muitas vezes têm pequenas glândulas supra-renais. Exame histopatológico destas glândulas excluiu a presença de hemorragia, inflamação, infecção, fibrose ou necrose, e morfométrica avaliação identificou tamanho reduzido das zonas fasciculada e reticular do córtex adrenal. Estes resultados, quando combinados com observações de aumento das concentrações de fator de liberação de corticotropina e ACTH em resposta ao estresse, na ausência de um aumento comparável nas concentrações hormonais plasma adrenocortical, sugerem a presença de insuficiência adrenocortical primária leve ou diminuição da reserva adrenocortical em gatos com FIC. Inapropriadamente baixa concentrações plasmáticas de hormônio adrenocortical também têm sido observadas em seres humanos com IC e idiopática crônica síndrome de dor prostática. Potenciais mecanismos subjacentes as reduções relacionadas com o stress na circulação adrenocortical concentrações de esteróides incluem endócrino, neural, influências e de desenvolvimento na glândula adrenal . Causas imunológicas também devem ser investigadas como causa primária para a origem das doenças do trato urinário inferior. Texto adaptado do artigo sobre Cistite Idiopática da ACVIM-EUA, por CAT Buffington publicado em 12 maio 2011 . Referências Bibliográficas: Westropp J , Buffington CAT. Lower urinary tract disorders in cats . Westropp J, CAT Buffington. Distúrbios do trato urinário inferior em gatos. In: EttingerSJ , FeldmanEC , eds. Textbook of Veterinary Internal Medicine , 7th ed . In: EttingerSJ, FeldmanEC, eds Textbook of Veterinary Internal Medicine, 7 ed.. St. Louis, MO: Elsevier-Saunders; 2010 : 2069 – 2086 . St. Louis, MO: Elsevier-Saunders, 2010: 2069-2086. Osborne CA , Kruger JM , Lulich JP. Feline lower urinary tract disorders. Osborne CA, Kruger JM, Lulich JP. Feline distúrbios do trato urinário inferior. Definition of terms and concepts . Vet Clin North Am Small Anim Pract 1996 ; 26 : 169 – 179 . . Definição de termos e conceitos Vet Clin North Am Pequenos Anim Pract 1996; 26: 169-179. Baranowski AP , Abrams P , Berger RE , et al . Urogenital pain-time to accept a new approach to phenotyping and, as a consequence, management . Eur Urol 2008 ; 53 : 33 – 36 . . Baranowski AP, P Abrams, Berger RE, et al Urogenital dor o tempo de aceitar uma nova abordagem para a fenotipagem e, como conseqüência de gestão, Eur Urol 2008; 53:. 33-36. Hanno P , Lin A , Nordling J , et al . Bladder pain syndrome committee of the international consultation on incontinence . Neurourol Urodyn 2010 ; 29 : 191 – 198 . Hanno P, Lin A, J Nordling, et al Bexiga comissão de síndrome de dor da consulta internacional sobre a incontinência Neurourol Urodyn 2010; 29: 191-198... Buffington CA , Chew DJ , DiBartola SP. Interstitial cystitis in cats . 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Universidade americana apresenta protótipo de rim artificial


"Universidade americana apresenta protótipo de rim artificial Pesquisadores da Universidade da California em São Francisco (UCSF), um dos melhores centros de pesquisa de saúde no mundo, apresentaram na última semana um protótipo do primeiro rim artificial do mundo. A espectativa é de que o aparelho possa, algum dia, substituir a diálise, usada no tratamento da insuficiência renal. A pesquisa está sendo liderada por Shuvo Roy, doutor do Departamento de Bioengenharia e Ciências Terapêuticas, e conta com o trabalho de engenheiros, biólogos e médicos. O rim artificial apresentará milhares de filtros microscópicos, além de um reator biológico para imitar as funções metabólicas do órgão real. Um dos membros da equipe de Roy já provou que o tratamento é eficiente nos pacientes mais afetados, que usaram um modelo externo do tamanho de uma sala. Agora, a meta é encolher essa tecnologia de modo que ela fique do tamanho de uma xícara de café. O aparelho seria então implantado dentro do corpo do paciente para que ele pudesse levar uma vida normal. “Essa pesquisa visa garantir a maioria dos benefícios de um transplante de rim e, ainda, lidar com o número limitado de doadores do órgão”, explica Roy. “Isso poderia melhorar radicalmente as condições de vida de quem sofre de insuficiência renal enquanto reduz dramaticamente um dos maiores custos para o sistema de saúde americano.” A equipe já conseguiu fazer um modelo para animais e pretende começar os testes em humanos dentro de cinco a sete anos. Doenças renais afetaram mais de 500.000 pessoas só nos Estados Unidos e só é plenamente curável por meio de um transplante. Apenas 17.000 rins são doados por ano, enquanto 85.000 pessoas estão na lista de espera, de acordo com a Rede de Procura de Transplante de Órgãos. Segundo Roy, quase 300.000 pessoas são dependentes de diálise, fazendo com que o sistema de saúde americano gaste 25 bilhões de dólares em tratamentos para doenças renais. Isso equivale a mais de 6% do orçamento, sendo que apenas 1% dos usuários do sistema de saúde americano sofram dessas enfermidades. A diálise é feita de três vezes por semana e cada sessão pode chegar a durar 5 horas. Roy afirma que esse esforço apenas da conta de executar 13% das funções de um rim e, por causa disso, a maioria dos pacientes não sobrevive por mais de cinco anos." Fonte: Revista Veja, 04/09/2010.

Flebite e Tromboflebite


A flebite é uma inflamação de uma veia. Quando a flebite está associada à formação de coágulos sanguíneos chama-se trombose, geralmente nas veias profundas das pernas, a condição médica é chamada tromboflebite. O coágulo geralmente é formado como resultado de lesão ou infecção na veia que enfraqueceu suas paredes. Tipicamente a flebite e a tromboflebite podem ocorrer nas veias das patas, há relatos de casos no ombro ou abdômen (estes dois últimos são pouco freqüentes em animais). Geralmente a tromboflebite se instala após agressão química, por injeções intravenosas, ou mecânica, por traumatismo do vaso sanguíneo. O quadro clínico dura de uma a três semanas. As complicações são raras, como trombose venosa e embolia pulmonar. A flebite causa dor, geralmente localizada, o animal pode não apoiar o membro ou até mesmo evitar andar, de acordo com a intensidade da flebite e se é em mais de um membro. A pele fica avermelhada ou arroxeada, podendo ter edema no local afetado. É comum ocorrer em animais que ficam internados ou recebendo medicação endovenosa por longo período. O diagnóstico é feito pelo exame físico. O Ecodoppler (ecografia que avalia o fluxo sanguíneo do vaso) confirma a ausência de fluxo nessa veia e auxilia no diagnóstico de trombose venosa profunda associada. O tratamento depende da extensão de veia afetada e da intensidade dos sintomas. Geralmente, utiliza-se tratamento dos sintomas com analgésicos , antiinflamatórios e calor local, com compressas úmidas mornas em flebites localizadas e superficiais. Anticoagulantes são usados somente em casos de tromboflebites superficiais extensas, com evolução para trombose venosa profunda e embolia pulmonar. Na presença destes sintomas procure um veterinário.

Anemia e Eritropoietina na IRC


Anemia é uma complicação freqüentemente encontrada nos pacientes portadores de DRC e está relacionada com a intensidade da insuficiência renal crônica. A anemia é uma grave conseqüência da insuficiência renal crônica (IRC), sendo causada principalmente pela produção renal insuficiente de eritropoetina. Provoca incapacidade física, sendo responsável pela redução da sobrevida e da qualidade de vida dos pacientes portadores de IRC. A produção de glóbulos vermelhos depende, entre outros fatores, de uma quantidade adequada de eritropoetina e da presença de um estoque de ferro no organismo. Portanto, nas situações de deficiência de ferro a reposição de ferro torna-se imperiosa. Os critérios para reposição de ferro são: saturação de transferrina < 20% e /ou ferritina sérica < 100ng/mL. O ferro pode ser reposto inicialmente por via oral, porém muitos pacientes terão que receber ferro por via endovenosa, pois o ferro por via oral pode ocasionar intolerância gástrica, principalmente em cães e nem sempre é absorvido em quantidade suficiente para repor de maneira adequada os estoques de ferro do paciente. No Brasil dispomos de uma única preparação de ferro endovenoso que é o Sacarato de Hidróxido de Ferro III. Em pacientes fazendo hemodiálise, pode ser administrado durante a sessão. A administração de ferro EV não é diária, e ainda não há um protocolo definido. Existem evidências demonstrando que o emprego de eritropoetina melhora significantemente a qualidade de vida de pacientes com doença renal crônica. O advento da eritropoetina recombinante humana (Epo) possibilitou o tratamento desta complicação da IRC, evitando o emprego de transfusões sangüíneas. No momento ainda não estão definidos os níveis de hematócrito para iniciar tratamento com eritropoetina na população de pacientes humanos. A opinião do grupo de elaboração destas diretrizes, sugerem iniciar o emprego de eritropoetina quando o hematócrito for menor que 30%, valor geralmente verificado quando a depuração de creatinina é em torno 20 ml/min. Em medicina veterinária, por não termos no Brasil a eritropoietina canina e felina, é recomendado de forma empírica baseado na prática clínica diária do Grupo Kleine, iniciar o tratamento com eritropoietina quando o hematócrito se aproxima de 20% com o intuito de retardar a formação de anticorpos antieritropoietina, uma vez que a eritropietina utilizada em veterinária não é espécie-específica. Alguns estudos verificaram que há um efeito vasoconstritor da eritropoietina (Canadian Erythropoietin Study Group. Effect of recombinant human erythropoietin therapy on blood pressure in hemodialysis patients. Am J Nephrol 11(1):23-6,1991.), desta forma recomenda-se que este tratamento seja iniciado quando o paciente apresentar pressão arterial normal, ou hipertensão em fase controlada. Referências bibliográficas: 1- Garcia DL e cols. Anemia lessens and its prevention with recombinant human erythropoietin worsens glomerular injury and hypertension in rats with reduced renal mass. Proc Natl Acad Sci USA 85(16):6142-6,1988 2- Abensur Hugo. J Bras Nefrol Volume XXVI - nº 3 - Supl. 1 - Agosto de 2004 3- Coresh J, Wei GL, MacQuillan G,Brancati FL, Levey AS,Jones C, Klag MJ: Prevalence of high blood pressure and elevated serumcreatinine level in United states: Findings from the third National Health and Nutrition Examination Survey (1988-1994). Arch Intern Med 161:1207-1216, 2001 (I).

Dor e Emergência - Artigo


Dor é uma das principais conseqüências do trauma e suas repercussões são potencialmente prejudiciais ao organismo(1-2). Embora freqüente, pouca atenção é dada ao controle álgico do traumatizado e o tema é insuficientemente conhecido(3). As razões para o inadequado controle da dor no trauma são diversas. As repercussões orgânicas do processo álgico intenso são subestimadas por médicos e enfermeiros; há grande desinformação sobre as técnicas disponíveis e sobre a farmacologia das drogas analgésicas; alega-se que as condições do local do acidente e do setor de emergência são adversas a esse tipo de tratamento e que a administração precoce de analgésicos pode mascarar indício valioso para o diagnóstico etiológico(2). Dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a uma lesão tissular real ou potencial, e descrita em termos de tal dano(4). A dor aguda está relacionada a afecções mecânicas, químicas e térmicas, como aquelas advindas de traumas, queimaduras, infecções e processos inflamatórios(1,5). A evolução natural da dor aguda é a remissão. É mais intensa no início e, à medida que ocorre a restauração tecidual, há redução da síntese de substâncias algiogênicas e diminuição da dor(5). Há especulações de que, decorrente da ativação prolongada de várias vias neuronais, a dor aguda possa se cronificar(6). A dor aguda não aliviada pode ocasionar: a elevação da pressão arterial, o aumento da freqüência cardíaca e respiratória, entre outras, que podem resultar em hipoventilação, aumento do trabalho cardíaco e diminuição da perfusão sangüínea periférica. Nos quadros hemorrágicos os estímulos nociceptivos podem agravar o choque, pelo aumento do trabalho do ventrículo esquerdo e redução da oferta de oxigênio(7). O controle da dor, além de humanitário, é vital para a assistência imediata ao acidentado, visando manter as funções fisiológicas básicas e evitar efeitos deletérios. O tratamento da dor no setor de emergência é complexo, e isso se deve a fatores como a subjetividade do fenômeno, as diferenças quanto ao sexo e raça, local, tipo e gravidade da lesão, intensidade e local de dor, e tipo e quantidade de medicamentos, entre outros. No entanto, nenhum desses fatores justifica ações negligentes(8). No setor de emergência grande parte dos atendimentos é decorrente de causas externas, constituídas por acidentes e violências, conforme classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde(CID-10)(9). Causas Externas são um problema de Saúde Pública em todo o mundo, pois são responsáveis por parte substancial da morbidade, mortalidade e incapacidades, além do considerável custo sócio-econômico(10-11). No Brasil, constituem-se na segunda causa de mortalidade geral da população, desconsideradas as causas mal definidas(12-13). Entre as dores agudas, a dor na emergência é a menos investigada em nosso meio. Tal fato é preocupante, visto o grande número de vítimas que são atendidas e permanecem diariamente nesse setor. Além disso, não existe, nos manuais de atendimento às vítimas de trauma, um capítulo dedicado ao tema dor. Em um estudo(14) analisou-se a prevalência e as características da dor em 139 vítimas de acidentes de causa externa na fase pré-hospitalar; descreveu-se os recursos humanos utilizados no socorro, os medicamentos analgésicos existentes nas viaturas e os procedimentos de analgesia implementados. Este estudo foi feito no prontosocorro do Hospital das Clínicas da FMUSP durante 12 finais de semana. Todas as vítimas de acidentes de causa externa removidas por viaturas de saúde, admitidas na sala de urgência do pronto-socorro e a equipe envolvida no resgate foram entrevistadas. Os traumatizados foram homens(77,7%) e a faixa etária predominante foi a de menor ou igual a 40 anos (69,0%). Havia queixa de dor no momento do trauma em 67 (48,2%) das vítimas e, no momento da entrevista, em 87 (62,6%) delas. Analgesia episódica ocorreu em 13,9% dos entrevistados. A dor foi avaliada como intensa por 44% das vítimas, como moderada por 21,5% e era insuportável em 19% das vezes. A média de intensidade de dor foi 6,5. Com a finalidade de avaliar o conhecimento sobre dor aguda e seu controle entre médicos e acadêmicos do 6º ano no setor de emergência, estudiosos(16) constataram que dos entrevistados,50% consideraram-se em condições de tratar a dor na maioria das ocasiões, porém, expressiva proporção de internos e residentes (40,6%) não se considerou em condições de fazê-lo. Além disso, proporção significativa dos entrevistados (52,0%), disse prescrever analgésicos apenas quando necessário e não de forma regular. Esse fato é comum e preocupante em qualquer setor hospitalar, uma vez que, para o adequado alívio e tratamento da dor, são necessárias avaliações freqüentes, realizadas por profissional capacitado e documentadas em prontuário, por parte de toda equipe multiprofissional. O estudo que analisou a dor no trauma na fase pré-hospitalar(14) e o que analisou o conhecimento de médicos e estudantes de medicina sobre controle da dor no pronto-socorro(16), mostram que também há relato de inadequado tratamento da dor na emergência em nosso meio. No presente estudo, optou-se pelos questionamentos: quais os critérios utilizados por enfermeiros e médicos para a indicação de terapêutica analgésica no trauma e qual é a ênfase conferida à analgesia no trauma. O estudo realizado pela escola de enfermagem da USP permitiu conhecer os conceitos de médicos e enfermeiros de um serviço de emergência sobre indicação e contra-indicação da analgesia no trauma, critérios para se avaliar a eficácia analgésica, e ênfase dada à analgesia no trauma. Existem divergências conceituais entre médicos e enfermeiros no que se refere às indicações analgésicas e concordância quanto as contra indicações e ao principal parâmetro para a avaliação da eficácia analgésica. Para os enfermeiros, “a presença de dor” é a principal razão de indicação analgésica, e para os médicos, “todas as situações, após a avaliação primária”. As contra-indicações “nenhuma situação”, “escore na Escala de Coma de Glasgow < 9” e “trauma crânioencefálico” foram citadas como importantes para ambas as categorias profissionais. Os enfermeiros valorizaram a possibilidade da “analgesia mascarar o quadro” clínico. “O relato de dor do paciente” foi o principal parâmetro de avaliação da eficácia analgésica para ambas as categorias profissionais. Pouca ênfase à analgesia no trauma foi observada. No entanto, médicos e enfermeiros consideram que maior atenção deve ser dada à questão. Considera-se fundamental a valorização da dor pelos profissionais que atuam no setor de emergência, contribuindo para a qualidade do atendimento nesse setor. REFERÊNCIAS (1) Clarke WC. A mensuração da dor. In: Kanner R. Segredos em clínica de dor. Porto Alegre: Artes Médicas; 1998. p. 35-50. (2) McCaffery M, Pasero C. Appropriate pain control. [letter]. Am J Nurs 2001; 101(11):13. (3) Kelly AM. A process approach to improving pain management in the emergency department: development and evaluation. J Accid Emerg Med 2001; 18(4):321-2. (4) International Association for Study of Pain (IASP). 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Importância da nutrição no tratamento de doenças


“Metade dos pacientes internados continua desnutrida. O alerta é feito por especialistas em nutrição hospitalar que lembram a importância da alimentação adequada para reduzir o tempo de internação dos doentes, diminuir os riscos de complicações clínicas, de infecções e os índices de mortalidade. Os benefícios também impactam em menores custos para o Sistema Único de saúde”. Ao investir na nutrição adequada do animal internado, se economiza em medicamentos para gastroenterite. “O Elan (Estudo Latino-Americano de Nutrição) demonstrou um cenário sombrio: 50,2% dos pacientes humanos internados apresentavam algum grau de desnutrição, sendo 11,2% de forma grave. “É uma greve de fome disfarçada e permanente, longe do olhar das pessoas, mas dentro dos nossos hospitais”, reconhece Faintuch (Nutrólogo). Estima-se que 80% dos doentes em terapia intensiva morrem por infecção e a maioria tem a desnutrição como fator coadjuvante. Pesquisas apontam que, entre outros fatores, o desconhecimento dos profissionais de saúde sobre a relevância do tema se reflete nesses índices desanimadores”. Se estes dados são elevados na medicina humana, na veterinária pode ser igual ou maior. Algumas pessoas se satisfazem em ver o animal na clínica apenas no soro, vale lembrar que apenas soro com vitamina não alimenta nenhum paciente. Se seu veterinário optar por uma dieta parenteral ou enteral para seu animal durante a internação, acredite, isso não apenas é necessário, como colabora bastante para uma recuperação mais rápida do paciente. Terapia nutricional “Evidências clínicas mostram que 100% dos casos de desnutrição hospitalar poderiam ser atenuados e de 70% a 80%, revertidos ou neutralizados. “O primeiro passo é incentivar a triagem nutricional nos hospitais”, explica o cirurgião e nutrólogo Antônio Campos, professor titular do Departamento de Cirurgia e professor adjunto do departamento de Nutrição da UFPR. “É um método simples, geralmente um questionário, que avalia as condições gerais do paciente como peso corpóreo, diagnóstico, motivo da internação, dieta alimentar e outros aspectos”, relata. Após a triagem, os pacientes com risco nutricional (desnutrição leve, moderada ou grave) são submetidos a uma avaliação mais completa com exames clínicos e laboratoriais. Estudos clínicos mostram que os pacientes graves internados perdem, em média, 20 quilos e podem chegar à caquexia, o grau mais elevado de desnutrição. No entanto, a intervenção com dietas nutricionais específicas - seja oral ou por sonda - reduz o impacto da desnutrição. “Pacientes bem nutridos respondem melhor aos tratamentos a que são submetidos e permanecem menos tempo internados”, garante Campos. Dados do Elan demonstram que a terapia nutricional é pouco indicada nos hospitais da América Latina.” “Chá com torradas” e “Frango com arroz e cenoura” A desnutrição pode ser primária ou secundária. A segunda é predominante no ambiente hospitalar, pois acontece quando o organismo está doente. Ela ocorre principalmente em pacientes com patologias crônicas como câncer, aids, doenças pulmonares e renais ou em pessoas que passaram por cirurgias e tratamentos agressivos. “Falta de apetite, reações a medicamentos, como náuseas, vômitos e alterações de paladar, dificuldade de deglutição, por exemplo, são comuns em pacientes com câncer”, conta Faintuch. “A desnutrição primária tem causas basicamente socioeconômicas, pois envolvem a dificuldade de acesso a uma dieta que garanta a ingestão diária necessária de proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e outras substâncias. “Pacientes com distúrbios alimentares, aqueles que não têm o que comer e ocasionalmente até obesos são alguns exemplos”, explica o especialista Faintuch. Esse quadro é bastante comum na população idosa que, por dificuldade de mastigar ou rejeição ao alimento, desenvolve a síndrome do chá com torradas”, consumindo alimentos pobres em vitaminas e nutrientes. A vantagem das dietas especializadas é que elas oferecerem uma mistura de nutrientes altamente específicos para a doença apresentada pelo paciente, proporcionando a recuperação mais rápida e eficiente com menores efeitos adversos.” Fazendo uma analogia entre a medicina humana e a medicina veterinária, o “chá com torradas” estaria para o “Arroz com frango e cenoura”. Há anos que clínicos prescrevem esta dieta caseira desbalanceada quando o paciente mais precisa de imunidade. Não discordo que antigamente era necessário fazer a dieta caseira em alguns casos, pois na época não existia ração terapêutica e nem dieta caseira industrializada balanceada (para os casos onde há necessidade de melhorar o apetite). Hoje temos empresas de qualidade que produzem diversos tipos de dieta. Hoje é possível encontrar no mercado o que o paciente internado precisa. Antes da internação “A Anvisa vem, periodicamente, regulamentando a atenção aos doentes que necessitam de nutrição enteral e nutrição parenteral. Essas iniciativas são de grande importância, pois beneficiam a população, conscientizando profissionais e instituições das regras e procedimentos necessários para a boa execução técnica desse tipo de nutrição. Mas de acordo com especialistas, ainda restam lacunas, principalmente em relação ao uso da nutrição oral especializada, indicada para pacientes capacitados a ingerir alimentos ou líquidos. O ideal seria que esses suplementos pudessem ser utilizados pelos pacientes com risco de desnutrição hospitalar antes mesmo da sua internação. Os médicos alegam que, em pequenos volumes, as preparações atendem de forma mais adequada às carências que os alimentos naturais não suprem. Assim, o paciente é admitido no hospital em melhores condições, expondo-se menos às complicações e hospitalizações prolongadas que caracterizam a desnutrição, explica Joel Faintuch.”. Na veterinária não é diferente, a necessidade de se adequar a dieta ao paciente doente antes, durante e depois de um determinado tratamento melhora a resposta clínica do paciente ao tratamento da doença de base de forma significativa. Texto adaptado da publicação da Redação O Estado do Paraná, outubro/2007. Foto: Arquivo Grupo Kleine (paciente internado alimentando-se através de sonda esofágica).

Células Tronco: Unidades de pesquisa com células embrionárias


A inauguração leva o Brasil ao seleto grupo de cinco países no mundo capazes de dominar e trabalhar com essa tecnologia", disse José Gomes Temporão a Isto É, na inauguração do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (Lance). Neste laboratório serão produzidas as linhagens brasileiras de células-tronco, em uma parceria entre UFRJ e USP. Ele ressaltou a importância de o laboratório de pesquisa estar em um hospital universitário. "É o que chamamos de pesquisa translacional: conhecimento aplicado na beira do leito, transformado em tecnologia prática, não conhecimento abstrato pelo conhecimento. É a garantia que temos de que o estudo vai ter utilização prática." Este grupo já é reconhecido como referência entre um dos cinco do mundo que dominam a técnica na produção de células tronco.

Problemas de coluna e articulares


Assim como humanos, os animais podem apresentar problemas de coluna e articulares. Essas alterações podem causar dor e o animal pode mancar. Ele certamente vai precisar de tratamento contínuo, uma vez que nem sempre a cirurgia é indicada. Apesar de ser um problema sério, hoje a medicina veterinária possui alta tecnologia em tratamento como a aplicação de biotecnologia de tecidos (PRP e células tronco), acupuntura, fisioterapia e em alguns casos cirurgia. Nossa clínica possui um setor de reabilitação completo, com acupuntura, fisioterapia, hidroterapia, laser e etc... Animais com sobrepeso, de patas curtas ou raças com pré-disposição (Teckel, Labrador, Rotweiller...) podem sofrer mais com problemas de coluna e articulares. - Como saber se seu animal tem algum problema de coluna e/ou articular? Os exames que diagnosticam patologias ósseas e articulares são a radiografia e a tomografia. A radiografia consegue fechar a maioria dos problemas de coluna e articulares, e para isso existem técnicas simples e contrastadas. - Quando fazer estes exames? O veterinário saberá indicar o exame na hora certa. Normalmente, a indicação ocorre quando o animal apresenta sintomas. - Quais são os sintomas de problemas de coluna e/ou articulares? Cansaço, dor, claudicação ("andar mancando"), falta de coordenação motora, dificuldade de apoio das patas, dentre outros sintomas... Até uma incontinência urinária pode ser secundário a um problema de coluna. As técnicas modernas em conjunto com o tratamento conservador ou alternativo tem nos mostrado excelentes resultados e considerável melhora clínica. O Grupo Kleine, tem como missão oferecer para seu animal o que nós temos nos melhores hospitais humanos, com alta tecnologia, equipe qualificada, bons profissionais e com a atenção e carinho que seu animal merece. Se você tem alguma dúvida, entre em contato conosco!

Colesterol alto em animais


Considerada epidêmica entre os homens, a obesidade está começando a se tornar preocupante também no reino animal, pelo menos entre os cães e gatos urbanos de estimação. Segundo relatório com mais de 400 páginas do Conselho Nacional de Pesquisa dos Estados Unidos, divulgado em 2003, um quarto dos cães e gatos do mundo ocidental carregam quilos extras. Estima-se que 40% dos cães americanos e 20% dos brasileiros estejam com sobrepeso. A obesidade animal é semelhante à humana em causas e consequências, eles também correm um risco maior de sofrer de problemas cardíacos e articulares, colesterol alto, diabetes e câncer, por exemplo. A grande diferença é que os cachorros e os bichanos não escolhem seu estilo de vida. Tornam-se sedentários e comem de maneira errada por causa de seus donos. Afirma Karina Klinger, numa pesquisa para A Folha, em outubro de 2003. Colesterol é um álcool policíclico de cadeia longa, usualmente considerado um esteroide, encontrado nas membranas celulares e transportado no plasma sanguíneo de todos os animais. É um componente essencial das membranas celulares dos mamíferos. O colesterol é o principal esterol sintetizado pelos animais, mas pequenas quantidades são também sintetizadas por outros eucariotas, como plantas e fungos. Não existe colesterol em nenhum produto de origem vegetal. Plantas apresentam um produto similar chamado de estigmaesterol, que não é absorvido pelo corpo humano. A maior parte do colesterol presente no corpo é sintetizada pelo próprio organismo, sendo apenas uma pequena parte adquirida pela dieta. Portanto, ao contrário de como se pensava antigamente, o nível de colesterol no sangue não aumenta se se aumentar a quantidade de colesterol na dieta. O colesterol é mais abundante nos tecidos que mais sintetizam ou têm membranas densamente agrupadas em maior número, como o fígado, medula espinhal, cérebro e placas ateromatosas (nas artérias). O colesterol tem um papel central em muitos processos bioquímicos, mas é mais conhecido pela associação existente entre doenças cardiovasculares e as diversas lipoproteínas que o transportam, e os altos níveis de colesterol no sangue (hipercolesterolemia). O colesterol é insolúvel em água e, consequentemente, insolúvel no sangue. Para ser transportado através da corrente sanguínea ele liga-se a diversos tipos de lipoproteínas, partículas esféricas que tem sua superfície exterior composta principalmente por proteínas hidrossolúveis. Existem vários tipos de lipoproteínas, e elas são classificadas de acordo com a sua densidade. As duas principais lipoproteínas usadas para diagnóstico dos níveis de colesterol são: * lipoproteínas de baixa densidade (Low Density Lipoproteins ou LDL): acredita-se que são a classe maléfica ao ser humano, por serem capazes de transportar o colesterol do fígado até as células de vários outros tecidos. Nos últimos anos, o termo (de certa forma impreciso) "colesterol ruim" ou "colesterol mau" tem sido usado para referir ao LDL que, de acordo com a hipótese de Rudolf Virchow, acredita-se ter ações danosas (formação de placas arteroscleróticas nos vasos sanguíneos). * lipoproteínas de alta densidade (High Density Lipoproteins ou HDL): acredita-se que são capazes de absorver os cristais de colesterol, que começam a ser depositados nas paredes arteriais/veias (retardando o processo arterosclerótico). Tem sido usado o termo "colesterol bom" para referir ao HDL, que se acredita que tem ações benéficas. O colesterol é necessário para construir e manter as membranas celulares; regula a fluidez da membrana em diversas faixas de temperatura. O grupo hidroxil presente no colesterol interage com as cabeças fosfato da membrana celular, enquanto a maior parte dos esteróides e da cadeia de hidrocarbonetos estão mergulhados no interior da membrana. Algumas pesquisas recentes indicam que o colesterol pode atuar como um antioxidante.[2] O colesterol também ajuda na fabricação da bílis (que é armazenada na vesícula biliar e ajuda a digerir gorduras), e também é importante para o metabolismo das vitaminas lipossolúveis, incluindo as vitaminas A, D, E e K. Ele é o principal precursor para a síntese de vitamina D e de vários hormônios esteróides (que incluem o cortisol e a aldosterona nas glândulas supra-renais, e os hormônios sexuais progesterona, os diversos estrógenos, testosterona e derivados). Recentemente, o colesterol também tem sido relacionado a processos de sinalização celular, pela hipótese seria um dos componentes das chamadas "jangadas lipídicas" na membrana plasmática. Também reduz a permeabilidade da membrana plasmática aos íons de hidrogênio e sódio. Referências Bibliográficas: 1. ↑ a b Safety (MSDS) data for cholesterol. Página visitada em 2007-10-20. 2. ↑ Smith LL. Another cholesterol hypothesis: cholesterol as antioxidant. Free Radic Biol Med 1991;11:47-61. PMID 1937129. 3. ↑ Haines, TH. Do sterols reduce proton and sodium leaks through lipid bilayers? Prog Lipid Res 2001:40:299 – 324. PMID 11412894. 4. ↑ a b Anderson RG. (2003). "Joe Goldstein and Mike Brown: from cholesterol homeostasis to new paradigms in membrane biology.". Trends Cell Biol 13: 534 – 9. PMID 14507481. 5. ↑ Ockene IS, Chiriboga DE, Stanek EJ 3rd, Harmatz MG, Nicolosi R, Saperia G, Well AD, Freedson P, Merriam PA, Reed G, Ma Y, Matthews CE, Hebert JR. (2004). "Seasonal variation in serum cholesterol levels: treatment implications and possible mechanisms.". Arch Intern Med 164: 863 – 70. PMID 15111372. 6. ↑ "About cholesterol" - American Heart Association. 7. ↑ Nutrition and Your Health: Dietary Guidelines for Americans. Table E-18. Dietary Sources of Cholesterol Listed in Decreasing Order. 8. ↑ Ostlund RE, Racette, SB, and Stenson WF (2003). "Inhibition of cholesterol absorption by phytosterol-replete wheat germ compared with phytosterol-depleted wheat germ". Am J Clin Nutr 77 (6): 1385-1589. PMID 12791614.

Plasma Rico em Plaquetas


Neste texto, irei ressaltar a importância, a eficácia e a que se propõe o tratamento com Plasma Rico em Plaquetas (PRP), utilizando artigos científicos e referências bibliográficas que confirmam a utilidade e segurança deste tratamento moderno. Em nossa clínica Grupo Kleine-RJ, utilizamos o PRP como tratamento para diversas doenças, entre elas: insuficiência renal, artrites, artroses, alergias, problemas de pele, feridas, baixa imunidade e fraturas. Algumas aplicações tiveram excelentes resultados, sem que o mecanismo de ação seja 100% conhecido, como foi um caso de uma cadela com doença autoimune. Apesar de ser uma técnica utilizada há mais de duas décadas, este tratamento é moderno porque durante anos ele ficou em fase experimental. A cada dia é descoberta uma nova indicação para este tratamento, que dentre tantas funções tem o objetivo de regeneração do tecido, fator de crescimento para cicatrização óssea, ação antiinflamatória, etc. "Verdades e mentiras sobre Plasma Rico em Plaquetas (PRP) O PRP (Plasma Rico em Plaquetas) é um novo procedimento, baseado numa idéia revolucionária: injetar nas lesões dos atletas e pacientes em geral uma concentração de células reparadoras do seu próprio sangue. Este concentrado, que é formado principalmente de plaquetas (daí o nome: plasma rico em plaquetas), contém substâncias que ajudam a reparar tecidos, os fatores de regeneração tecidual, nossos fatores de cicatrização e crescimento celular. Logo, o tratamento que era chamado fator de crescimento (hoje renomeado por levar a entender e confundir com GH- hormônio de crescimento que é doping e proibido para utilização na melhora do desempenho em atletas) foi difundido para tantos usos e tratamentos como se fosse a saída para todas as lesões. As injeções podem ter efeitos variáveis sobre as diferentes lesões nos corpo, sobre as diferentes características físicas e clínicas de cada ser humano, não podendo assim ser banalizada e indicada sem critério. Além disso, existem várias técnicas que fazem as aplicações serem mais ou menos eficazes dependendo do kit e da empresa utilizada." Afirma Dra. Ana Paula Simões, médica ortopedista e médica da seleção brasileira de futebol feminino categoria sub 20. "O Tratamento com Plasma Rico em Plaquetas é seguro? Por mais de 20 anos a terapia com uso de plaquetas vem sendo utilizada no mundo por várias áreas da medicina incluindo: cirurgia cardíaca, ortopedia, medicina esportiva, neurocirurgia e área de cosmética, entre outras. Muitos dentistas também utilizam esta técnica em implantes de ortodontia. Atualmente, o uso do PRP tem sido bem estudado pela literatura médica, e se mostrou seguro desde que utilizado por médico capacitado, com conhecimento na área, utilizando o material adequado. Como qualquer outro tipo de infiltração que é feita no organismo, apresenta um risco mínimo de contaminação, que é evitado seguindo-se os princípios básicos de antissepsia." Afirma Dr. Flavio Freire, médico e professor titular de Fisioterapia e do curso de Tecnologia em Radiologia da Universidade da Amazônia, e também da Faculdade Integrada dos Tapajós (FIT - Santarém). Referências de literatura: 1. Peerbooms JC et al. Positive Effect of an Autologous Platelet Concentrate in Lateral Epicondylitis in a Double-Blind Randomized Controlled Trial: Platelet-Rich Plasma Versus Corticosteroid Injection With a 1-Year Follow-up Am J Sports Med 2010 38: 255 2. Lopez-Vidriero, E. et al. The Use of Platelet-Rich Plasma in Arthroscopy and Sports Medicine: Optimizing the Healing Environment. Arthroscopy 26(2), 2010 ..

Resistência aos Antibióticos


É essencial utilizar os antibióticos com prudência "A capacidade dos antibióticos em curar doenças infecciosas anteriormente fatais contribuiu para a ideia de que se trata de "remédios milagrosos" com "poderes" que excedem amplamente os que podem ser atribuídos às suas propriedades farmacológicas reais. Em muitos países europeus, os antibióticos são a segunda classe de medicamentos mais utilizada a seguir aos simples analgésicos. Infelizmente, começamos agora a pagar um preço demasiado alto por esta utilização dos antibióticos. O seu uso excessivo, e em muitos casos inadequado, na medicina humana e veterinária e na agricultura contribuiu para o aumento rápido da prevalência de microrganismos resistentes aos medicamentos. De facto, muitos dos antigos antibióticos tornaram-se seja ineficazes seja menos fiáveis do que antes. Por exemplo, a resistência à penicilina – o anterior tratamento preferido nas infecções provocadas pelo Staphylococcus aureus – está agora banalizado em muitos países. A resistência aos antibióticos resulta da transferência de traços genéticos de resistência entre as bactérias da mesma ou de diferentes espécies. Em geral, quanto mais for utilizado um antibiótico específico, maior é o risco de emergência e propagação da resistência contra ele, tornando assim o medicamento cada vez mais inútil. Para evitar essa resistência, foram desenvolvidos novos antibióticos com propriedades químicas semelhantes, mas não idênticas, que se mantiveram eficazes enquanto não emergiu e se propagou a resistência também a estes novos medicamentos. A consequência mais grave é o aparecimento de novas estirpes bacterianas resistentes a vários antibióticos ao mesmo tempo. As infecções causadas por esses patogéneos resistentes aos multimedicamentos constituem um desafio especial de que resulta um aumento de complicações clínicas e o risco de doenças graves que outrora podiam ser tratadas com sucesso, hospitalizações mais longas e custos significativamente mais elevados para a sociedade. O pior cenário, que infelizmente não é improvável, é que os patogéneos perigosos acabem por ganhar resistência a todos os antibióticos anteriormente eficazes, levando assim a um aumento incontrolado de epidemias causadas por doenças bacterianas que não poderão ser tratadas. É inevitável a necessidade do desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento eficaz de infecções bacterianas agressivas. Do mesmo modo, é inevitável que sobretudo estes novos medicamentos, mas também os antigos, sejam utilizados mais restritivamente e só por razões clínicas sólidas. Além disso, muitos antibióticos são compostos químicos estáveis que não se desagregam no corpo e continuam activos muito tempo depois de terem sido expelidos. Presentemente, os antibióticos dão um contributo considerável ao problema cada vez maior das substâncias médicas activas que circulam no ambiente."(http://ec.europa.eu) "A resistência microbiana aos antibióticos vem aumentando rapidamente em todo o mundo, e, em particular, no ambiente hospitalar. Para mudar esse quadro, a Anvisa, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e com a Coordenação-Geral de Laboratórios em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância em Saúde (CGLAB/SVS/MS), está implantando a Rede de Monitoramento e Controle da Resistência Microbiana em Serviços de Saúde – Rede RM." (ANVISA PUBLICA, Brasília, 22 de julho de 2005). "Quando uma bactéria é susceptível a determinado antibiótico é destruída por acção do mesmo, no entanto permanecem as bactérias resistentes, então as únicas a proliferar. Assim, estas bactérias resistentes permanecerão no local de infecção e tornam-se predominantes após ação sucessiva de antibiótico (pressão de seleção). O principal factor favorecedor da resistência aos antibióticos, e que se relaciona diretamente com os nossos hábitos terapêuticos, do qual temos que tomar consciência, é a pressão de seleção exercida pelo uso intensivo, muitas vezes excessivo, da antibioterapia. Os antibióticos, por vezes, são vendidos sem prescrição médica e, frequentemente, os doentes tomam antibióticos desnecessariamente, nomeadamente para tratamento de doenças virais (gripe). O perigo da utilização intensiva de antibióticos ultrapassa, muitas vezes, o domínio médico, pois estes são também largamente utilizados na criação de gado, piscicultura, indústria alimentar, etc." (Instituto Nacional de Saúde, Portugal). Tem sido cada vez mais frequente a presença de animais com infecções crônicas e resistentes a muitos antibióticos. Nestes casos a hemocultura é fundamental. E o acompanhamento com hemograma também. Sempre que uma doença leva mais tempo para ser curada, vários orgãos ficam sobrecarregados e podem levar a uma doença secundária, como insuficiência renal e até hepatopatias,dentre outras.

Cuidados Básicos com Cães e Gatos


Não negligencie a rotina de cuidados com as patas dos cães, elas são suscetíveis a picadas ou machucados causados por vidros ou por outros objetos afiados, bem como arranhões e esfolamentos causados por calçadas de cimento e cascalho. Examine bem o seu cão de tempos em tempos para ter certeza de que ele não pegou nenhum grude de rabo-de-raposa (tipo de capim) ou videira. Se carrapichos ficarem grudados na pata, remova-os com tesouras. Limpe os pequenos cortes e passe pomada ou creme antibiótico. Busque tratamento veterinário para cortes mais sérios. Pequenos cortes ou doenças de pele podem causar infecção nas glândulas sudoríparas entre os dedos, um problema comum em bull terriers, dobermans e pequineses. Mergulhar os pés sofridos em um escalda-pés com água morna e sal aliviará a dor. Uma infecção mais grave ou persistente precisa de cuidados veterinários, antibióticos ou outro tratamento reforçado. Se o seu cão pisar em algo grudento, amacie colocando margarina, manteiga de amendoim ou banha nos pés. Então, tire o objeto aos poucos. Coloque gelo no chiclete para fazê-lo ficar frágil e fácil de remover. Você também pode tentar mergulhar o pé em uma mistura de água morna com sal e azeite ou óleo mineral. Cortar as unhas de um cão exige prática e perseverança. Manter as unhas de seu cãozinho propriamente cortadas significa menos estragos no seu carpete e pisos, além de uma menor chance de dor por causa de unhas agarradas, quebradas ou encravadas. Quanto mais cedo você começar a acostumar seu cão a ter as unhas cortadas, mais fácil será ao longo da vida, especialmente se seu cão ainda é um filhote. Use cortadores de unha especialmente feitos para cães. Para melhores resultados, espere que ele esteja relaxado ou adormecido. Corte onde as unhas curvam, do outro lado da área sensível e rosada conhecida como sabugo. É fácil evitar esse lugar se as unhas de seu cão são claras, mas unhas escuras necessitam de mais precisão. Se você cortar muito a unha e atingir o sabugo, use um bastão ou pó adstringente para fazer parar o sangramento. Mergulhar a unha no amido de milho também ajuda a estancar, ou então, mantenha uma barra de sabão próxima quando você estiver cortando as unhas de seu cão. Se você atingir o sabugo, apenas esfregue a unha pela barra de sabão para parar de sangrar. Corte as unhas de seu cão a cada duas semanas ou quando necessário. Elas precisam ser cortadas se tocam o chão quando o cão está parado em uma superfície rígida ou se fazem barulho de cliques quando ele anda. Fontes: Sobraci, Nov. 2008; Dr. William Fortney; Goretti Queiroz, Fev. 2010.

Dermatites


Infecções bacterianas da pele (piodermatites) Causas - Estafilococos são organismos comuns encontrados em doenças de pele bacterianas (piodermites) em cães. Não são contagiosas aos seres humanos ou outros animais de estimação. Comumente causa coceira, pústulas amarelas são freqüentemente observados no início da doença, e a pele do cão pode ficar avermelhada e ulcerada. Áreas secas, crostas aparecem como os avanços desta condição, junto com a perda de pêlos nas áreas afetadas (lesões) e um odor ruim. Todas as áreas do corpo de um cão podem estar envolvidos. Os cães obesos e cães da raça pug de nariz são freqüentemente acometidas por piodermite em dobras da pele em seu rosto, lábios e da vulva. Outras áreas onde podem aparecer: entre os dedos e os calos dos cotovelos, que acomete principalmente a região abdominal em filhotes. Diagnóstico - Esta é geralmente feita a partir da anamnese e aspecto e localização das lesões. Em alguns casos, pode ser necessário a cultura da pele (crescimento das bactérias) e realizar testes de sensibilidade para determinar qual antibiótico será eficaz no tratamento. A maioria das infecções bacterianas da pele em cães são secundárias a outras doenças, como parasitismo, alergias, endócrinas (hormonais) distúrbios ou anomalias no sistema imunológico. Portanto, nos casos recorrentes, é importante investigar as causas subjacentes. Pode ser necessário fazer exames de sangue, testes de alergia ou biópsias de pele para obter um diagnóstico completo. Tratamento - Tratamentos iniciais podem implicar na remoção do pêlo e em torno da lesão, a lavagem de todo o cão com xampus de antibióticos, tais como peróxido de benzoíla, o cuidado de secagem ea aplicação de uma pomada antibiótica a lesões locais, na maioria dos casos, os antibióticos também será administrada por via oral por 3-4 semanas. Pode ser necessário continuar os tratamentos, como o xampu anti-séptico, pomada antibiótica e aplicações dar antibióticos por via oral, em casa. Enquanto a maioria dos casos respondem ao tratamento, recidivas da piodermite são comuns, particularmente se as recomendações de tratamento e acompanhamento de visitas ao veterinário são negligenciadas. Infecções fúngicas da pele (micose) Causa - As infecções fúngicas da pele de cães são causadas principalmente a duas espécies de fungos: Microsporum e Trichophyton. As doenças de pele decorrentes desses fungos são comumente chamados de "micose". Micose é mais comumente visto em cães jovens. Os fungos vivem em tecidos mortos da pele, cabelos e unhas. A perda de cabelo, geralmente em manchas circulares, podem aparecer. Se infectados, o centro das manchas podem ter uma crosta, aparência seca. A cabeça e os pés são geralmente mais afectadas pela micose, embora a doença pode se espalhar por outras partes do corpo do cão se não for tratada. Diagnóstico - A aparência das lesões, a história do seu desenvolvimento e da idade do cão são úteis no diagnóstico de micose. O teste da lâmpada de Wood é uma (ultravioleta) pode ser usado para ajudar a diagnosticar as espécies Microsporum. Um diagnóstico definitivo pode ser obtido através de uma cultura de fungos - crescem os fungos encontrados nos pêlos afetados. Tratamento - O pêlo ao redor da lesão é cortado, e shampoos especiais fungicidas ou lavagens são usados ​​para o banho ao cão. Loção tópica ou sistêmicas devem ser administradas. Aspectos de Saúde Pública da micose - Micose é contagiosa para os humanos, especialmente às crianças e outros animais domésticos. Os adultos devem ter o cuidado de lavar bem as mãos após manusear um cão infectado. Se tratada precocemente, micose é facilmente controlados em humanos. Existem outros tipos de doença de pele em animais, como as doenças alérgicas, parasitárias e hormonais. Para cada origem da doença, há um tratamento diferente. Não medique seu animal por conta própria, leve a um veterinário, o problema em fase inicial pode ser resolvido rapidamente. Texto adaptado: Animal Columbia Hospital-EUA

Odontologia Veterinária


Assistência odontológica para cães e gatos é uma das áreas mais comumente negligenciadas de cuidados de saúde para animais de estimação. De fato, um estudo recente mostrou que AAHA cerca de dois terços dos proprietários de animais não oferecem o atendimento odontológico que é recomendado pelos veterinários como essenciais. Além disso, a American Veterinary Dental Society avaliaram que que 80 por cento dos cães e 70 por cento dos gatos apresentam sinais de doença oral a partir três anos de idade. A doença dental não afeta apenas a boca. Ela pode levar a problemas de saúde mais graves, incluindo pulmão, coração e doença renal, o que torna ainda mais importante que você forneça atendimento odontológico adequado desde o início de vida. Doença Periodontal A doença periodontal é uma infecção do tecido ao redor dos dentes que progride em estágios progressivos. Ele começa como uma placa bacteriana. As bactérias unem aos dentes. Quando as bactérias morrem, pode ser calcificada. Isso forma uma substância dura, áspera chamado tártaro ou cálculo que permite acumular mais placa bacteriana. Inicialmente, a placa é macia e escovar ou mastigar alimentos mais duros e brinquedos pode desalojá-lo. Se deixou de espalhar, a placa bacteriana pode levar à gengivite, uma inflamação da gengiva, fazendo com que elas se tornam vermelhas e inchadas e sangram facilmente. Como desenvolver a placa e cálculo abaixo da linha da gengiva, a limpeza profissional será necessária. Se o acúmulo de placa bacteriana e tártaro continua sem controle, a infecção pode formar em torno da raiz do dente. Nos estágios finais da doença periodontal, os tecidos ao redor do dente são destruídas, e o dente em corrói podendo ficar solto. Este é um processo muito doloroso para o seu amigo de quatro patas, mas esses problemas podem ser evitados antes mesmo de começar. Assistência Odontológica na Prática Veterinária Há dois componentes críticos de cuidados veterinários seu animal de estimação odontológico: exames orais e limpezas dentais. Atendimento odontológico veterinário começa quando filhotes. AAHA recomenda que os veterinários avaliem cães e gatos para problemas relacionados adentes de leite, dentes ausentes ou extra, inchaços e orais para o desenvolvimento. Os veterinários podem realizar um exame de base oral em pacientes que estão espertos. No entanto, um anestésico de curta duração é necessária, a fim de proporcionar uma análise completa e profunda, assim como limpezas dentais. O AAHA Diretrizes para Assistência Odontológica recomenda exames orais e limpezas dentais, sob anestesia geral, para todos os cães e gatos adultos. AAHA recomenda esses procedimentos pelo menos anualmente, a partir de um ano de idade para gatos e cães de raças pequenas, e em dois anos de idade para cães de raças grandes. As novas orientações recomendam-se: Avaliação do perfil renal e hepática (exame de sangue), hemograma, ECG e senecessário, raio X. Durante a anestesia, a monitorização e registro dos sinais vitais do seu animal (tais como a temperatura corporal, freqüência cardíaca e respiração, bem como outros fatores importantes). Isso ajuda a garantir a segurança do seu animal de estimação quando submetidos à anestesia. Flúor / selantes - A aplicação de uma substância anti-placa, como um tratamento de flúor e / ou um selante de barreira também é aconselhado. Isso pode ajudar a fortalecer e dessensibilizar os dentes, bem como diminuir a placa futuro. AAHA- Ondotologic Assistence-EUA HealthyPet.com Cornell Feline Health Center Existem hoje no mercado produtos que colaboram na prevenção de tártaro, seja em gotas (colocadas na água do animal), seja em forma de biscoito ou pasta de dente e escova.

Geriatria em animais


A idade vai avançando e continuamos achando que nossos pets são bebês. Este pensamento pode ser até um pouco perigoso. Idosos requerem cuidados especiais. Ocorrem algumas mudanças no passar dos anos do animal e devemos respeitá-las. Aquele cão saltitante e brincalhão pode ficar mais quieto, sonolento e andando mais devagar. O "Bebê" da casa na verdade é um senhor de idade. Os passeios devem ser mais curtos, mais devagar, com temperatura ambiente agradável e etc... A dieta poderá mudar e seu animal também muda fisicamente. Algumas doenças podem aparecer com a idade, assim como acontece em humanos. Saber lidar com a doença é fundamental e relativamente tranquilo, desde que você tenha um veterinário de confiança. A realização de check up pode aumentar muito a qualidade e tempo de vida do seu animal. Quanto mais cedo intervirmos numa alteração maior a chance de resolver o problema. Descobrir doenças precocemente nos dá a possibilidade de tratar preventivamente. A medicina preventiva é a melhor opção para quem deseja ter um animal saudável e com vida longa. Não se preocupe com mudança comportamental, na idade avançada o animal fica mais sonolento, pouco ativo, pode apresentar apetite caprichoso e dificuldade locomotora em alguns casos, isso tudo será uma adaptação gradativa do dono em relação ao seu animal. Geralmente o profissional que cuida da geriatria é o cardiologista, mas muitos clínicos hoje em dia também tem se dedicado a estes pacientes. Mudança na dieta pode ser necessário. Assim como a realização de alguns exames semestralmente (ou de acordo com cada caso). Algumas alterações no animal são compatíveis com a idade e não chegam a ser doenças, o manejo adequado orientado pelo veterinário pode resolver eventuais irregularidades. Outras alterações podem ser doenças frequentes em idosos, como artrose e cardiopatia, nestes casos a doença de base deve ser tratada. Dicas para um idoso saudável: Consulta geriátrica semestral, Manutenção do peso ideal, dieta para idosos (geralmente hipocalóricas e hipoproteicas em relação as rações comuns),prevenção de problemas renais, articulares, cardiovasculares e digestivas. Se necessário suplementação com vitaminas. Para maiores informações, entre contato conosco.

Intoxicação: Primeiros Socorros


Guia de Primeiros Socorros-intoxicação em cães e gatos? Não é raro um animal, cão ou gato, ingerir um produto que possa lhe causar intoxicação. A maioria dos princípios tóxicos causa vômitos, diarréia, dilatação ou contração das pupilas, apatia e, em casos mais graves, convulsões ou outros sinais neurológicos (incoordenação, mudança de comportamento, etc.). A intoxicação pode ocorrer também se o tóxico for absorvido pela pele. Assim, cães e gatos com ferimentos não devem receber tratamento antipulgas, carrapaticida ou acaricida (contra sarna), usando produtos inseticidas. Não deixe que o animal lamba a espuma ou a água durante o banho com esse tipo de produto. É importante socorrer o animal imediatamente, caso se tenha observado a ingestão de um tóxico, ou quando do aparecimento de sinais clínicos que nos levem a suspeitar de intoxicação (p.ex., se houve um banho antipulgas ou carrapaticida recente, dedetização na casa ou uso de inseticida doméstico, tintas, etc.). A indução do vômito, logo após a ingestão de produtos como inseticidas, raticidas ou plantas tóxicas é uma medida eficaz para ajudar a eliminar o veneno. Isso pode ser conseguido administrando ao animal por via oral, 5 a 10 ml de água oxigenada (3%) ou água morna com sal em intervalos de 5 ou 10 minutos. No entanto, nem sempre a indução do vômito é recomendada, como no caso de ingestão de substâncias extremamente irritantes ou cáusticas (produtos de limpeza, alvejantes, sabão em pó, etc.). Nesses casos, recorre-se à lavagem gástrica, feita na clínica veterinária. Uma outra medida eficaz nas intoxicações é impedir que o tóxico seja absorvido pelo organismo. Para isso, faz-se uso de substâncias como o carvão ativado, misturado à água do animal. Ele se "ligará" ao veneno, impedindo que o mesmo seja absorvido. Mas essa medida só tem efeito que realizada logo após à ingestão do tóxico. O uso de diuréticos ajuda a eliminar substâncias tóxicas já absorvidas pelo organismo. Sempre que possível, levar a embalagem do produto que, suspeita-se, tenha intoxicado o animal. Existem várias substâncias que causam sintomas semelhantes. O veterinário, conhecendo o princípio tóxico, poderá instituir um tratamento adequado. Nunca tente tratar um animal intoxicado por conta própria ou demore para levá-lo ao veterinário. Você pode induzir o vômito caso tenha presenciado a ingestão (exceto em caso de substâncias irritantes ou cáusticas), mas leve-o à clínica, logo em seguida, para que o animal seja avaliado e fique em observação. Em caso de suspeita de crime (tentativa de envenenamento), urina, vômito, excreções e sangue, devem ser colhidos para análise. Se houver morte do animal, fragmentos de órgãos como rim e fígado devem ser coletados e congelados para análise. A perícia, feita por um veterinário capacitado, necessitará desses elementos para emitir um laudo e concluir se houve crime. Substâncias que comumente causam intoxicação em animais domésticos se ingeridos ou absorvidos pela pele lesada: inseticidas domésticos, carrapaticidas, produtos contra sarna, pós antipulgas, veneno contra ratos ou formigas, inseticidas para plantas, plantas tóxicas e produtos de limpeza. Texto de Silvia C. Parisi Médica Veterinária Lembre-se que NÃO SE DEVE TRATAR O ANIMAL EM CASA! Intoxicação é caso de internação urgente. As Dicas acima só devem ser realizadas por pessoas treinadas, ou enquanto a pessoa não chega no veterinário ou em casos onde há longa distância para chegar na clínica veterinária.

Obesidade e Problemas Respiratórios


A obesidade é amplamente reconhecido como a mais prevalente doença da nutrição em cães, a incidência é de 21,4% para 28,0%. O estudo revelou uma variedade de efeitos deletérios da obesidade em cães, incluindo aumento na incidência de doenças ortopédicas e o risco de morte como resultado de pancreatite. Cães de todas as raças podem se tornar obesos, mas existe a impressão clínica de que algumas raças são menos predispostas. Ex:Retriever tem alta incidência. A obesidade também é comum em humanos, a incidência tem aumentado dramaticamente nos últimos 20 anos. Ela aumenta o risco de morte por todas as causas, é ligado a um risco aumentado de desenvolvimento de hipertensão e diabetes mellitus tipo 2. Traz também alterações cardiovasculares e pulmonares. Nos cães, a obesidade parece causar limitação do fluxo aéreo, alteração durante a fase expiratória da respiração, mas isso só foi evidente durante a hiperpnéia. Isto sugere que a limitação do fluxo é dinâmico. Mais estudos são necessários para localizar o fluxo limitado e entender se a obesidade está ligada à intolerância ao exercício e entender a disfunção das vias aéreas. Fonte: Jonathan F. Bach, Elizabeth A. Rozanski, Bedenice Daniela, Daniel Chan L., Lisa M. Freeman, Jennifer Lofgren LS, Trisha J. Oura André, M. Hoffman Am J Vet Res 2007;68:670-675. Am J Vet Res 2007; 68:670-675. June 2007. Junho de 2007. Por estes e outros motivos, nós veterinários, sempre recomendamos uma dieta balanceada com ração de boa qualidade. Evitar "guloseimas" desde filhote também é importante. O cão acima do peso não é saudável. Observe seu cão de cima para baixo, se ele tiver uma "cintura", ou leve curva após a última costela, ele provavelmente está com o peso normal. Mas se ele não apresentar visualmente a marca das últimas costelas e tiver "arredondado", leve ao veterinário para pesar.

Novidade: Foi desenvolvida uma vacina para pessoas alérgicas a gatos.


Pesquisadores da Universidade McMaster desenvolveram uma vacina que tratou com sucesso pessoas com alergia a gatos. Geralmente, os tipos da alergia freqüentes têm sido considerados a forma mais eficaz para trazer alívio - que não se livrar do animal de estimação da família - para a população alérgica a gatos. A alergia agora pode ser evitada graças ao trabalho do imunologista Mark Larche, professor do Michael G. DeGroote da Escola de Medicina e Presidente de Pesquisa do Canadá em Alergia e Tolerância Imunológica . Com base na investigação que ele conduziu durante os últimos 10 anos no Canadá e na Grã-Bretanha, Larche e sua equipe desenvolveram uma vacina que seja eficaz, seguro e com quase nenhum efeito colateral. A pesquisa foi publicada em uma edição de janeiro 2011 do Journal of Allergy & Clinical Immunology. Os pesquisadores fizeram uma proteína (molécula) que os gatos segregam em sua pele que provoca a maioria dos problemas alérgicos. Usando amostras de sangue de 100 voluntários paciente alérgico a gatos, que desconstruiu a molécula e identificou regiões curtas dentro da proteína, que ativam as células T (células T helper que combatem as infecções) no sistema imunológico. Usando o código de aminoácidos da proteína total, os pesquisadores fizeram versões sintéticas dessas regiões. Para a vacina contra alergia a gatos, eles encontraram sete peptídeos (cadeias de aminoácidos). "E os peptídeos sintéticos são o que se misturam para fazer a vacina", disse Larche ”. Inicialmente, 4-8 doses por ano, podem ser necessárias, Larche disse. O desenvolvimento de uma vacina para tratar as pessoas alérgicas a gatos é o primeiro de uma linha de vacinas desenvolvidas com Adiga Life Sciences, uma empresa estabelecida na McMaster em 2008. Referências: engineering.curiouscatblog.net e Journal of Allergy & Clinical Immunology, vol 01/2011.

Por que não se corta cauda de gato e pode se cortar a do cão?


No aspecto estético algumas raças de cães foram padrozinadas com corte de cauda e/ou de orelha com intuito de aperfeiçoar esteticamente a raça. Hoje em dia, em muitos países esta prática é proibida. E hoje em dia já é frequente encontrar poodle, boxer e outros com cauda, dogue alemão sem orelha cortada e etc... Particularmente, eu, Karine Kleine, prefiro os animais sem plástica, pois a natureza é perfeita e se eles nasceram assim, é porque há algum motivo, exceto em casos de mutação genética, onde os animais já nascem sem a cauda por exemplo. A cauda tem várias funções no cão, ajuda no equilibrio (com menos importância que o gato, uma vez que seu corpo é bem maior que a cauda, e algumas caudas são enroladas, como as do pug), também é uma forma de comunicação (dependendo do do estado emocional podem abanar mais rápido, ou ficam para baixo com medo e eretas quando em estado alerta) e outra função é proteger o ânus (será que as enterites crônicas comuns em Rotweiller podem estar relacionadas a falta de proteção? Apenas uma pergunta sem nenhuma conotação científica. Já em gatos, com exceção da raça Manx (que nasce sem cauda), a cauda ajuda no equilibrio do animal, uma vez que seu corpo é pequeno, principalmente quando estão pulando. Por isso a cauda do gato é proporcionalmente maior que a do cão quando comparamos o tamanho da cauda em relação ao corpo do animal. Geralmente os animais com cauda mais longa tem melhor equilibrio.

Cardiomiopatia


Existem dois tipos de insuficiência cardíaca causadas por alteração no músculo cardíaco. A cardiomiopatia por hipertrofia (CMH) das paredes das câmaras do coração (levando a uma diminuição na eficiência de bombeamento sanguíneo)que é mais comum em felinos. E a outra cardiomiopatia por dilatação, onde as câmaras do coração se dilatam e os músculos que formam as paredes do coração ficam mais finos, esta é a chamada cardiomiopatia dilatada (CMD). Este é um dos tipos de cardiopatia que leva à insuficiência cardíaca congestiva (ICC) em nos animais. A medida que envelhecem as válvulas que controlam o fluxo de sangue dentro do coração podem perder um pouco de sua função, seja por afastamento dos folhetos valvares, ou por espessamento desta. Geralmente, nas raças mais pré-dispostas, tais alterações só aparecem após cinco anos de idade. Raças de grande porte são mais propensas a desenvolverem a CMD. Porém o Cocker pode apresentar esta alteração. Toda patologia cardíaca que leva a dilatação das cavidades cardíacas podem apresentar arritmia cardíaca. À medida que o coração não amplia da forma correta, o lado esquerdo perde a capacidade de contração adequada, com pouca força para bombear o sangue através dos vasos sanguíneos para o corpo. Quando isso ocorre, o sangue começa a causar um "congestionamento" no lado direito do coração, que fornece sangue para os pulmões para oxigenação e recebe sangue do tórax e abdome. O coração dilatado tenta compensar estas mudanças mas, a longo prazo, o organismo não pode mais realizar esta atividade e o paciente descompensa, iniciando os primeiros sintomas clínicos. Esta fase da doença é chamada de insuficiência cardíaca congestiva. Na insuficiência cardíaca congestiva, o coração já não é capaz de fornecer sangue com oxigênio suficiente para suprir as necessidades do corpo. Vários hormônios são liberados por vários órgãos na tentativa de corrigir o problema. Durante vários meses, essas respostas compensatórias tentam ajudar a situação. No entanto, o aumento da retenção de líquidos por liberação de certas substâncias se torna prejudicial. Podendo causar aumento de engasgos e tosse, intolerância ao exercício, diminuição do apetite, edema pulmonar, ascite e em casos avançados convulsão. Como a cardiomiopatia é diagnosticada? A insuficiência cardíaca é frequentemente suspeitada a partir dos resultados do exame físico, percebendo presença de sopro cardíaco à ausculta, pulso forte ou fraco, presença ou não de ruído pulmonar, reflexo positivo à estimulação da traquéia e histórico do paciente. Para confirmar a suspeita, o Doppler ecocardiograma, eletrocardiograma e radiografias de tórax, são os exames recomendados. Quais são os tratamentos que estão disponíveis? O tratamento é relativamente seguro e eficaz no controle dos sintomas e alivio do paciente. Porém o acompanhamento com cardiologista é fundamental para o sucesso do tratamento. Ele é feito em casa, com medicação oral. Pode ser iniciado com monoterapia e com a evolução do quadro, outros medicamentos podem ser associados e a dose terapêutica ajustada. Nos casos diagnosticados tardiamente que já chegam descompensados pode ser necessário iniciar a terapia endovenosa, durante internação e manutenção via oral após a compensação do quadro clínico. Cada caso é um caso, jamais medique um animal baseado na cardiopatia de outro animal. Alertar o proprietário, quanto a este perigo é muito importante. Para mais esclarecimentos, entre em contato conosco. Revisão Bibliográfica: Ettinger e artigo Dr.Hines Ron, 2009.

Um pouco sobre aves. Como adquirir e manter pássaros saudáveis?


Ter pássaros saudáveis, é como ter filhos, cães e gatos saudáveis. O ambiente onde eles vivem devem ser limpos, com boa ventilação, devem ter água e comida fresca diariamente,eventualmente complementar a ração com vitaminas (geralmente adicionadas na água) e oferecer uma dieta (ração) de boa qualidade. Como todos os animais, a parte pscicológica também influência na saúde. Evitar stress (gaiolas pequenas), evitar super população na mesma gaiola, respeitar o horário de dormir (pássaros normalmente descansam ao anoitecer e acordam ao amanhacer) e em espécias mansas (domesticadas) recomemda-se (caso tenham asas devidamente aparadas) soltar algumas vezes ao dia e brincar com seus donos para manter o vínculo de amor, carinho e confiança (colaborando para a avese manter mansa e sociável). Abaixo, algumas dicas para veterinários que não trabalham com silvestres, estudantes e "marinheiros de primeira viagem":
  1. Para adquirir um pássaro saudável, certifique-se de que o criador tem uma criação adequada, com animais saudáveis, com boa alimentação, vermifugados e se fazem usode preventivos de ectoparasitas. Conhecer o local da criaçãoéa melhor opção de compra.
  2. Para quem vai adquirir o animal em loja, peça os contatos do criador. Ter contato com o criador é importante para dúvidas futuras, em relação a comportamento, idade certa, manejo etc...Saber a origem e como foram seus primeiros meses de vida ajuda o proprietário adequar seu pássaro a nova casa.
  3. Fazer sexagem e descobrir o sexo é importante para quem tem mais de um animal da mesma espécie, principalmente para quem compra mais de um do mesmo criador, pois irmãos podem gerar filhotes com defeitos congênitos.
  4. Alguns pássaros dormem melhor com o ambiente escuro e com a gaiola coberta.
  5. Observar a temperatura ambiente.
  6. Evitar passear na rua, eles podem pegar ectoparasitas, assim como cãese gatos. Se sair utilizar talcos preventivos.
  7. Consultar o veterinário na presença de alteração comportamental ou sintomas anormais como queda de penas, queda de apetite, excesso de "coceira", fezes moles e etc...
  8. Respeitar a idade de vida antes de tirar o pássaro da mães. Deve-se evitar afastá-lo da mãe antes de 40 dias.
  9. O processo de adestramento para se obter aves mansas começa com o criador e depois com o dono nos primeiros meses de vidada ave. Manter o contato pessoal com carinho e brincadeiras é fundamental.
Vale lembrar que aves gostam de banho, que pode ser através de borrifador ou de um largo pote d´agua raso para aves que gostam de se banhar sozinhas. Alguns pássaros adultos (não mansos) à venda são de difícil adestramento. Por isso encontra-se aves com preço bem abaixo do de mercado. Hoje em dia existem criadores sérios com acompanhamento veterinário, existem biólogos especializados em comportamento de algumas espécies e exames laboratoriais e de imagem para complementar a consulta clínica de seu pássaro. Indicação de um criador sério para maiores informações: www.phlovepets.com Foto: Dra.Karine Kleine e Prof. André Alves

Diabetes


Quais são os primeiros sinais de diabetes?
Os primeiros sinais da doença são sede excessiva, aumento da produção de urina, fome acima do normal, diminuição da energia.  A diabetes ocorre lentamente ao longo de várias semanas ou meses.  O diagnóstico é confirmado pela detecção do teor de glicose (açúcar) no sangue e aumento da excreção de açúcar na urina.
Quais são as conseqüências do diabetes?
Quando o nível de açúcar no sangue ao longo do tempo é muito alto, ele pode causar alterações oculares levar à cegueira, diabetes mal controlado são também mais propensos a sofrer danos neurológicos, nos rins e doenças cardíacas.
O pâncreas produz pouca insulina em pacientes diabéticos, mas são fornecidos através de injeções regulares de insulina (vendida em farmácia). Um controle regular de glicose no sangue para rever e ajustar a dose adequada de insulina é necessário.  Ao definir uma boa dose de insulina pode ser que faça com que a evolução do quadro da doença seja atrasada e, por vezes, prevenida.
Estes efeitos da doença podem ser curados ou ser adiado?
 Podem ser adiados, ou seja "controlados" . O pâncreas produz pouca insulina em pacientes diabéticos. Mas é substituido por injeções regulares de insulina quando necessário. Por isso a avaliação com um endocrinologista veterinário é essencial.  O diagnóstico de diabetes é definido com a ajuda de testes de laboratório com bastante facilidade. Normalmente causa um aumento do nível de açúcar no sangue e urina. São pacientes vulneráveis ​​ as infecções do trato urinário. Por isso, é importante que o cão com diabetes realize um acompanhamento regular. Cerca de aproximadamente metade dos cães com diabetes desenvolvem catarata diabética, que prejudicam a visão ou mesmo cegueira forte.Existem também as complicações tardias do rim e do sistema nervoso. Como na medicina humana, também requer um acompanhamento em casa, ou seja, o controle dos níveis de glicose pode ser feito em casa. Dieta específica e exercícios são fundamentais para o controle adequado da doença.
Se seu animal é idoso, tem sobrepeso, ou sintomas, procure seu veterinário.
Adaptação do texto: Germany, kirasoftware.

PRP e Células Tronco no tratamento ortopédico, imunológico e nefropatias


Os tratamentos ortopédicos tem se beneficiado com os avanços da medicina. A aplicação de células ricas em fatores de crescimento, revascularização, reepitalização de tecidos, proliferação de tecidos ósseos e até estimulação no sistema imunológico tem apresentado excelentes resultados. Tudo isso é promovido pela aplicação de PRP (Plasma Rico em Plaquetas, é uma biotecnologia de tecidos), o material para fazer o PRP é obtido de células do sangue do próprio animal ou de doadores (quando o animal apresenta alguma alteração hematológica). Também aceleram a recuperação de fraturas e melhoram clinicamente pacientes nefropatas, em um mecanismo pouco esclarecido, acredita-se que ocorre pela presença de fatores de crescimento, por ativar o sistema imunológico do paciente e por ser um antiinflamatório natural. Já as células tronco, tem a função de se transformar em qualquer tipo de célula, e os estudos apresentam excelentes resultados, porém o fato de se conhecer apenas alguns dos efeitos colaterais indesejáveis e a potencial probabilidade de se transformar em uma célula tumoral, tem sido um obstáculo na aceitação deste tipo de tratamento. O material para cultivo de células tronco é obtido através do sangue da medula do paciente ou da gordura, em nossa rotina clinica.
O Grupo Kleine disponibiliza este tratamento que já é rotina na vida de atletas (como jogadores de futebol e tenistas). Para maiores esclarecimentos, entre em contato conosco clicando aqui.
Dra. Karine Kleine e Dra.Renata de Barros são as veterinárias deste setor (membros do Grupo Kleine).

Posse responsável de animais: Cães


Atenção é essencial para cães. Socialização para pessoas e outros cães é importante para uma vida tranquila. Cães, aprendem desde cedo a ter contato com as pessoas,  e quando adultos se tornará confiante e afetuoso, permanecendo assim. Você é mesmo capaz de transferir suas primeiras experiências com outras pessoas, incentivando as relaçõe com os vizinhos, por exemplo. O cão deve entender que há uma hierarquia e que você é o dono dele, e não o contrário. Em relação a adestradores, existem diferenças substanciais, e estes devem ser cuidadosamente selecionados  e trabalhar no animal aquilo que você espera dele. Deve-se oferecer um alimento apropriado (de preferência alimentos processados ​​industrialmente) e água fresca todos os dias. Avaliação veterinária anual, até uns 5 anos e semestral após os 6 anos de idade. Lembrando-se sempre das datas de vacinação e vermifugação. Ter um tempo para brincar com seu cão o deixa feliz, tranquilo e ao mesmo tempo estimula o exercício.
Animais que vivem em apartamentos, o ideal é passear 3 vezes por dia, os cães precisam de contatos diretos e indiretos com o mundo exterior com o intuito de permanecer mentalmente tranquilos em casa. Qualquer dono responsável deve: Satisfazer as condições acima do bem-estar do "Mundo Animal". Assumir a responsabilidade por seu próprio cão para com os outros. Preservar os interesses dos cidadãos (por exemplo, colegas de quarto), respeitar limites de circulação dos animais em áreas comuns com outras pessoas e evitar latidos em excesso. E por fim eliminar impurezas causadas pelo cão.
Texto baseado nas informações do IEMT, Suíça, Zurique. O IEMT é o Instituto de Estudos Interdisciplinares da Relação Homem-Animal. Visa estudar a relação entre homens e animais. É uma fundação sem fins lucrativos.

Comida caseira industrializada balanceada por veterinários e zootecnistas.


Por que podemos confiar na dieta caseira industrializada comercializada pela Pet Delicia? Porque eles são uma empresa séria. E porque o Grupo Kleine acha isso? Por que nós conhecemos a empresa, seus donos, sua história e os profissionais envolvidos. Esta empresa não é um "Restaurante de cachorro", assim como existe nos EUA e na União Européia, este novo conceito de dieta caseira industrializada não visa ser um petisco e nem complemento. A dieta traz as necessidades nutricionais como uma ração de boa qualidade. Pode ser comprada na forma de bandeja congelada ou fresca. Porque eu, Karine Kleine, que sempre fui e sou a favor da dieta com ração de boa qualidade, como a Royal Canin, por exemplo, estou apoiando a dieta caseira industrializada? Por alguns motivos abaixo listados:
  1. Confiei no produto, uma vez que eu avaliei os teores nutricionais, me baseando nas rações que confio e na literatura, e observei que eram todos dentro de padrões corretos.
  2. Conheci a equipe, são profissionais da área com "pitadas" de muito amor, carinho, compromisso e responsabilidade com a saúde animal.
  3. Ao perguntar se eu poderia avaliar as dietas, não só recebi o produto, mas também foi oferecido produtos para a realização de trabalhos científicos, que em breve serão publicados. Estes trabalhos utilizarão a dieta e monitoraremos os animais com exames periódicos.
  4. Alguns animais, com a idade avançada, ou por terem sido resgatados da rua, ou por terem passado por período de doença grave e estão em fase de recuperação, necessitam de um alimento mais palatável e atrativo, e esta dieta caseira balanceada industrializada tem apresentado bons resultados.
  5. Existe uma famosa ração terapêutica para paciente convalencente, e que de fato é muito boa, porém não se aplica a todos os pacientes uma vez que é gordurosa. Como cada caso é um caso, não estou dizendo que a dieta caseira industrializada é a melhor opção, mas em alguns casos eu recomendo.
  6. Meu intuito neste texto é atestar a empresa Pet Delicia como uma empresa séria. Alertar que ela não deve ser utilizada como atrativo, petisco e nem misturada na ração. Pois se trata de uma dieta balanceada por um veterinário e um zootecnista nutricionista especializado em nutrição animal. E é uma alternativa para aqueles animais com apetite caprichoso. E como todo alimento para animais, você deve consultar seu veterinário, antes de introduzir na dieta de seu pet. Até porque o veterinário deve explicar como será esta introdução e antes, deverá avaliar se é o caso de mudar o tipo de dieta. A Pet Delicia deixa seus profissionais à sua disposição para tirar dúvidas.

Estatística de Displasia Coxo-femural em várias raças - Estudo da OFA


Raças de grande porte tem mais pré-disposição a desenvolver displasia coxo-femural. Porém animais de pequeno porte não são insentos desta patologia. O diagnóstico é feito a partir de uma radiografia, este exame também avalia o grau da displasia. A displasia não tem cura, mas tem tratamento, como aplicação de PRP, acupuntura, fisioterapia e cirurgia. Alguns animais não apresentam nenhum sinal ou sintoma, e outros claudicam ("mancam"), ou "rebolam" ao caminhar. Na presença destes sinais procure seu veterinário, e o diagnóstico só é possível através de uma radiografia da região coxo-femural, pois esses sintomas também podem ocorrer em outras doenças, como problemas de coluna e artrose.
Abaixo a tabela de estudos da OFA. Observa-se que algumas raças, apesar de grande porte apresentaram baixa porcentagem de displasia coxo-femural, como por exemplo o Dálmata. Segundo este estudo da OFA, o ITALIAN GREYHOUND é a raça menos pré-disposta, assim como o Pinscher já o BULLDOG e o PUG são os de maior incidência, segundo este estudo. Na rotina clínica do Brasil, observamos dados diferentes, onde o LABRADOR, PASTOR ALEMÃO e ROTTWEILER são os animais com maior incidência, isto pode estar relacionado ao fato de que essas raças são bastante requisitadas no Brasil, e o números de criadores é maior. Os criadores que não fazem controle radiográfico dos seus animais podem estar propagando esta patologia em seus filhotes e contribuindo para o número alto da incidência nestas raças no Brasil. Animais que comprovadamente possuem a Displasia Coxo-femural não deveriam cruzar, para evitar uma ninhada com o possível problema.
Veja a tabela: Raça e Percentual displásico: BULLDOG  73.7 PUG PUG  62.1 DOGUE DE BORDEAUX 55.8 OTTERHOUND  52.3 NEAPOLITAN MASTIFF NAPOLITANO MASTIFF  48.2 ST. ST. BERNARD BERNARD  46.6 CLUMBER SPANIEL CLUMBER SPANIEL  45.5 SUSSEX  SPANIEL 43.2 BLACK RUSSIAN TERRIER BLACK TERRIER RUSSO 43.1 CANE CORSO Cane Corso  40.1 ARGENTINE DOGO DOGO ARGENTINO  40.0 BASSET HOUND BASSET HOUND  37.6 BOYKIN SPANIEL  37.0 FRENCH BULLDOG  33.9 AMERICAN BULLDOG  33.2 NORFOLK TERRIER NORFOLK TERRIER  32.1 PERRO DE PRESA CANARIO  30.7 FILA BRASILEIRO  29.3 BLOODHOUND  25.8 AMERICAN STAFFORDSHIRE TERRIER  25.8 TERRA NOVA  25.5 LOUISIANA CATAHOULA  25.4 ENGLISH SHEPHERD ( PASTOR INGLÊS) 25.2 BULLMASTIFF  24.8 AMERICAN PIT BULL TERRIER  23.7 MAINE COON  23.1 SHILOH SHEPHERD  21.3 CHESAPEAKE BAY RETRIEVER  21.0 ROTTWEILER  20.4 HYBRID  20.3 GOLDEN RETRIEVER  20.1 GORDON SETTER  19.7 NORWEGIAN ELKHOUND  19.7 MASTIFF  19.5 CHOW CHOW  19.5 SHIH TZU  19.5 FIELD SPANIEL  19.3 PASTOR ALEMÃO 19.1 GREATER SWISS MOUNTAIN  19.1 CHINOOK  19.0 OLD ENGLISH SHEEPDOG  18.9 BEAGLE BEAGLE 42 42 662 662 2.4 2.4 18.6 18.6 KUVASZ 18.4 SCHNAUZER GIGANTE 18.3 CARDIGAN WELSH CORGI  18.2 PEMBROKE WELSH CORGI 17.9 STAFFORDSHIRE BULL TERRIER  17.4 ENGLISH SETTER  16.8 ENTLEBUCHER  16.6 BERNESE  16.4 AFFENPINSCHER  16.3 SPINONE ITALIANO  15.8 BLACK AND TAN COONHOUND  15.5 BOUVIER DES FLANDRES  15.3 POLISH LOWLAND SHEEPDOG  15.3 BRITTANY  15.2 CURLY-COATED RETRIEVER  15.1 ISLANDÊS SHEEPDOG  14.8 AUSTRALIAN CATTLE DOG  14.8 HARRIER  14.7 BRIARD  14.7 PUDELPOINTER  14.5 BEAUCERON  14.3 LEONBERGER  14.1 NORWICH TERRIER  13.9 ENGLISH SPRINGER SPANIEL  13.6 CHINESE SHAR-PEI  13.5 AKITA  13.2 PORTUGUÊS CÃO DE ÁGUA  13.0 TIBETAN MASTIFF  12.9 WELSH SPRINGER SPANIEL  12.7 POODLE  12.6 IRISH SETTER  12.3 KOMONDOR  12.2 LABRADOR RETRIEVER  12.2 IRISH WATER SPANIEL  12.1 GREAT DANE  12.0 BOSTON TERRIER  11.9 CAVALIER KING CHARLES SPANIEL  11.7 ALASKAN MALAMUTE 11.6 AIREDALE TERRIER  11.5 NORWEGIAN BUHUND  11.4 PETIT BASSET GRIFFONS VENDEEN  11.4 FRENCH SPANIEL  11.3 SAMOYED  11.2 BORDER COLLIE  11.1 BOXER  10.9 WEST HIGHLAND WHITE  10.7 ANATOLIAN SHEPHERD  10.3 PULI  10.1 HAVANESE  9.9 AKBASH DOG  9.8 COTON DE TULEAR  9.7 SWEDISH VALLHUND  9.4 POINTER ALEMÃO  9.3 STANDARD SCHNAUZER  8.8 WEIMARANER   8.7 BULL TERRIER  6.8 BICHON FRISE  6.5 LHASA APSO  6.5 PASTOR HOLANDÊS  6.4 COCKER SPANIEL  6.3 DOBERMAN PINSCHER  6.1 KERRY BLUE TERRIER  6.0 SHIBA INU  5.9 TIBETAN TERRIER  5.8 AFGHAN HOUND  5.8 AUSTRALIAN SHEPHERD  5.8 ENGLISH COCKER SPANIEL  5.6 RHODESIAN RIDGEBACK  5.2 DALMATA  4.8 SHETLAND SHEEPDOG  4.8 SOFT COATED WHEATEN TERRIER  4.6 POINTER ALEMÃO  4.5 BASENJI  3.2 COLLIE  2.7 GREYHOUND GALGO  2.3 SIBERIAN HUSKY  2.0 AUSTRALIAN TERRIER  1.9 BORZOI  1.8 IRISH RED & WHITE SETTER  1.8 WHIPPET  1.7 GERMAN PINSCHER  0.9 ITALIAN GREYHOUND  0.0 Fonte do estudo: http://www.offa.org

Passaporte de animais


Os animais de companhia só poderão viajar com os seus donos pelos países da União Européia com passaportes, canino ou felino. O Jornal O Globo, em 06/04/10, já havia publicado que o passaporte estaria pronto em breve, mas até hoje ainda há controvérsia de informações. Porém já é possível requerer o passaporte do seu animal, com certa demora para ficar pronto. Dra. Monique Sant´Anna, que trabalha no Grupo Kleine- Renal Vet RJ é credenciada ao ministério da agricultura, mas para obter tal documento precisa ir ao consulado de cada país para se certificar de que a lei não mudou evitando problemas no embarque e desembarque dos animais.
Esta medida tem como principal objetivo simplificar o processo de viagem dos animais. Em alguns países a lei dos passaportes de animais já está em vigor. O documento será obtido pelo ministério da agricultura através de veterinários credenciados ao órgão. O veterinário certifica que os animais têm as vacinas em dia e providencia os exames exigidos por cada país para aprovação da entrada do animal ao país de destino. Além do registo das vacinas, será possível registar no passaporte outras informações sobre exames clínicos efetuados no animal.
O passaporte será obrigatório para os animais que viajam para países da União Européia (UE).  O documento só não serve para o Reino Unido, Irlanda e Suécia, porque estes países têm leis mais restritas no que diz respeito à entrada dos animais, exigindo mais exames (exames além dos exigidos pela UE).

Cardiopatia - Endocardiose em Cães


Endocardiose da válvula mitral ou endocardiose da válvula tricúspide é uma doença comum em cães caracterizada por degeneração mixomatosa progressiva  da válvula.  Estima-se que esta doença é responsável por 50% da doença cardíaca canina (Fonte: Universidade Louisiana).  Este processo da doença também ocorre em seres humanos, cavalos e porcos. Endocardiose  pode ser  visto em todas as raças, mas a prevalência da doença varia de acordo com as raças de pequeno e médio porte, mais comumente afetadas. A progressão da doença começa com uma pequena fração regurgitante do ventrículo para o átrio. Conforme a doença progride ao longo do tempo, a fração regurgitante também aumenta , isto é audível ao estetoscópio e se chama sopro cardíaco. Ao longo do tempo, o ventrículo esquerdo se hipertrofia e pode dilatar , devido à sobrecarga de volume e o volume regurgitante atrial levará a aumento atrial.  Isso leva ao aumento da pressão dentro do átrio esquerdo e pode resultar em congestão pulmonar e edema.  Este mesmo cenário pode ocorrer também com endocardiose da válvula tricúspide no ventrículo direito e átrio direito. Eventualmente, o aumento da pressão no átrio direito pode levar a insuficiência cardíaca direita, podendo causar ascite e / ou derrame pleural. A dilatação moderada dos átrios pode causar arritmias dos átrios, o mesmo pode ocorrer nos ventriculos.
Sintomas: Os sinais clínicos de insuficiência cardíaca esquerda podem ser sutis, tais como aumento da freqüência respiratória em repouso, uma diminuição ligeira no exercício ou intolerância à atividade. Presença de tosse, não dormir durante a noite, diminuição do apetite, desconforto respiratório, aumento do abdomem e letargia. Em casos mais avançados a cor da língua muda de "rosa" para tom mais escuro, ligeiramente "azulado ou roxo" que cientificamente chamamos de cianose. Acompanhamento cardiológico: Os animais com diagnóstico de insuficiência cardíaca congestiva secundária a endocardiose devem realizar radiografias de tórax, ecocardiograma e ECG realizado a cada 4-6 meses. Fonte da foto e referência bibliográfica: Universidade Estadual da Louisiana-EUA. Se seu animal apresenta estes sintomas converse com um cardiologista.

Tumor Renal Maligno


Os sarcomas do rim são entidades raras e de mau prognóstico, representando 2 a 3% das neoplasias malignas do parênquima renal. Entre os tumores de origem mesenquimatosa, o leiomiossarcoma é o tipo mais freqüente (60% em humanos), sendo mais raros o angiossarcoma, o fibrossarcoma, o rabdomiossarcoma e o histiocitoma fibroso maligno. A primeira descrição de um leiomiossarcoma renal foi realizada por Berry, em 1919. A incidência do leiomiossarcoma é ligeiramente maior no sexo feminino, ocorrendo geralmente entre a 4ª e a 6ª décadas de vida, afectando por igual ambos os rins, sendo 7% bilaterais. Os autores relatam um caso de um leiomiossarcoma renal, focando aspectos relacionados com o comportamento biológico, o tratamento e o prognóstico. O Leiomiossarcoma renal é uma neoplasia maligna com diferenciação muscular lisa. A sua estrutura microscópica não difere do resto dos leiomiossarcomas de outras partes do organismo havendo-se estabelecido critérios estruturais e imunohistoquímicos para melhor orientação do seu prognóstico (tamanho celular, atipias, necrose e actividade mitótica), demonstrando-se os métodos imuno-histoquímicos mais fiáveis que os convencionais para determinar o potencial maligno destes tumores. Clinicamente a dor é o sintoma mais freqüente (55%), seguido de massa palpável (33%), perda de peso e hematúria (16.5%). A recidiva do leiomiossarcoma é habitualmente local. A metastização é mais rara (via hematogênica - pulmão, fígado e osso) e normalmente durante os 3 primeiros anos pós-nefrectomia. O tratamento é sempre cirúrgico - nefrectomia radical. A quimioterapia parece aumentar a sobrevida. O prognóstico é em geral reservado Dr. Duarte Nuno Barradas, Brazilian Journal of Urology: September 21, 2000 (Resumo da publicação).

Tomografia computadorizada


O primeiro tomógrafo de primeira geração, foi apresentado à sociedade científica em 1972 por Godfrey N. Hounsfield. O equipamento de 2ª geração tinha um conjunto de detectores, reduzindo drasticamente, o tempo de aquisição das imagens. Hoje, estes equipamentos, estão proibidos de operarem no mercado por apresentarem taxas de doses não compatíveis com os níveis admissíveis.
Os equipamentos de terceira geração apresentaram uma evolução significativa. Nestes equipamentos, eliminou-se o que conhecemos por varredura linear. A partir de então, os tubos pararam de fazer varredura a cada grau e passaram a fazer movimentos de rotação contínuos ao mesmo tempo em que se fazia a coleta dos dados.
Uma quarta geração de equipamentos de TC surgiu com um conjunto de detectores distribuídos pelos 360 graus, ocupando assim, todo o anel.
Sistema Helicoidal (ou espiral)
Os cortes tomográficos são obtidos com a mesa em movimento, de forma que, as “fatias “ não são necessariamente planas mas, na forma de hélices, enquanto que, o método de aquisição, se assemelha a um modelo espiral.
Tomografia Helicoidal Multi-Slice
Os tomógrafos multi-slice trabalham com várias coroas de detectores pareadas, que podem, ou não, apresentarem as mesmas dimensões. Alguns fabricantes optam por conjunto de detectores de diferentes dimensões por entenderem que, desta forma, obtém-se maior estabilidade dos detectores em determinadas espessuras de corte. As coroas podem apresentar detectores que vão desde 0,5 até 10 mm. Outra característica notável dos tomógrafos multi-slice, está relacionado à velocidade com que o conjunto tubo-detectores gira no interior do gantry. Em alguns equipamentos, revoluções de até 0,5 segundos ( tecnologia sub-second ). Este reduzido tempo permitiu novos estudos de tomografia com sincronização cardíaca. Esta informação técnica foi fornecida pela professora de biomedicina Giulliana Cristina Rangel durante uma aula.
Na medicina veterinária utilizamos os mesmos equipamentos de hospitais humanos. Hoje os animais podem ter acesso a alta tecnologia, diagnóstico e tratamento avançados. No Rio de Janeiro, somente Dr. Alex Adeodato, um dos pioneiros nesta área no Brasil, disponibiliza o serviço. Também já existe o serviço em várias clínicas de São Paulo, Recife, Santa Maria e em breve em novos locais. Vale lembrar que para realização deste exame é necessário anestesia geral, desta forma, em pacientes críticos deve-se avaliar o custo-benefício deste método de diagnóstico.
Para mais informações entre contato conosco.

Edema Pulmonar [Caso clínico]


Dunga, 13 anos, poodle, chegou na nossa clínica andando, calmo e respirando de boca fechada. Perguntamos se ele tossia, se respirava de boca aberta e etc.. Seus donos só notaram o cansaço e pouco apetite. No exame clínico notamos sopro da válvula cardíaca mitral e tricúspide, de grau avançado. Assim optamos em realizar o Doppler ecocardiograma, que revelou cardiomegalia (dilatação das quatro cavidades cardíacas), Endocardiose Mitral e insuficiência cardíaca congestiva.

Na palpação notamos hepatomegalia (aumento do fígado), secundária a insuficiência cardíaca, chamada de congestão hepática. Solicitamos ultra-som, e este revelou hepatomegalia, cisto no baço, hiperplasia prostática, discreta perda de relação córtico-medular do rim direito, demais orgãos sem alteração.
A ausculta pulmonar revelava ruidos pulmonares, sugestivo de edema pulmonar. Realizamos o raio x de tórax para avaliação completa do quadro cardio-pulmonar. Dunga respirava de boca fechada e tranquilo.
O raio x de tórax revelou severo edema pulmonar. Então fique atento a qualquer mudança de comportamento, tosse e cansaço. Apesar de estar em estado grave, Dunga mascarou seu problema. E seus donos acabaram percebendo o problema quando ele estava muito grave, e precisou ficar internado, tomando medicamentos para retirar o edema pulmonar, vitaminas, antihipertensivo, broncodilatador e oxigenoterapia (foto superior).
Na foto ao lado, você visualiza o raio x, o pulmão deve ser mais radioluscente (cor preta) e ele se apresenta bem radiopaco ("esbranquiçado"). Também dá para perceber o fígado aumentado.
Na imagem acima, a avaliação ecoDopplercardiográfica. A foto mostra a seta no ventrículo esquerdo dilatado.
Dunga ficou internado 2 dias para reverter o quadro de insuficiência cardíaca congestiva.
Você pode evitar esse susto, observe as dicas abaixo:
  • Fazer avaliação cardiológica após 6 anos ou na presença de sintomas;
  • Se seu animal já é idoso fazer avaliação cardiológica a cada 6 meses, ou no intervalo que seu veterinário considerar necessário;
  • Antes de cirurgia, realizar risco cirúrgico completo.
Na presença de tosse, cansaço ou dispnéia, vá ao veterinário, não medique seu animal em casa sem avaliação de um veterinário. Se seu animal já faz acompanhamento cardiológico, não deixe de ir à revisão e nem esqueça de dar os medicamentos.

Cuide bem do coração do seu pet!


A cardiopatia de um animal pode ser primária ou secundária. Algumas raças tem pré-disposição a cardiopatias. Doenças hormonais, renais, pulmonares, parasitos e etc... Podem sobrecarregar o coração. Entre as patologias mais frequentes estão a Endocardiose de Mitral, comum em animais de pequeno porte, a Cardiomiopatia Dilatada, comum em animais de grande porte, Cor Pulmonale, acomete qualquer animal de qualquer idade e está relacionado a problemas pulmonares. Cardiomiopatia Hipertrófica, comum em gatos e as patologias congênitas. Algumas alterações aparecem com a idade, por isso um check up anual com o cardiologista após os 6 anos é recomendada, pois perceber uma alteração no início é a melhor forma de tratar o paciente. A boa notícia é que hoje em dia existem excelentes medicamentos e meios de diagnóstico precisos, com equipamentos de alta resolução, como o da nossa clínica. Sendo assim, podemos dar sobrevida com qualidade de vida aos cardiopatas. Temos pacientes de 19 anos com tal alteração há anos e compensados por medicamentos, e principalmente, com qualidade de vida!

Convulsões


Existem várias causas que levam a convulsão. Geralmente as pessoas pensam logo em epilepsia, mas existem outras causas como: Traumas, insuficiência renal (uremia), hepatopatias, desequilíbrio eletrolítico, cardiopatia, neoplasias, parasitos e etc... Sendo assim, nem sempre o diagnóstico é fechado rapidamente, pois é necessário a realização de alguns exames específicos. Enquanto o caso clínico é analisado, o paciente recebe medicamentos anticonvulsivantes para evitar uma nova convulsão. Um dado muito importante e pouco levado em consideração é a convulsão por presença de parasitos. Dizem que 1/3 das convulsões nas américas é causada por parasitos e este número é alto. A forma mais eficaz de evitar a contaminação, é se alimentar de comidas bem cozidas, preparar alimentos com mãos devidamente higienizadas e proceder a higiene das mãos sempre que necessário, principalmente após limpar fezes de animais. Em animais, a contaminação por alimento é difícil por se alimentarem de ração, mas eles não devem entrar em contato com fezes, por isso observe se seu animal não se aproxima de fezes na rua, ao passear. Para nós humanos, evitar a carne de porco mal cozida é fundamental. Alguns parasitos podem até se alojar no cérebro, formando um cisto, que pode ser fatal para o paciente, uma vez que a remoção cirúrgica é muito perigosa.

Grávidas podem conviver com gatos SIM!


A toxosplasmose é o maior medo de um obstetra quando ele tem uma grávida dona de gatinhos. Calma! A preocupação do médico tem fundamento, porque o contato da grávida com a doença pode gerar bebês com doenças graves. Porém a toxoplasmose pode ser transmitida de várias formas, além do contato com o gato infectado, são elas: Ingerir carne crua, manusear jardinagem, e limpar fezes de animais. Portanto, para ter uma gravidez saudável ao lado de seu pet, basta seguir uma rotina tranquila: Peça para outra pessoa limpar a caixa de areia do seu gato. Se não tiver outra pessoa, utilize luvas e máscaras descartáveis e depois lave bem as mãos. E claro, o mais importante, leve seu gato ao veterinário para uma avaliação clínica e laboratorial para descartar a doença nele e assim poder ficar de fato tranquila. Em casos onde o médico é muito criterioso, peça para ele entrar em contato com seu veterinário ou com nossa equipe, teremos o prazer de explicar e de defender seu felino!

Tempos de crise, como economizar com seu pet de forma segura?


Inicio de ano é sempre um período difícil. Todos gastaram com as festas de final de ano, continuam gastando com as férias, chegará IPVA, IPTU, material escolar e fora as despesas mensais. Se a época é de economizar, e você não poderá dar uma vida de rei e rainha para seu pet, temos algumas dicas importantes. É possível economizar sem tirar a qualidade de vida que seu animal merece e precisa. Por exemplo:
  1. Evite mudar a ração para uma de qualidade inferior, existem excelentes marcas no mercado e de boa qualidade. Se você precisar mudar a ração, consulte seu veterinário e faça a mudança gradativamente para não causar distúrbio intestinal.
  2. A consulta anual ao veterinário não deve ser suspensa, pois prevenir sempre sai mais barato do que remediar. O veterinário é capaz de diagnosticar problemas precocemente e avaliar se está tudo bem. Tratar algo no inicio normalmente exige menos medicamentos e poucos exames.
  3. Não deixar as vacinas para depois se tiverem vencido o prazo da carteirinha. As vacinas protegem seu animal de doenças fatais. Mas existem vacinas, que podem ser adiadas sim, como as de tosse dos canis, gripe e giardia. Isso não significa que elas não são importantes, digo apenas que elas podem ser adiadas para um mês menos "apertado" financeiramente.
  4. Estar sem dinheiro, consultar o google e chats de animais para tratar doenças baseadas em experiência de outra pessoa para evitar uma consulta veterinária. Esta é a economia mais perigosa, um medicamento errado, pode trazer mais problemas para seu animal. Converse com seu veterinário sobre parcelamento da consulta, é mais seguro.
Se você tem dúvidas de como economizar, nos escreva!

Pêlo Curto Brasileiro - Gatos


O Gato Pêlo Curto Brasileiro é o primeiro gato brasileiro reconhecido internacionalmente como raça padrão. Em 1998 a World Cat Federation reconheceu os gatos SRD do Brasil como uma raça, pois seus cruzamentos ao longo de anos mantiveram as suas características, são elas: O pêlo junto ao corpo, cabeça e orelhas de tamanho médi oe proporcionais ao corpo. Os olhos ligeiramente oblíquos e o nariz da mesma largura da base até à ponta. Peito largo, pernas de tamanho médio e patas arredondadas, cauda de tamanho médio, afinando na sua ponta. O responsável pela idealização da raça foi Paulo Ruschi, juiz internacional e vice-pre¬sidente da WCF - World Cat Federation. No Brasil a primeira criadora a divulgar a raça foi Sylvia Roriz, ele possui um gatil brasileiro bem conceituado e é uma criadora respeitada no meio dos criadores de gatos. Esta raça por ser do meio urbano e viver nas ruas é geralmente dócil e muito resistente. Porém temos que considerar a individualidade de cada indivíduo e a forma como é criado. É importante ressaltar que esta raça não são todos os SRD´s. O gato tem que ter as características da raça Pêlo Curto Brasileiro, assim como qualquer outra raça e também deve ter seu pedigree. A pessoa que tem um Pêlo Curto Brasileiro, ou acha que tem pode procurar a Confederação de Felinos do Brasil (CFB), lá o proprietário é informado da possibilidade de se obter o pedigree do seu animal. O animal é avaliado criteriosamente pelo CFB durante uma exposição para análise de suas características. Em relação a doenças, não podemos afirmar as doenças pré-dispostas desta raça e sim desta espécie, uma vez que a raça é a mistura de outras raças durante anos. Na minha rotina clínica percebo que esta raça ainda apresenta menos problemas de cistos renais em relação as outras raças, já os cálculos são mais frequentes, mas não há estudo científico que comprove esta teoria até o momento.